domingo, 5 de julho de 2015

Com  quase  62%, NÃO garante   vitória histórica na Grécia contra   arrocho da União Europeia           

Às 21:48, horário de Atenas, maioria de votos
consolidava vitória  da proposta  do  governo
de esquerda do Syriza...

(Fernando Brito) 

       Resultado de imagem para Imagens da vitória do NÃO na Grécia


SIM - 38,29%      NÃO - 61,21           
50% of votes counted
O país ficou sitiado.  Bancos fechados, caixas  automáticos sem dinheiro, supermercados sem produtos e uma intensa campanha de ameaças e chantagens.
Ainda assim, o “não” ao ultimato da União Europeia – ou mais especificamente da Alemanha – sobre a Grécia caminha para uma vitória estrondosa entre os gregos.
Muito mais do que até mesmo as pesquisas de boca de urna – mudando os resultados que previram durante a semana – haviam previsto.
Os resultados,  dos votos apurados, que reproduzo no gráfico acima e que podem ser acompanhados ao vivo(AQUI) neste link, são acachapantes.
A partir de amanhã,  insistir com uma agenda de arrochos inaceitáveis, como condição para um acordo entre os credores e a Grécia, não será diferente de uma “ocupação financeira”, um ato de guerra da Europa contra os gregos.
Pior: vai despertar uma onda de oposição ao controle da União Europeia sobre as finanças e as políticas internas da Itália, Espanha e Portugal, os mais endividados, e será gasolina pura sobre o referendo no Reino Unido sobre a manutenção do país na UE.
Resultado de imagem para Imagens da vitória do NÃO na GréciaO que estão falando os gregos é compreensível, é entendido em qualquer parte do mundo.
O poder do capital financeiro internacional, de sua mídia e dos políticos que, em relação a ele, impõe que o sequestro do destino dos povos, não pôde contra a coragem de um governo de chamar o povo a falar.
Não, isso não resolve os problemas da Grécia.
Mas abre caminho para que se busque uma solução de  mínimo equilíbrio, e não a queda, de joelhos, da soberania de um povo.

Milhões  da  publicidade  oficial  na 
Globo, Veja e afins:  governos do PT atiram no próprio pé                        

Resultado de imagem para imagem sobre verbas oficiais para a mídia golpista 
                          
Do AMGóes - Projetos e ações de governo não integram o rol de 'produtos' expostos à manipulação do 'marketing' mercadológico. O processo político decorre da percepção/sensibilidade do cidadão(um 'protagonista', não um 'consumidor'), sobre seu cotidiano. Assim, as razões do 'convencimento' quanto à exequibilidade de políticas públicas - municipais, estaduais ou federais - têm uma correlação intrínseca com o bem-estar social, além da fronteira dos desejos e perspectivas de realização/satisfação
pessoal. 

Resultado de imagem para imagem sobre verbas oficiais para a mídia golpistaAo direcionar a publicidade oficial às mídias explicitamente contrárias aos objetivos referendados pela maioria nas urnas, os governos do PT cometeram uma sequência deletéria de tiros no próprio pé. Com efeito, veículos como Veja, Época, istoÉ, Folha, O Globo, Rede Globo e afins jamais abriram espaços, de forma equânime, ao contraponto de opiniões diversas das concepções que escancaradamente defendem. Assim, a estatística sobre a tiragem de 'impressos passou a 'tecnicamente' irrelevante, visto constituir um dado sobre o consumo de segmentos ideologicamente afinados com o pensamento dessas publicações, de notório viés (ultra)conservador.

Resultado de imagem para imagem sobre verbas oficiais para a mídia golpistaNão sejamos ingênuos em acreditar que as maiores organizações midiáticas do Brasil teriam algum 'bem intencionado' interesse no debate político aberto e sem condicionantes. Das antigas na praça(O Globo, Folha/SP, Estadão) às de décadas contemporâneas(Veja, IstoÉ, Época, TV Globo em primeiro plano), o temário de ideias sempre foi pautado por inflexíveis convicções oligárquicas e excludentes, conquanto 'escamotear' realidades circunstanciais tenha sido vida afora a postura de todas, em relação às expectativas de um público-alvo que as entroniza como inquestionáveis formadoras de opinião.

Resultado de imagem para Imagens sobre blogs 'sujos'Créditos à internet pelo mérito de propiciar salutares espaços à massa crítica tradicionalmente adstrita aos guetos construídos por seus até então 'intransponíveis' 'limites de reverberação. Nossa 'grande imprensa' cuidou de se apropriar dessa tecnologia de comunicação/informação 'virtual', por direito democrático de longa data espoliado aos 'sem-mídia', para a propagar seus fundamentos de dominação. Ela passou, todavia, a enfrentar crescentes contraditórios às 'verdades' instituídas draconianamente desde que o mundo é mundo, daí todos termos percebido que um 'novo tempo' seria possível.

Resultado de imagem para imagem sobre verbas oficiais para a mídia golpistaPor fim, voltando à vaca fria da pusilânime estratégia midiática dos governos petistas, baseada na tibieza da 'concertación' chilena do primeiro governo Bachelet, preconizando o civilizado, indolor e utópico 'entendimento' com odiosos inimigos das liberdades democráticas, conduziu a previsíveis e graves impasses que tal leniência política ensejou. Ao minimizar a relevância da construção de uma mídia 'realmente' pública, preconizada no anteprojeto que Franklin Martins, na Secom, legou à sucessora de Lula, o PT e seu segundo governo postergaram às calendas os ansiados marcos da democratização da mídia, hoje um ponto microscópico no raio visual de nosso trincado retrovisor.

sábado, 4 de julho de 2015


CONVERSA AFIADA      (Paulo Henrique Amorim)
A mídia ‘técnica da SECOM
no governo do PT

Quem é chapa branca?
Como se sabe, a “midia técnica” do Governo Fernando Henrique foi exemplar.
A Globo detinha 80% da verba publicitária do Governo destinada à televisão !

Técnica !

O Andrea Matarazzo que o diga, Ministro da SECOM.

A Carta Capital nao recebia um 'tusta'.

Técnica.

O Andrea Matarazzo que o diga.

Os governos trabalhistas foram eleitos – contra e a despeito da Globo.

Contra e a despeito do Matarazzo.

E com o apoio da Carta Capital

Mudou alguma coisa em relação à Globo ou à Carta Capital ?

O amigo navegante deveria ler o Mino: