segunda-feira, 2 de junho de 2014

IstoÉ: calúnia 

tem acento     

 Renato Rovai  

IstoÉ: calúnia tem acento
A revista IstoÉ desta semana traz uma suposta reportagem associando a revista Fórum a um bunker petista financiado pela prefeitura de Guarulhos para caluniar e difamar o senador Aécio Neves. A matéria pode ser lida aqui. Começa com um erro crasso de português no título. O jornalismo da revista escreveu “calunia”. Assim mesmo, sem acento. Talvez num ato falho, já que a matéria assinada por Josie Jeronimo e Raul Montenegro é de ponta a ponta caluniosa e difamatória. Uma peça feita sob medida e com dois objetivos claros.
O primeiro, intimidar os anunciantes da Fórum porque a enxerga como uma ameaça. IstoÉ não é hoje nem uma sombra do que foi no passado. Trata-se de uma revista em decadência que, segundo o Alexa, um dos sites que mensura audiência na internet, está simplesmente 12 mil posições atrás da Fórum no ranking global. Ou seja, já faz tempo que IstoÉ não tem prestígio, mas agora também não tem leitores. E por isso mesmo não deveria ter anúncios, mas eles ainda pululam em suas páginas, como o do Banco do Brasil, que joga dinheiro fora ao ter um banner patrocinando, por exemplo, a matéria que atacou a Fórum. Ou seja, com essa matéria, a IstoÉ se associa a O Globo que ligou para todos os nossos anunciantes fazendo perguntas intimidatórias há pouco mais de um mês. O segundo objetivo é criar uma peça jornalística que leve o Ministério Público a investigar as relações da Fórum com a prefeitura de Guarulhos.
Em relação ao primeiro objetivo, como editor e responsável pela publicação, não poderei ajudar o time do Alzugaray. Eles vão ter de se virar sozinhos. Continuaremos fazendo jornalismo relevante e respeitado e por este motivo nossa audiência tende a continuar crescendo. E isso provavelmente nos levará a cada dia a ter mais leitores do que IstoÉ, que certo dia já foi a segunda maior revista do Brasil. Aliás, a única informação correta da matéria da IstoÉ é a de que a Fórum tem aproximadamente 300 mil page views ao dia. É isso mesmo, são de 5 a 6 milhões de page views e mais de 2 milhões de leitores por mês. Algo que Isto É vai ter de comer muita arroz e feijão para ter.
Em relação ao segundo objetivo da família Alzugaray, serei generoso. Na segunda-feira, o departamento jurídico da Fórum vai ser acionado para ir ao Ministério Público, localizar se de fato há algum promotor nos investigando e, se houver, vamos entregar a ele o contrato de inserção publicitária com a Prefeitura de Guarulhos. O promotor não terá o trabalho de nos intimar. Mas vamos fazer mais. Fórum desafia publicamente IstoÉ a mostrar todos os contratos que a revista tem e teve nos últimos 11 anos com o governo de Minas Gerais (tempos de gestão tucana) e nós apresentaremos todos os contratos que Fórum teve nos últimos 14 anos (tempo de gestão petista) na prefeitura de Guarulhos. Simples assim.
IstoÉ não procurou ninguém da Fórum
Na matéria assinada por Josie Jeronimo e Raul Montenegro há o seguinte trecho: “ISTOÉ entrou em contato com o blogueiro (Eduardo Guimarães), com a revista “Fórum” e com a prefeitura questionando o montante pago em publicidade, mas não recebeu resposta até o fechamento desta edição”. Não posso responder pela Prefeitura nem por Eduardo Guimarães, mas Fórum não foi procurada pelos repórteres. Seria interessante que em nome da credibilidade que imagino eles devem querer resguardar, que apresentem provas de que me ligaram, enviaram e-mail ou que tentaram me acessar, por exemplo, pelo Facebook.
A revista também diz que Fórum “replicou a opinião de um blogueiro que insinua envolvimento do senador do PSDB com entorpecentes”. O artigo que IstoÉ faz menção é este de Kiko Nogueira, do Diário do Centro do Mundo (DCM). Não há nele nenhuma insinuação ao uso de drogas por Aécio Neves. Quem insinuou isso foi boa parte do Mineirão no jogo Brasil e Argentina, em 2008. E talvez também por isso a jornalista Letícia Duarte, do Zero Hora, tenha tratado do tema numa entrevista coletiva. O artigo de Kiko só faz uma reflexão sobre a oportunidade de se tratar deste tipo de assunto. E diz que perguntas como essa já foram feitas a Obama que as teria respondido de forma civilizada.
Não tem essa de quanto é…
Aécio já resolveu todos os problemas que tinha com a mídia tradicional e sabe que nada mais que lhe atinja será publicado nos jornalões. Mas ele também sabe que não terá espaço para fazer acordo de qualquer espécie com publicações como a revista Fórum. E por isso vai tentar nos calar inflando reportagens caluniosas e difamatórias como a da Isto É e ao mesmo tempo judicializando tudo que estiver ao seu alcance. Aviso ao senador, vai ter trabalho.
Fórum nasceu em 2001, antes de Lula se eleger presidente da República. E viveu duríssimos momentos em sua existência. Mas nem por isso deixou de fazer o jornalismo que acredita e julga necessário. E não será a prática coronelista de quem gosta de uma imprensa sabuja e aos seus pés, como é quase que totalidade da mídia mineira, que vai nos intimidar. Fórum e nem o seu editor tem medo de Aécio Neves. Ao mesmo tempo ele não será atacado (como nunca foi) de forma leviana em nosso veículo. Será criticado pelas suas posições políticas. E pelas ideias e práticas políticas que consideramos um atraso para o país. Entre estas práticas, e esta reportagem da IstoÉ já deixa claro, é a da intimidação a veículos de imprensa que não lhe batem continência. Senador, não nos conhecemos pessoalmente, mas provavelmente na cobertura desta eleição venhamos a nos trombar. Serei respeitoso como sou com todos aqueles que entrevisto. Mas é bom que o senhor saiba que a Fórum não faz jornalismo na base das negociatas. Até por isso ninguém trata a nossa revista no mercado pelo sugestivo apelido de Quanto é. Com a Fórum, senador, o buraco é mais em cima.

O Globo tem medo

da democracia       

 Altamiro Borges       Altamiro Borges
Na quinta-feira (26 de maio), a presidenta Dilma Rousseff assinou decreto que torna obrigatória a realização de consultas públicas para ouvir a sociedade sobre temas decisivos para os rumos do país. A medida, que faz parte da intitulada “Política Nacional de Participação Social (PNPS)”, é um passo importante para ampliar os mecanismos de democracia participativa no Brasil. De imediato, a oposição direitista rechaçou a iniciativa. Coube, porém, ao jornal O Globo – o mesmo que apoiou o golpe militar e a sanguinária ditadura – a crítica mais raivosa à medida democratizante. Em editorial publicado neste sábado, o diário afirma, na maior caradura, que o “decreto agride a democracia representativa”.

O decreto prevê várias formas de participação política da sociedade: conselhos, conferências, audiências, ouvidorias, fóruns, mesas de diálogo, comissões especiais, ambientes virtuais e consultas públicas. Ele fixa que todos os “órgãos e entidades da administração pública federal direta e indireta” realizem consultas visando “consolidar a participação social como método de governo” e aprimorar “a relação do governo com a sociedade”. Pelo decreto, caberá à Secretaria-Geral da Presidência da República orientar a implantação da PNPS. Ele garante que todo cidadão poderá participar desses formatos de diálogos, “além de movimentos sociais, institucionalizados e não institucionalizados”.

Temendo a participação popular, o líder do DEM na Câmara, deputado Mendonça Filho, já anunciou que irá acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) contra o decreto. Para o representante da direita oligárquica, o projeto do governo “é um eufemismo para o aparelhamento ideológico por meio de movimentos sociais, filiados ao PT e sindicalistas ligados ao governo... É uma invasão à esfera de competência do parlamento brasileiro e uma afronta à ordem constitucional do País”. No mesmo rumo, o deputado Ronaldo Caiado, o famoso ruralista do DEM, esbravejou que "o PT age no sentido de criar um sistema paralelo de poder como Hugo Chávez fez na Venezuela".

Dos demos não se poderia esperar outra reação. Originários da Arena, o partido da ditadura, eles sempre rejeitaram qualquer mecanismo de participação popular. Como expressão da velha oligarquia, que explora trabalho escravo e contrata jagunços, o DEM nem precisa disfarçar sua postura autoritária, meio fascistóide. Já no caso do jornal O Globo, o editorial hidrófobo serve novamente para tirar a sua máscara. Ao satanizar o decreto número 8.243, que cria a PNPS, o diário da famiglia Marinho tenta se travestir de defensor da democracia representativa – logo ele que apoiou o golpe de 1964, a cassação de deputados e o fechamento do Congresso Nacional durante a ditadura militar.

“A democracia representativa, com a escolha dos representantes da sociedade pelo voto direto, bem como a independência entre os Poderes, é alvo prioritário do autoritarismo. A desmontagem do regime representativo costuma começar pela criação de mecanismos de ‘democracia direta’, para reduzir o peso do Congresso na condução do país”, afirma no maior cinismo. Para ele, o objetivo do decreto “é subtrair espaço do Legislativo por meio de comissões, conselhos, ouvidorias, mesas de diálogo, conferências nacionais, várias novas instâncias a serem criadas junto à administração direta e até estatais, sempre em nome da participação social” e equivale a “um golpe de Estado na base da canetada”.

“O sentido autoritário do decreto denuncia a sua origem. Ele sai dos mesmos laboratórios petistas que engendraram a ‘assembleia constituinte exclusiva’ a fim de fazer a reforma política - atalho para se mudar a Constituição ao bel-prazer de minorias militantes -, surge das mesmas cabeças que tentaram controlar o conteúdo da produção audiovisual do país via Ancinav, bem como patrulhar os jornalistas profissionais por meio de um conselho paraestatal. Tem a mesma origem dos idealizadores da ‘regulação da mídia’... O assunto precisa ser discutido com urgência no Congresso e levado ao Supremo pelo Ministério Público e/ou instituições da sociedade”, alerta o jornalão.

Só pela reação desesperada de O Globo já dá para afirmar que o decreto que cria o PNPS representa um avanço para a democracia brasileira e merece urgente apoio das forças progressistas.

Ibope: a mídia despreza

a preferência da Bahia

por Dilma

Enquanto pesquisa mostrou 50% das intenções de voto em Dilma, jornal baiano noticiou queda de índice da Bolsa de Valores.


Rodrigo Stuckert Filho
Pesquisas são como o vento: passam e mudam de direção rapidamente, a depender das condições de pressão e temperatura. Sondagens eleitorais, ademais da volatilidade, pertencem ao ferramental de campanha dos diferentes candidatos. Pertencem ao paiol dos candidatos na tentativa de conquistar o território do eleitor.
O estardalhaço na divulgação, ou, ao contrário, o degredo nas notas de rodapé, ilustram esse manejo focado no interesse próprio ao qual estão alinhados os diferentes veículos.
Veja-se dois casos recentes de quase clandestinidade imposta a resultados colhidos em rincões distintos do país.
Semana passada, o Ibope atestou na Bahia uma avalanche de intenções de voto que beneficiam a Presidenta Dilma: 50% dos eleitores baianos afirmam que pretendem referendar a sua reeleição em outubro próximo.
O que sobrou para Aécio?
Sobraram 12% das intenções dos eleitores; a Eduardo Campos, pouco mais que a metade disso: 7%. Juntos, os dois principais opositores de Dilma tem 19% dos votos baianos.
Não estamos falando de qualquer refrega anunciada.
A Bahia é o quarto maior colégio eleitoral do país e o principal celeiro de votos do Nordeste.
O Estado conta com 10.117.415 eleitores registrados. Perde apenas para São Paulo, com 31,7 milhões; Minas Gerais, 15,1 milhões; e Rio de Janeiro, 12 milhões.

Nas disputas presidenciais recentes, é bem verdade, o conservadorismo nunca foi muito prestigiado pelos baianos, que em 2002 deram 55% dos votos a Lula, contra Serra.
Em 2010, o mesmo tucano seria esfarelado novamente nas urnas da Bahia: perdeu por uma diferença de 2,8 milhões de votos para Dilma.
Tudo indicava, porém, que agora seria diferente.
Para isso o PSDB montou um palanque indisponível nas vezes anteriores.
Pior que isso.
Desta vez, o PT não tem candidatura forte ao governo do Estado. E inimigos históricos, figadais, da oligarquia baiana uniram-se para dar palanque ao tucano no Estado.
O ex-governador Paulo Souto (DEM) é o candidato do conservadorismo ao Palácio de Ondina; o deputado Geddel Vieira Lima (PMDB), se uniu a ele para a vaga no Senado; o tripé se completa com um apoio direto da mídia: Joacy Góes, ex-diretor da Tribuna da Bahia, é o vice de Souto, pelo PSDB.
Para arrematar, a chapa tem no prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), bem avaliado na capital, um cabo eleitoral engajadíssimo.
Aí vem a sondagem do Ibope, contratada pelo Correio da Bahia, para mostrar que a coisa agora vai.
E dá 50%, ou seja, o equivalente a cinco milhões de votos para Dilma; e pouco mais de um milhão para Aécio.
Projetado, com as ressalvas que merecem pesquisas, representa uma diferença de quase 4 milhões de votos, substancialmente mais gorda que a de 2010, de 2,8 milhões de votos, contra Serra.
Isso acontece em um pleito casado em que Paulo Souto, que já dirigiu a Bahia por duas vezes, vence seus concorrentes com larga margem de votos na mesma enquete divulgada na 3ª feira.
O conjunto explica as contidas notas dispensadas ao resultado baiano pela mídia nacional. Bem como o tom catastrófico com que a notícia foi veiculada nas páginas do contratante:
‘Pesquisa Ibope/CORREIO faz estatais caírem e derruba a Bolsa de Valores

‘O principal índice da Bolsa de Valores brasileira passou a cair mais de 1% nesta terça-feira (27) por conta da desvalorização das ações das empresas estatais. Analistas indicam que o movimento é um reflexo da divulgação da primeira pesquisa Ibope/CORREIO mostrando que Dilma Rousseff (PT) tem 50% da preferência do eleitorado baiano’, disse o Correio, na edição da 3ª feira, 27 de maio.
Temeroso de um contágio nordestino, talvez, o ostracismo nacional escancara o viés implícito no estardalhaço, quando o resultado sugere uma colheita adversa ao governo.
Isso acontece em relação ao amigável Ibope.
Seria ingenuidade, portanto, pretender que o resultado de outra enquete, desta feita realizada em Minas Gerais por um instituto menos complacente, o Vox Populi, conseguisse furar a blindagem da emissão conservadora.
E não é dizer que o dado seja menos que explosivo.
Em Minas, segundo a sondagem Voz Populi divulgada na 2ª feira passada, a vantagem do ex-governador Aécio Neves sobre Dilma é de modestos dois pontos: 22% para o tucano e 20% para a Presidenta, com Fernando Pimentel (PT) vencendo o pleito estadual no primeiro turno.

Vale, de qualquer forma, a ressalva inicial: os resultados podem mudar, mas o viés seletivo na divulgação das pesquisas, esse só deve se aprofundar.


Créditos da foto: Rodrigo Stuckert Filho




Bomba! Ibope mostra

Campos apanhando

dentro de casa!

Miguel do Rosário 2 de junho de 2014 | 16:22    05--caverna-dia-da-mulher-1362670356395_500x338
Pesquisa Ibope em Pernambuco, divulgada (AQUI) há pouco, e que misteriosamente quase não circulou pelas redes sociais, mostra a situação cada vez mais difícil de Eduardo Campos no próprio Nordeste, onde ele contava ter uma grande votação.
Ele perde feio na Bahia e em Alagoas, como mostrei num 'post' do Tijolaço publicado nesse último final de semana.
E agora, em Pernambuco, sua terra natal, onde era governador até pouco tempo, Campos também já começa a ficar para trás.
Na pesquisa espontânea, ele já está apanhando dentro de casa. Dilma tem 24%, contra 17% de Campos.  Aécio, míseros 2%.
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Na estimulada, a presidenta já encosta no ex-governador. Ela tem 39%, contra 40% de Campos.
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O Ibope deu uma colher de chá. Não perguntou ao entrevistado se ele continuaria votando em Campos se soubesse que Lula apoia Dilma.
Os candidatos de Campos para o governo do Estado e Senado estão perdendo feio para os nomes da base de Dilma.  Quando os eleitores são informados quem são os apoiadores dos candidatos, a surra de Campos é ainda maior. Os candidatos da base de Dilma são: Armando Monteiro (PTB), para o governo; e João Paulo (PT), para o senado. 
gráfico1
Adicionar legenda
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Íntegra da pesquisa abaixo (ou então aqui):
PT e Governo insistem em reeditar a masoquista ‘mulher de malandro’

Do AMgóes - Deploro, entre outras aberrações,   a indesculpável passividade e omissão do PT, face, especificamente, aos virulentos e contumazes achincalhes do âncora RICARDO BOECHAT, proferidos  ao microfone, de segunda a sexta-feira, em  rede nacional e regional(Rio), através da BandNewsFM, com reconhecida liderança  de audiência no horário nobre do rádio no país.

Convenhamos: tem sido historicamente inepta a 'comunicação' do PT(só há um mês, depois de 11 anos e meio no governo, criou sua ‘agência de notícias’, em atrasado contraponto às diuturnas e bem urdidas canalhices da direita), a reboque  de sinopses e 'releases' da Secom do Planalto, produzidos  por pândegos 'douradores de pílulas',  em especial nos marcos do governo Dilma Rousseff.

Empenho-me de segunda a domingo, por integrante do expressivo e voluntário contingente de blogueiros progressistas,  na reverberação de fundamentado apoio crítico ao projeto socioeconômico em curso.

Todavia, o partido do governo jamais assumiu, como lhe compete (salvo com esporádica tibieza), pela via de recursos da tecnologia midiática ao alcance dos mais simples mortais, objetiva elaboração de contraditórios, inclusive através de sistemáticos 'direitos de resposta' previstos em lei, para desmontar  figadais inimigos da cidadania consolidada a partir de 2003.

Inaceitável o descaso da burocracia petista, décadas a fio(desde as eleições de 1989), optando preferencialmente por surreal e 'civilizada convivência' com o baronato do 'partido da imprensa golpista' e seus abjetos formadores de opinião.

De concreto, forçoso depreender que o Partido dos Trabalhadores, em suas variadas instâncias majoritárias de decisão, avaliza, com inusitada pusilanimidade, as cotidianas invectivas das oligarquias no país, estimuladas em  seu processo de infâmias arremetidas, inclusive,  pelo aval de corporações midiáticas do exterior.

Até quando subsistirão o PT e seu projeto de governo, com essa postura leniente e conformista, característica, na popularesca versão de hasta pública,  da masoquista(já em extinção) 'mulher de malandro'?

Pelo visto, predomina a tese de que o ‘criativo’ marqueteiro da campanha, no próximo horário eleitoral, terá o condão de desfazer, ao fim e ao cabo, o estrago produzido, com calculada desfaçatez, na percepção do cidadão de boa fé, ainda crente nos dogmáticos versículos  de sua ‘bíblia’, o Jornal Nacional.

domingo, 1 de junho de 2014

'IstoÉ'  jornalismo? Resposta à calúnia da revista                           

                             Blog da Cidadania por Eduardo Guimarães


Se fosse calcular quanto despendi para manter este 'Blog' desde 2005, provavelmente desistiria de editá-lo. Não só pelo custo com hospedagem da página na internet, com deslocamentos e ligações telefônicas para apuração de matérias, mas com o tempo gasto para produzir tudo o que o Blog da Cidadania produz há cerca de nove anos.
Aliás, minha atividade como blogueiro sofre oposição da família há anos, pois esposa e filhos acham que eu deveria me dedicar mais ao trabalho remunerado por conta de minha quarta filha, Victoria, de 15 anos, que padece de grave enfermidade neurológica e que, portanto, requer considerável dispêndio de recursos financeiros.
Porém, como representante comercial autônomo sou dono do meu tempo e, assim, não abro mão desta empreitada já quase decenal. Este Blog faz com que me sinta útil à sociedade. Após passar 4/5 da vida sentindo-me amordaçado como tantos outros brasileiros, e ainda tendo que ver esses grandes grupos de mídia mentirem, deturparem fatos, é um bálsamo poder finalmente dizer o que penso, divulgar o que julgo necessário e saber que muitos leem.
Ao longo de quase uma década como blogueiro, de alguns anos para cá passei inclusive a receber propostas de veiculação de publicidade nesta página, o que me permitiria inclusive uma dedicação maior a este trabalho. Além de publicidade oficial que praticamente todo veículo jornalístico recebe, eu poderia pôr aqui publicidade do Google – que sempre rende um bom dinheirinho – e, inclusive, pedir doações aos leitores, como fazem tantos blogueiros.
Como tenho que trabalhar em outra atividade para me sustentar, como mantenho sempre o mesmo ritmo como blogueiro há muitos anos – em geral, um post por dia – e por saber que, se transformasse este blog em um negócio acabaria tendo que dispender mais tempo com ele, sempre recusei ofertas de veiculação de publicidade oficial – isso mesmo, já recusei inúmeras ofertas, inclusive de órgãos públicos.
A única coisa que aceitei, ao longo dos anos, foram as ofertas de doação dos leitores. Generosamente, eles vêm me ajudando a manter a página, mas todas as doações foram feitas por oferta deles após eu mencionar, há alguns anos, que estava com dificuldades porque, com o crescimento dos acessos, o blog estava saindo do ar com frequência porque eu não podia pagar servidores mais parrudos para arcar com o imenso banco de dados e os acessos crescentes.
Contudo, como não institucionalizei o processo de doações de leitores como tantos outros blogs fazem, em geral as pessoas acabam esquecendo de doar e fico constrangido em “cobrar”.
Poderia, por exemplo, colocar aquele recurso que permite aos leitores doarem com cartão de crédito, do qual seria debitado mensalmente um valor. Mas o fato é que sinto certo constrangimento e acabei empurrando com a barriga e nunca oficializando pedidos de doações. Assim, arrecado bem menos do que poderia.
Já deveria ter inclusive colocado propaganda do Google. O desenvolvedor desta página diz que com a audiência que tem o Blog eu levantaria um bom dinheirinho. Contudo, vou sempre empurrando com a barriga e acabo não fazendo.
Pois bem: há mais ou menos uns 3 meses, recebo ligação no celular de uma moça de uma agência de publicidade dizendo que a Prefeitura de Guarulhos queria anunciar no meu Blog. Diferentemente de outras vezes, até por conta das dificuldades causadas por expressivo aumento que a empresa que hospeda esta página aplicou, disse à moça que “tudo bem”.
Passaram-se várias semanas e eis que recebo e-mail da mesma agência com a proposta de veiculação de campanha da Prefeitura de Guarulhos neste Blog. Assim, no dia 4 de abril, pela primeira vez desde 2005, passei a divulgar publicidade de um órgão público. A primeira campanha foi de 30 dias. Em maio, foi renovada.
Não conheço ninguém da Prefeitura de Guarulhos. Não conheço o prefeito, não conheço o secretário de Comunicação. Ninguém, absolutamente ninguém. Nunca me reuni com ninguém. Nunca falei ao telefone com ninguém.
A esta altura, alguns dos leitores desta página devem ter tomado conhecimento de matéria da edição desta semana da revista IstoÉ que, de forma leviana e até criminosa, acusa este Blog e a revista Fórum de integrarmos um “Bunker da calúnia” montado pela Prefeitura de Guarulhos para atacar Aécio Neves.
A matéria mistura este Blog e a revista Fórum com caso recente envolvendo uma servidora da Prefeitura de Guarulhos que postou críticas ao pré-candidato a presidente da República Aécio Neves usando os computadores daquele órgão público, o que é ilegal. A Folha de São Paulo divulgou o caso com grande estardalhaço, como sempre defendendo tucanos.
Todavia, casos assim, envolvendo servidores de órgãos públicos que decidem fazer política na internet usando equipamentos públicos, são comuns.
No fim do ano passado, a então ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, divulgou nota comentando ofensas sofridas por ela em dois perfis do Facebook (“Gleisi Indelicada” e “Gleisi Não”), que acabaram desativados pela rede social após determinação do Tribunal Regional Eleitoral (TRE).  Informações do próprio Facebook dão conta de que as páginas eram financiadas por José Gilberto Maciel, cargo comissionado da Agência Estadual de Notícias (AEN), o órgão de comunicação oficial do Governo do Estado do Paraná.
Há, também, o caso envolvendo o filho do tucano Xico Graziano, que trabalha no Instituto Fernando Henrique Cardoso e que vinha disseminando informações falsas sobre um dos filhos do ex-presidente Lula usando os computadores do IFHC.
O filho de Graziano disseminava pela internet boatos contra Lulinha dizendo-o sócio da Friboi, dono de um jato executivo da Gulfstream e de uma grande propriedade rural. A foto da propriedade utilizada na fraude é, na verdade, da sede da Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz), faculdade localizada em Piracicaba e ligada à Universidade de São Paulo. Tampouco existe jatinho algum e obviamente o filho de Lula não é sócio da Friboi.
Apesar de esses casos de uso de equipamentos públicos contra petistas não terem despertado a fúria da mídia tucana, o caso da Prefeitura de Guarulhos provocou uma revolução na mídia.
Tudo começou com matéria do jornal O Globo traçando o perfil de nove blogueiros – entre os quais, este que escreve – que entrevistaram Lula no dia 8 de abril deste ano. O Globo mencionou o banner da Prefeitura neste e em outros blogs que entrevistaram o ex-presidente, insinuando, por exemplo, que um banner que está aqui há cerca de 45 dias é a razão de tudo que esta página publica, apesar de ser a primeira publicidade oficial que este Blog teve em 9 anos.
Enfim, a matéria de IstoÉ configura calúnia e difamação desde o título. Renato Rovai, editor da revista Fórum, já adiantou que estuda medidas judiciais contra a IstoÉ. Este Blog ainda irá avaliar. Até porque, milhares de pessoas que leem esta página há quase uma década sabem muito bem que ela nunca teve publicidade oficial além dessa que aqui está há um mês e pouco.
Não existe maior preocupação inclusive com investigação da Prefeitura de Guarulhos que o PSDB conseguiu abrir no Ministério Público usando como desculpa o caso da servidora daquela administração que fez bobagem e que inclusive já foi demitida. Podem procurar à vontade que não encontrarão nada ligando esta página ao caso.
A matéria da IstoÉ não é jornalismo, mas um release para o PSDB e para Aécio Neves, que se diz “caluniado” por este Blog por ter, em 2012, respondido a ataque que o hoje pré-candidato tucano fez à época ao ex-presidente Lula, chamando-o de “chefe de facção”.
A matéria desta página que a IstoÉ cita como ofensiva a Aécio Neves alude ao noticiário de 2011, quando o tucano foi parado no Rio de Janeiro em uma blitz da lei seca e teve sua carteira de motorista apreendida por se recusar a fazer o teste do bafômetro. Clique no 'link' abaixo para assistir ao vídeo de matéria da Globo sobre o assunto:
A matéria da IstoÉ causa indignação por fazer afirmações sobre o que não pode ser provado – que este Blog ou a revista Fórum publicam o que publicam por serem pagos pela Prefeitura de Guarulhos – e, mais do que isso, por a revista não ter se dado ao trabalho de ouvir aquela prefeitura, este blogueiro e a Fórum e, de forma mentirosa, dizer que tentou nos ouvir.
Não ouviu coisa nenhuma. IstoÉ não me procurou, não procurou Renato Rovai e desconfio de que tampouco procurou a Prefeitura de Guarulhos.
Seja como for, minha preocupação com esse caso é zero. Não sou filiado ao PT, não presto serviços ao PT, não recebi proposta de veiculação do banner daquela prefeitura sob condição alguma. E se eu prestasse serviços ao PT, seria absolutamente legítimo. Mas nunca tive esse tipo de relação com partido nenhum, com administração pública nenhuma.
Mas, claro, há que avaliar muito bem a matéria da revista. Nos próximos dias, encaminharei à publicação um pedido de explicações e a minha versão dos fatos, além de levar a cabo as consultas jurídicas que se fazem necessárias. Vários jornalistas da grande mídia vêm caluniando blogueiros que simpatizam com Lula, Dilma e o PT e isso já foi longe demais.

Folha de São Paulo 

politiza até o

 horóscopo


           Altamiro Borges  

           

A Folha tucana não sabe mais o que inventar para sabotar a reeleição de Dilma Rousseff no pleito presidencial de outubro próximo. O jornal, que sempre detestou os movimentos sociais, chegou a criar um “protestômetro” para estimular manifestações contra a Copa do Mundo. Tudo o que ocorre no país, de passeatas por moradia a greves por melhores salários, é tratado como prova do desgaste do governo “lulopetista”. Nesta quarta-feira (28 de maio), porém, o diário extrapolou e caiu no ridículo. A astróloga Barbara Abramo fez uma estranha previsão na seção de horóscopos do jornalão: "Lua nova em Gêmeos sinaliza crescimento das oposições ao governo Dilma nos próximos dias”.

A lunática previsão virou motivo de chacota nas redes sociais e obrigou a nova ombudsman da Folha, Vera Magalhães Martins, a defender a exótica urubóloga. Em sua coluna deste domingo, ela acusou os críticos do jornal e da astróloga de “paranoicos” e adeptos da teoria da conspiração. Imagina! A Folha nunca conspirou – nem no golpe de 1964, nem na ditadura, nem contra os governos Lula e Dilma. O jornal é um exemplo mundial de imparcialidade e tem “o rabo preso com o leitor”. Somente os “paranoicos” – e os milhares de leitores que deixaram de comprar e ler o diário (que já teve mais de um milhão de exemplares de tiragem e hoje circula com menos de 300 mil) – pensam o contrário.

Barbara Abramo também ficou indignada com as críticas. “É uma reação totalmente louca, de patrulha meio fundamentalista, meio fascista”, reagiu a astróloga, que não tem nada de louca – é muita esperta! Não custa lembrar que Judith Brito, executiva do Grupo Folha e ex-presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ), já ordenou que a mídia deve ocupar, sem vacilação, a “posição oposicionista” no Brasil!