quarta-feira, 2 de julho de 2014


O aniversário do real


e o valor do dinheiro


Dinheiro real, aquele que você recebe


Fernando Brito   
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Os jornais publicam  matérias mostrando que a nota de 100 reais, lançada no Plano Real, por Fernando Henrique Cardoso, hoje vale apenas R$ 22.
É verdade. A inflação, claro, come o valor do dinheiro.
Então, este humilde blogueiro, que tem mania de fazer conta, foi lá na “Calculadora do Cidadão” do Banco Central ver como foi este processo de desvalorização.
E fez a conta para saber quanto aquela nota perdeu em cada governo.
Mas não esqueceu de fazer a outra conta, tão importante ou mais, que é a de quanto dinheiro (o de papel e o verdadeiro, que é o seu poder de compra) recebe.
Acompanhe com atenção.
A azulada pelega de 100 de FHC, em fevereiro de 2002, oito anos depois de sua estréia, tinha sido vítima de uma inflação de 143,3%.
Para comprar o mesmo que 100 reais de 94,  seriam precisos 243, 29 reais.
A nota de 100, portanto,  valia  41,11 reais.
No governo Lula, aqueles R$ 41,11 também perderam valor, é claro.
Até fevereiro de 2011 – iguais oito anos – a inflação pelo IPCA foi de 65,37%.
E a cédula de R$ 100, que já começou este período valendo R$ 41,11, desvalorizou-se para R$ 24,85.
No governo Dilma, com a inflação de 19,74% acumulada até fevereiro e mais 6% de inflação estima da até fevereiro de 2015, a perda será de 27,1%, aproximadamente.
O que faria aquela nota de R$ 100, que FH transformou em R$ 41, que baixou com Lula a R$ 25, vá chegar, ao final do período Dilma, valendo R$ 19,56.
Se eu fosse fazer uma conta desonesta – não sei onde já se viu fazer contas desonestas na imprensa brasileira, né? (rsrs) – poderia dizer que Fernando Henrique tirou 59 reais da nota, ou R$ 7,37 por ano, enquanto Lula tirou bem menos, 26 reais ou R$ 3,66 por ano, e Dilma, em quatro anos, perto de R$ 4,50, ou R$ 1,10 por ano.
Mas não é assim que se avalia, exceto quando se quer fazer comparações desonestas.
O certo é dizer que FHC fez a nota perder 59% de seu valor, ou 6 por cento ao ano, em oito anos.
Que Lula assistiu a uma redução de 39,4% do seu valor, em oito anos, o que dá  4,2% ao ano.
E que Dilma a viu reduzir-se em  21,3%, ou 4,9% ao ano, em quatro anos.
Um pouco acima de Lula, bem abaixo de FHC.
Agora, a trajetória do dinheiro real, para milhões de trabalhadores, aposentados, pensionistas e avulsos: o salário mínimo.
No final do Governo FHC, ele era pago com duas daquelas notas de cem reais que, como vimos, valiam R$ 41,11. Então, em valor deflacionado, valia R$ 82,22.
A história de que Fernando Henrique deu ganho real ao salário mínimo está apoiada precariamente no fato de ele ter “herdado” quatro meses de salário a R$ 80, fixado por ele mesmo no finzinho do Governo Itamar Franco.
Já no final do Governo Lula, em 2010, o salário mínimo era de R$ 510, ou pouco mais que cinco notas de cem. Como, no fim deste período, cada uma destas notas tinha valor real de R$ 25, isso equivalia, em dinheiro “forte” do início do real a R$ 127, 50, ou 55% mais do que aqueles R$ 82,22 que Fernando Henrique deixou como herança.
E com Dilma, o que temos hoje?
O salário mínimo passa de sete notas de cem: 7,24 delas, precisamente. Como cada uma delas valerá R$ 19,56, isso dá R$ 141,61, sempre naquele “real forte” do início do plano.
Em percentagem: 11% mais que no final do Governo Lula e 72% mais que no final do Governo Fernando Henrique.
Esta é a verdadeira medida do poder de compra.
Não apenas o da moeda, mas o da moeda que se recebe.
O que, no caso de quem trabalha, chama-se salário.
Mas salário não é santo do altar dos nossos economista, mais devotos do “santo tripé” macroeconômico, não é?

A justa quase-maldição


da vaia ao  hino chileno


Emir Ruivo      
 
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     Torcedoras da elite 'limpinha e cheirosa', embora mal-educada e sem-noção, vaiando o hino do Chile,      no Mineirão, sábado passado
Eu torci muito pelo Brasil. De joelhos, que é a máxima forma de torcer para mim. Mas, em alguns momentos (pênaltis perdidos, bola na trave), achei que uma eliminação poderia ser o resultado mais justo para aquelas pessoas que vaiaram o hino do Chile.
Não era o resultado que eu desejava. Não era justo com os jogadores, com o técnico, com todos os torcedores que não participaram daquele patético comportamento de massa. Mas era justo para eles.
Algumas pessoas no Facebook tentaram defender ou relativizar. Não é verdade que foi só no fim, durante o “acapella”. Houve um ensaio de vaias já no começo do hino. Mas ainda que fosse. Raios, só nós podemos?
Essa edição que a Fifa faz nos hinos não é legal. Tudo bem que eles são longos e chatos, mas afinal alguém inventou de tocar o raio do hino antes dos jogos. Então que toque na íntegra.
Os cortes da Fifa me lembram aquelas edições que as rádios costumavam fazer nas músicas, sobretudo nos anos 90. Naquela época, as rádios eram tudo para o mercado fonográfico. Ou você aceitava a edição, ou não tocava. Até hoje as rádios vêm com a sua vinheta muitas vezes antes do fim das músicas.
Essas edições simplesmente matam toda a intenção artística. É como cortar um pedaço de uma pintura. E nos hinos não é diferente.
E nós gostamos de cantar até o fim. Na verdade, não até o fim – cantamos duas das quatro partes. E parece que os chilenos também. E daí?
Me parece que há uma confusão nessa história. Vaia é normal num jogo. Mas vaia-se o time adversário. Vaia-se, sei lá, a torcida adversária. Vaiar o hino é misturar as coisas.
Um hino é, junto com a bandeira, o maior símbolo pátrio. Vaiar um hino é uma agressão.
Não acredita? Faça o seguinte: ateie fogo numa bandeira da Colômbia na porta do estádio antes do próximo do Brasil e veja se você não será preso. O hino é a representação musical na bandeira. Nem para a bandeira se coloca a mão no coração (por mais ridículo que isso possa ser, mas essa não é a discussão).
Deveria ser, sempre, aplaudido. E depois que xingue-se todos os jogadores, as mães dos jogadores, a avó deles. O cachorro, sei lá. Isso é outra coisa.
É verdade que posteriormente os chilenos também nos vaiaram. Mas coloque-se no lugar deles. Você está cantando o seu hino e de repente vem uma agressão gratuita. Eu vaiaria de volta. É legítima defesa. Como diria meu avô,  reciprocidade.
Agora, claro que não é o fim do mundo. Nada é. A mordida do Suárez não foi, a cabeçada do Zidanne em 2006 também não. Agora, isso não impede que umas mães dêem uns tapas na bunda de seus filhos, ainda que eles tenham 20, 30, 40 anos.
Estão precisando.
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Emir Ruivo é músico e produtor formado em Projeto Para Indústria Fonográfica na Point Blank London. Produziu algumas dezenas de álbuns e algumas centenas de singles. Com sua banda, Aurélios, possui dois álbuns lançados pela gravadora Atração. Seu último trabalho pode ser visto no seguinte endereço: http://www.youtube.com/watch?v=dFjmeJKiaWQ

Legado da Copa: fatos e falácias (parte 2)

A realização da Copa neste momento em que todos desejam que o PIB cresça mais do que está permitindo a crise mundial, é fundamental para o país

José Augusto Valente (*)   

Arquivo
Em relação ao chamado “Legado da Copa”, o que a grande imprensa tem veiculado sobre o assunto tem mais falácias do que fatos comprováveis. É o que estou tentando demonstrar numa série de artigos. (Clique AQUI e leia a parte 1)

Falácia 2 – Dinheiro utilizado na construção dos estádios poderia ser destinado para a saúde e educação

Eu acredito, assim como os críticos à realização da Copa no Brasil, que os governos federal, estadual e municipal têm que investir, com alta prioridade, em saúde e educação, entre outras políticas sociais. O Brasil precisa e merece isso.

Ao contrário deles, entretanto, defendo que o governo tem que investir, também, no desenvolvimento do país. Para isso há várias formas, entre elas o financiamento pelo BNDES, com seus juros subsidiados e eventuais parcerias,  a empreendimentos com potencial de gerar desenvolvimento econômico e social.

A realização da Copa, no Brasil, neste momento em que todos desejam que o PIB precisa crescer mais do que está permitindo a crise mundial, é fundamental para a realização dos investimentos nas arenas, nos aeroportos e em obras de mobilidade urbana, como também pelos serviços daí decorrentes, pois estes gerarão receitas diretas e indiretas nos próximos anos.

Como afirmamos no artigo anterior, os locais onde acontecem as partidas da Copa não são simples estádios de futebol, mas arenas multiuso, e isso faz toda a diferença. 

Essas arenas foram projetadas para receber, além de partidas de futebol, grandes eventos, como shows, espetáculos, conferências e reuniões, com conforto, segurança e qualidade.

Do ponto de vista de legado da Copa, isso tem impacto na geração de possibilidades de ganhos dos cidadãos, uma vez que na maioria das capitais do país não existem espaços como esses para a realização de megaeventos. 

Várias arenas estão formatadas para PPP ou concessão (governos estaduais/empresas privadas), além de três que são exclusivamente privadas. Todas demandaram recursos do BNDES.

As equipes altamente qualificadas desse órgão analisaram os empreendimentos por essa ótica, não só para garantir o retorno financeiro do mesmo, mas também para alavancagem de novos projetos econômicos e sociais, na cidade e na região. 

Para se ter idéia, a arena de Brasília, que é totalmente pública, em seis meses, recebeu 27 eventos, entre jogos de futebol e shows , como da Beyoncé e das bandas Aerosmith e Metallica. Nesse período, a nova arena atraiu 640 mil pessoas. Para se ter um comparativo, o antigo Mané Garrinha teve público de 340 mil torcedores em 36 anos.

Mas o BNDES não poderia financiar saúde e educação? 

É importante frisar que o BNDES financia basicamente empresas e não governos (há alguns poucos casos de financiamento a governos). Os juros subsidiados tem a ver com a expectativa de desenvolvimento econômico e social de cada empreendimento. Há um montante de recursos disponíveis para empréstimos, há critérios para aprovação dos projetos, são exigidas garantias e o BNDES é muito rigoroso no caso de inadimplência. 

Mas, arguem os críticos à Copa no Brasil, os recursos do BNDES não têm origem no orçamento da União, o que permite deslocar parte deles para saúde e educação?
 
Basicamente, a origem dos recursos do BNDES é não orçamentária, como segue: os de capital; as receitas operacionais e patrimoniais; os oriundos de operações de crédito; a remuneração que lhe for devida pela aplicação de recursos originários de fundos especiais instituídos pelo Poder Público e destinados a financiar programas e projetos de desenvolvimento econômico e social; os resultantes de prestação de serviços e, quando for necessário, as dotações que lhe forem consignadas no orçamento da União.

Saúde e educação públicas são despesas de investimento e de custeio que precisam ser realizadas, de forma permanente, por prefeituras, estados e governo federal, através de recursos orçamentários definidos via PPA, LDO e LO ou pela iniciativa privada, com seus próprios recursos. 

Entretanto, saúde e educação, com recursos do BNDES, de forma contínua, não há como! 

Assim, no máximo, o que se poderia dizer é “em vez de financiar arenas, o BNDES deveria direcionar esses recursos para portos privados, concessões rodoviárias/ferroviárias e coisas do gênero”. Mas não foi essa a escolha do governo federal, na ocasião, com o apoio da maioria da população.

O custo total da Copa, com recursos federais, estaduais e da iniciativa privada, entre empréstimos e recursos a fundo perdido, foram estimados em R$ 28 bilhões, dos quais: R$ 8 bilhões com as arenas; R$ 8,4 bilhões com obras de mobilidade urbana; R$ 8,4 bilhões em aeroportos e R$ 1,9 bilhões em segurança. 

Todos esses investimentos geraram produtos que serão um legado da Copa, pois continuarão atendendo às necessidades do país, pelos próximos  cinquenta anos.

Cabe finalizar com a informação da Secretaria Geral da Presidência, de que, desde 2010, o governo federal investiu em educação e saúde R$ 825,3 bilhões. 

O  mais interessante é que, no rol de pessoas com quem me relaciono, as que apregoam a tese de não investir na Copa são as mesmas que foram favoráveis a retirar R$ 40 bilhões/ano da saúde, através de campanhas nas redes sociais, e conseguiram que o Congresso Nacional extinguisse a CPMF, importante fonte de recursos para esse fim, além de mecanismo efetivo para reduzir a sonegação fiscal, que impede, todo ano, que mais alguns bilhões possam ser direcionados para saúde e educação.

Nos próximos artigos, tratarei de discutir as obras de mobilidade urbana constantes do “Legado da Copa 2014”, onde também há mais falácias do que fatos.

(*) José Augusto Valente, engenheiro, é especialista em logística, transportes, infraestrutura e mobilidade territorial.

Ao tentar desqualificar   Lula,

O Globo revela 13 avanços que

esconde sobre governo petista


                            

                           
                                 Lula na palestra a dirigentes das Eurocâmaras. Foto: Heinrich Aikawa/Instituto Lula


Depois de 12 anos, O Globo publica dados sobre avanços dos governos Lula e Dilma

Do  Instituto Lula, via(AQUI)e-mail

O jornal carioca publicou, sábado (28 de junho), reportagem que reproduz afirmações do ex-presidente Lula, feitas em palestra para dirigentes das Câmaras de Comércio dos países europeus (Eurocâmaras), na última terça-feira.  O texto tenta desqualificar parte dos dados que Lula apresentou sobre o desenvolvimento econômico e social do país nos últimos anos.

Além de não alcançar seu objetivo, o jornal acabou publicando uma série de indicadores positivos sobre os doze anos de Governo Democrático Popular – que de outra forma não chegariam ao conhecimento de seus leitores. O leitor do Globo ficou conhecendo pelo menos 13 dados que confirmam  os avanços do Brasil nesse período:
1) o salário mínimo teve aumento real de 72% nesse período;
2) o investimento público em educação passou de 4,8% para 6,4% do PIB;
3)  o Prouni levou mais de 1,5 milhão de jovens à universidade;
4)  a quantidade de brasileiros viajando de avião passou de 37 milhões por ano, para 113 milhões por ano;
5)  a produção de automóveis no país dobrou para 3,7 milhões/ano;
6)  o fluxo de comércio externo passou de US$ 107 bilhões para US$ 482 bilhões por ano;
7)  o PIB per capita saltou de US$ 2,8 mil para US$ 11,7 mil;
8) a população com conta bancária passou de 70 milhões para 125 milhões;
9)   as reservas internacionais do país, de US$ 380 bilhões, correspondem a 18 meses de importações, o que fortalece o Brasil num mundo em crise;
10)   ao longo da crise mundial o Brasil fez superávit fiscal de 2,58% ao ano, média que nenhum país do G-20 alcançou;
11)  os financiamentos do BNDES para a empresas têm inadimplência zero;
12) a dívida pública bruta do país, ao longo da crise, está estabilizada em torno de 57% (embora o jornal discorde desse fato)
13)   há 10 anos consecutivos a inflação está dentro das metas estabelecidas pelo governo

O titulo da matéria é “Lula usa dados errados em palestra para empresários”. No esforço para justificar o título, O Globo encontrou dois “deslizes”, numa palestra que durou 90 minutos:
1) em 84% dos acordos sindicais realizados nos últimos anos foram obtidos reajustes acima da inflação, e não em 94%, como disse Lula. Somando acordos que incorporam o resultado da inflação, o índice sobe para 93,2%. No tempo do governo anterior, os sindicatos abriam mão de vantagens, e até do reajuste da inflação, para evitar mais demissões.
2) o Brasil é o terceiro maior exportador de alimentos do mundo, depois da União Europeia e EUA, de acordo com a OMC, e não o segundo, como disse Lula na palestra. O Globo lista separadamente os países da União Europeia por porto, o que faz da pequena Holanda o segundo maior exportador de alimentos do mundo. Ainda vamos chegar lá, porque nossa agricultura é a mais produtiva do mundo e o crédito agrícola passou de R$ 26 bilhões para R$ 156 bilhões em 12 anos.

A reportagem do Globo também cometeu seus “deslizes”, mesmo tendo sido alertada com documentos oficiais apresentados por nossa assessoria:
1) O Brasil foi, sim, o 5º maior destino de investimento externo direto (IED) no mundo em 2013, conforme disse Lula. O dado correto consta do Relatório de Investimento Mundial 2014 da UNCTAD, divulgado em junho. Este relatório corrigiu a previsão anterior do IED no Brasil em 2013, que era de US$ 63 bilhões, quando na realidade foi superior a US$ 64 bilhões. O Globo reproduziu o dado errado, que deixava o Brasil na sétima posição.
2) O ajuste fiscal determinado pelo governo nos anos de 2003 e 2004 alcançou, sim, 4,2% do PIB, conforme Lula afirmou na palestra. Na verdade, foi de 4,3% em 2003 e 4,6% em 2004, de acordo com a metodologia adotada pelo Banco Central naquele período. O Globo adotou a metodologia atual, que exclui do cálculo o resultado das estatais, e acabou contestando uma verdade histórica.
3) O Brasil é, sim, a segunda maior economia entre os países emergentes, depois da China, como disse Lula. O PIB brasileiro em dólares correntes, de acordo com a Base de Dados Mundiais do FMI (junho 2014), é de US$ 2,242 trilhões, superior ao da Rússia (US$ 2,118 trilhões) e ao da Índia (1,870 trilhão). O Globo prefere usar o critério de paridade por poder de compra (PPP), que ajusta os preços internos de cada país, eleva o PIB da Rússia e triplica o da Índia. Mas uma plateia de investidores, como a da Eurocâmaras,  não está interessada em comparar o custo da Coca-Cola em cada país: quer saber qual economia é mais forte em moeda internacional, e isso o PPP não informa.
4) A dívida pública bruta do Brasil está, sim, estabilizada em torno de 57% do PIB desde 2006, como afirmou Lula. O Globo tomou como base o indicador de 2010 para afirmar, equivocadamente, que “no governo Dilma a dívida bruta subiu”. O ex-presidente estava se referindo ao período da crise financeira mundial. A dívida bruta era de 56% do PIB em 2006, subiu para 63% em 2009,  primeiro ano da crise, e desde então oscila em torno dos atuais 57,2%. Isso é melhor visualizado no gráfico acima.

Todos cometem erros, como bem sabe O Globo. Apesar dos “deslizes” cometidos na reportagem de sábado, é muito importante que O Globo e outros jornais de circulação nacional passem a publicar os dados sobre os avanços sociais e econômicos do Brasil. Dessa forma, seus leitores terão acesso às informações necessárias para compreender como o e por que o Brasil mudou para melhor em 12 anos.

Assessoria de Imprensa do Instituto Lula

Governo não vai recuar com


decreto da Política Nacional 


de Participação Social


Jornal GGN - O Palácio do Planalto decidiu manter a forma de criação da Política Nacional de Participação Social (PNPS) instituída, em maio, por decreto presidencial. A decisão foi comunidada nesta terça (1/7) pelo ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência Gilberto Carvalho ao presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB).
Desde junho, o peemedebista tenta solucionar o impasse criado pela medida entre governo e oposição. Após uma campanha contrária ao Plano ter sido iniciada em veículos de imprensa conservadores, alguns parlamentares passaram a cobrar que o projeto seja analisado no Legislativo.
Segundo informa a Agência Brasil, Carvalho se colocou à disposição para discutir a criação de conselhos populares com membros indicados pelo governo, uma das consequências da instituição do PNPS. Henrique Alves esperava que o ministro fosse ser complacente com o pleito dos oposicionostas. "Eu esperava compreensão [do governo] em relação à retirada [do decreto] e envio sobre a forma de projeto de lei, mas não foi possível”, disse o presidente da Câmara.
Alves deve tomar uma posição sobre o assunto antes da reunião de líderes, marcada para a tarde de hoje, quando será definida a pauta de projetos prontos para serem votados ao longo dessa semana. Contrários à criação dos conselhos populares, que teriam a missão de auxiliar na elaboração de projetos para o País, a oposição a Dilma apresentou o PDC 1.491/14, um projeto para derrubar o decreto de Dilma. 
O DEM, um dos principais críticos do PNPS, considera a política “arbitrária e ditatorial”. Na avaliação dos democratas, o projeto invade a competência do Legislativo. Henrique Alves tinha antecipado que se o governo não atendesse à proposta de enviar o Plano para análise da Câmara, ele iria incluir o projeto que susta o decreto na pauta. Ele deve se pronunciar após a reunião com as lideranças dos partidos.
Com Agência Brasil

Executados 95% das obras de infraestrutura previstas no PAC II
(no vídeo abaixo)




terça-feira, 1 de julho de 2014

Petróleo  que  a  mídia  dizia  não existir já enche 500 mil barris/dia

Ao longo dos últimos anos, o “viralatismo” midiático e tupiniquim se cansou de fazer previsão tão furada quanto as que fez sobre a Copa de 2014, que afundaram como o Titanic assim que a competição começou. A mídia tucana dizia que o petróleo que o governo Lula e, depois, o governo Dilma afirmaram que jorraria do pré-sal não passava de “propaganda do governo” e que, se esse petróleo existisse, demoraria 10, 20 anos para ser extraído.
Assim como nas previsões sobre o “dia do juízo final” na Copa, a mídia estrangeira foi na conversa da mídia “brasileira” e agora, tanto quanto no esporte, pagará mico também na economia.
No início do ano, o vetusto diário ianque Washington Post cravou espalhafatosa matéria sob inspiração dos vira-latas tupiniquins: “Petróleo do Brasil, da euforia à dura realidade”. O “Post” dizia que a “euforia” brasileira com o pré-sal era tiro de festim, pois a existência das reservas era questionável e, caso o petróleo existisse, iria “demorar a jorrar”.
Clique na imagem para visitar a matéria do “Post” original.


A mídia internacional, afinal de contas, vem vindo na onda da brasileira desde 2008, quando o governo Lula já avisava da imensa descoberta que mudaria o futuro da nação. Pobre mídia gringa…
Aqueles oráculos do “viralatismo” verde-amarelo eram os de sempre – e ainda são. Suas previsões furadas eram as de sempre – e ainda são. Assim como previram o caos na Copa, previram que o pré-sal era balela – mas, sobre essa, não terão como “prever” mais nada…
E ninguém melhor para ilustrar um texto sobre previsões furadas em economia do que ele, o bom e velho Carlos Alberto Sardemberg, quem, nos fins de noite globais, ao lado do sombrio Willian Waack protagoniza verdadeira sessão-depressão em rede nacional.
Artigo da pitonisa global afirmava: “Petróleo do pré-sal só existe na campanha do governo”
Clique na imagem para ler o artigo original, se quiser se irritar mais.

No ano seguinte, outro arauto do “viralatismo” pátrio comemorava: “E saiu só um tiquinho de petróleo do pré-sal no bloco Tupi”.
Clique na imagem para ler o artigo original, se for ainda mais masoquista.

 Pois é nisso que dá acreditar nas “profecias” midiáticas: nesta terça-feira, 1º de julho de 2014, por conta da nova estratégia de comunicação do governo federal este blogueiro, entre outros, participará de evento comemorativo à marca de extração de 500 mil barris/dia de petróleo do pré-sal, com as presenças da presidente Dilma Rousseff e da presidente da Petrobrás, Maria das Graças Silva Foster, quem, à tarde, terá reunião com blogueiros, entre os quais este que escreve.
O evento será transmitido da sede da empresa, no Rio, e você, leitor, poderá acompanhar pelo blog da Petrobrás, o Fatos e Dados, ou diretamente pela NBR TV (a TV do governo federal), a partir das 11hs.
O que era “propaganda do governo” ou “um tiquinho” de petróleo virou 500 mil barris/dia. Se você acreditou na mídia – e, o que é pior, se é investidor do mercado financeiro, acreditou na mídia e não apostou no pré-sal -, azar o seu. Quem mandou acreditar em propaganda político-partidária? Continue tomando decisões financeiras importantes baseado no pessimismo crônico da mídia e vai continuar tomando na cabeça.