sábado, 27 de junho de 2015

CONVERSA AFIADA


Mercadante: 3° turno


ainda não acabou   




O ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, disse neste sábado (27) que os vazamentos, considerados seletivos pelo governo, indicam que o terceiro turno das eleições não terminou e que, como em outros momentos, o governo tem como provar a legalidade das doações recebidas pela campanha da presidente Dilma Rousseff.

Ele foi citado pelo empresário Ricardo Pessoa, em depoimento de delação à Operação Lava Jato, que investiga suposto esquema de corrupção instalado na Petrobras.

Resultado de imagem para fotos de aloizio mercadanteMercadante iria aos EUA com a presidente Dilma Rousseff, no entanto, acabou ficando para acompanhar as votações importantes no Congresso, além de esclarecer as suspeitas

Nesse episódio de investigação que atinge vários partidos e políticos do País há ênfase no ataque ao PT e ao partido do governo. Uma parte é luta política, e os problemas graves que ocorreram, as pessoas que estão envolvidas, de vários partidos, mas é evidente que há uma elite focada numa disputa que não parou desde o fim das eleições”, declarou Mercadante.

O ministro lembrou as ações da oposição ao contestar as contas da campanha aprovadas pela Justiça Eleitoral. “Todas as vezes o governo demonstrou lisura, transparência”, disse.

Mercadante não participou da primeira entrevista dada neste sábado pelo governo para prestar esclarecimentos, no entanto, ao perceber que sua ausência foi sentida, decidiu também falar.

Ele ainda argumentou que não há base jurídica para que os vazamentos possam provocar uma nova onda de pedidos de impeachment da presidente Dilma Rousseff e que o governo. “Em relação a essa agenda [do impeachment] não há base jurídica e não haverá neste episódio, como já aconteceu.

(…)

Leia também AQUI:  EDINHO:'O PIG MENTE'

China responde  ao presidente

da Mercedes sobre quem quer

investir no Brasil

Fernando Brito
sany
Dias atrás, numa entrevista arrogante na Folha, o presidente da Mercedes no Brasil fez a pergunta provocativa: ‘Quem vai(AQUI) arriscar investir no Brasil?’, reclamando que a empresa experimenta uma  imensa queda em suas vendas de caminhões.
No dia, não pude lembrar que, três dias antes, outra multinacional alemã – a Basf –  tinha inaugurado, com a presença da presidenta Dilma, uma unidade de produção de acrílico em Camaçari, na Bahia, que exigiu investimentos de R$ 1,8 bilhão – 500 milhões de Euros.
O que Herr Phillipp Schiemer não falou é que sua empresa está há muito tempo encalacrada em seus próprios erros de planejamento e falta de eficiência, como se retrata numa reportagem da Exame há mais de um ano (março -AQUI - de 2014) da qual reproduzo um pequeno trecho:
O ano passado (2013) trouxe certo alívio para as fabricantes de caminhões no Brasil. Graças à expansão do agronegócio, as vendas aumentaram 11%, e a produção, 43%. Mas a Mercedes não conseguiu aproveitar o bom momento como os concorrentes. Por ter um índice de utilização de peças nacionais inferior a 60%, ficou impedida de financiar as vendas de seu modelo mais caro, o Actros, usando uma linha de crédito subsidiada do BNDES. Além disso, arcou com o aumento do preço das peças importadas em razão da desvalorização do real, o que elevou os custos de produção.Mesmo assim, suas­ vendas aumentaram 10%, mas concorrentes como Scania e Volvo cresceram de 30% a 80%.
A indústria de caminhões cresceu em larga escala com o dinheiro do BNDES  financiando as compras, mas a Mercedes não gerou a cadeia produtiva de autopeças que se exigia para isso, entenderam. Não foi o único erro e a matéria aborda outros, desde o fracasso do “Classe A”, modelo que resolveu montar aqui.
Pois é, deixei passar, mas logo surge outra oportunidade de responder.
Nessa sexta-feira(26), em encontro entre a Presidenta e o  Vice-Primeiro-Ministro da China, Wang Yang, foi anunciada a criação de um fundo de investimentos de US$ 20 bilhões – 75% do valor aportado pelos chineses – para financiar infraestrutura no Brasil.
Ele vão ganhar dinheiro no Brasil? Vão, não! Já estão ganhando, mas não ficam de chororô: investem e trabalham.
A fabricante de escavadeiras chinesa Sany Heavy Industry, que chegou em 2007 para competir com alemães e japoneses na venda de escavadeiras e guindastes, prepara-se para fazer a segunda fábrica em Jacareí,  SP, bem perto da primeira, em São José dos Campos.
Numa reportagem (em inglês) no China News(AQUI), um dos dirigentes da Sany, Xiao Hua, falou das dificuldades de entrar no mercado ( durante três anos tiveram só três clientes), de montar uma rede de revendas (levaram calote de oito dos seus dez primeiros representantes) e do desconhecimento dos equipamentos chineses”.
“A pergunta que eu mais ouvia era se a Sany era a Sony do Japão”.
Agora, com a segunda fábrica, se preparam para entrar na disputa pelas obras previstas nos pacotes de concessão, inclusive na demanda imensa da Ferrovia Bi-oceânica, mirando um faturamento anual de IS$ 3,2 bilhões.
Pois é, Herr Schiemer…E o senhor “chutando o país que o acolheu  – e acolhe há décadas a sua empresa – por causa de uma queda, de 2013 para 2014, de 5% na venda de caminhões, chassis de ônibus e comerciais leves de sua empresa. Apenas 5%, sim,  está nos números dos releases da Mercedes de 2013 e 2014(leia nos 'links')
Tem uma frase atribuída a Leonardo da Vinci que, em alemão, é “Das Ende eines Dinges ist der Anfang eines anderen” ("O fim de uma coisa é o começo de outra").

Luis Nassif Online GGN          ComResultado de imagem para Imagem da logo do Washington post      Dilma está preocupada, mas não vai  "arrancar  os  cabelos"  pela     baixa  popularidade                           

Jornal GGN - Antes de embarcar para os Estados Unidos, a presidente Dilma Rousseff concedeu uma entrevista ao jornal Washington Post, na qual afirma que está preocupada com o índice de impopularidade apontado pela última pesquisa Datafolha, mas que não vai "arrancar os cabelos" por causa disso.
Pela primeira vez, Dilma admitiu que vê algumas doses de machismo ("preconceito sexual ou de gênero") em críticas que lhe são feitas. "Sou descrita como uma mulher dura e forte que coloca o nariz em coisas que não deveria, e eu estou [me dizem] cercada por homens muito fofos", no sentido de mais gentis e frágeis do que ela. A Folha de S. Paulo traduziu que Dilma acha que está cercada por "homens muito bonitos".
O relacionamento da presidente Dilma Rousseff com a Casa Branca bateu as botas há dois anos, quando ela soube que a Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos tinha grampeado seu telefone. Na próxima semana, com a economia brasileira em apuros, os números das pesquisas [de popularidade] em baixa e escândalos políticos, Rousseff vai visitar Washington para restaurar as relações com o presidente Obama e atrair o investimento dos EUA. Na véspera da viagem, ela falou com a correspondente do The Washington Post, Lally Weymouth, em sua residência em Brasília. Trechos editados seguir:
Quando eu estive aqui da última vez, sua economia estava crescendo, mas agora está lutando para sobreviver. Sua taxa de inflação é alta. O boom das commodities é longo. O novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, está promovendo medidas de austeridade. Esta é uma grande mudança. Como o Brasil vai sair desta situação?
O Brasil tem lutado por seis ou sete anos, de modo a não adotar medidas que possam reduzir as oportunidades de emprego ou renda.
Mas isso não funcionou , não é?
Funcionou por sete anos. Nós não vimos qualquer redução dos níveis de emprego ou renda.
Mas então a senhora tinha o boom das commodities , que agora caiu aos pedaços, e também há uma desaceleração na China.
Sim. Nós experimentamos o fim do superciclo do boom das commodities.
No passado,  a senhora  pensou que o governo poderia fazer tudo?
Não, eu não pensei isso. Se você acha que o Estado pode cuidar de tudo, você não está levando em conta o fato de que a economia é muito maior do que isso. O Brasil tem um forte setor privado. Nós não queríamos que o setor privado entreasse em em depressão. Nós reduzimos os impostos para o setor privado.
A senhora está correndo atrás de um déficit agora?
Não é muito alta porque a nossa moeda se desvalorizou.
Agora, o novo ministro da Fazenda propôs medidas de austeridade e cortes no orçamento. Seu próprio partido se opõe a essas mudanças, como fazem alguns na oposição. A senhora acha que pode obtê-los [aprovar o pacote fiscal] por meio do Congresso?
Sim, o programa atual não está sendo tocado somente pelo meu ministro da Fazenda - é tocado, obviamente, pelo meu governo. Estamos absolutamente certos de que [o ajuste fiscal] é essencial para pôr em prática todas as medidas que são necessárias, não importa quão duro elas seja, a fim de retomar as condições de crescimento no Brasil. Algumas medidas são fiscais. Outras, estruturais.
As reformas do mercado de trabalho, por exemplo?
Sim, [mudanças em] benefícios de seguro de desemprego, bem como pensão por morte e subsídio de licença médica. Nós não acreditamos que os ajustes são um fim em si mesmos. Temos um objetivo - para retomar o crescimento.
O que a senhora espera de sua visita ao presidente Obama?
Os Estados Unidos são o maior investidor privado no Brasil. Nós compartilhamos uma visão que pode nos levar a uma grande parceria na agenda da mudança climática. Nesta viagem eu espero desenhar laços mais estreitos em matéria de ciência, tecnologia e inovação. Esperamos também que a cooperação no domínio da educação, principalmente no ensino primário.
Onde a senhora acha que as coisas estão no escândalo envolvendo a Petrobras, a companhia estatal de petróleo? Dois CEOs [presidentes] das maiores empresas de construção do Brasil foram presos este mês, além de acusações anteriores contra políticos e ex- executivos da Petrobras em conexão com contratos e pagamentos a políticos. A senhora foi presidente(do Conselho) da Petrobras por um longo tempo. Você tem alguma ideia que isso estava acontecendo?
Nós apoiamos totalmente as investigações. Foi sob a minha administração [não como presidente da Petroras, como como presidente do Conselho de Administração da Petrobras] que eles [ex-executivos da Petrobras presos] foram destituídos - muito antes de o escândalo vir à tona. Essas pessoas cometeram crimes, ou pelo menos é o que a promotoria pública está dizendo. Eu não posso dizer isso.
E quanto à alegação de que o Banco Nacional de Desenvolvimento [BNDES] estava envolvido neste escândalo? Que ele estava dando empréstimos às grandes empresas de construção a taxas favoráveis? E que ao Partido dos Trabalhadores foi dado pagamentos pela Petrobras e aqueles que se beneficiaram com o esquema?
O BNDES não estava envolvido. Não há investigação sobre isso. A oposição quer saber sobre todos os empréstimos que foram feitas pelo BNDES para países estrangeiros, e que não envolve a Petrobras em tudo.
Será que isso envolve as empresas de construção? 
Sim. Mas essas empresas de construção são apenas isso. Assim como a Enron e os bancos americanos foram investigados nos EUA , é parte integrante da democracia.
Quando a senhora era presidente [do Conselho de Administração] da Petrobras, não tinha ideia da corrupção que estava acontecendo?
Não. Uma investigação teve que ser conduzida pela Polícia Federal e o Ministério Público antes que pudéssemos encontrá-la. Você não costuma ver corrupção acontecendo. Isso é típico de corrupção - ela se esconde.
As pessoas dizem que a senhora é uma "micromanager" [chefe que dá 'pitacos' em tudo]. Mas eles também dizem que, desde a última eleição, mudou e decidiu capacitar as pessoas, como o seu ministro da Fazenda e seu vice-presidente, Michel Temer, a quem permitiu negociar com o Congresso.
Alguma vez você já ouviu alguém dizer que um presidente do sexo masculino coloca o dedo em tudo? Eu nunca ouvi falar disso.
Então a senhora acha que é um comentário sexista?
Eu acredito que há um pouco de preconceito sexual ou um viés de gênero. Sou descrita como uma mulher dura e forte que coloca o nariz em coisas que não deveria, e eu estou [me dizem] cercada por homens muito fofos.
Seu índice de aprovação está em 11% [segundo pesquisa Datafolha]. Você deve se preocupar com isso.
Sim, mas não significa que eu vou arrancar meus cabelos. Você tem que viver com as críticas e com o preconceito. Eu não tenho qualquer problema com cometer erros; se alguém comete um erro, deve mudar. Não há um plano pronto para dizer: "Este é o caminho certo, este é o caminho errado." Em qualquer atividade, incluindo o governo, você deve incessantemente fazer ajustes e mudanças. Se não o fizer, a realidade não vai esperar por você. O que muda é a realidade.
O que você quer que seja legado?
Eu acredito que a parte mais importante do meu legado é garantir que uma enorme redução da desigualdade ainda é possível. Espero que no final do meu mandato, vou ter construído as condições para fazer esses ganhos permanentes. Fomos capazes de levar 50 milhões de pessoas à classe média, e nosso principal objetivo é que o Brasil se tornar um país de classe média.
Leia a entrevista completa clicando aqui.

Folha lança  “habeas catena”,

a  versão  'cadeieira'  do “habeas corpus” do Paraná


Fernando Brito
             comportese
Tem toda a “pinta” de matéria “plantada” por alguém da equipe policial ou do “esquadrão da morte promotorial ” a “pré-notícia” que saiu nessa sexta-feira à tarde(AQUI) na Folha de S. Paulo.
O mérito dos pedidos de libertação dos executivos da Odebrecht e da Andrade Gutierrez será relatado por um magistrado menos alinhado com o juiz Sergio Moro do que o titular até agora.A partir da próxima segunda (29), o juiz federal Nivaldo Brunoni substituirá o desembargador João Pedro Gebran Neto na 8ª turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região.
E, a partir do fato, pressão: “menos alinhado” quer dizer o quê? Desde quando um desembargador é “alinhado” com as decisões de um juiz de primeira instância?
O Dr, Gebran, que só se tornou da amplo conhecimento público ontem com o patético (patético, de pateta) habeas corpus em favor de Lula tinha “alinhamento prévio” com o Dr. Sérgio Moro, tanto que não atendeu a nenhum pedido de habeas corpus impetrado contra suas dezenas de prisões?
É o que a Folha diz? É, digamos assim, um “habeas catena (tenha a sua corrente) preventivo” contra o remédio heróico do habeas corpus que qualquer cidadão tem o direito de impetrar ?
Porque “conceitualmente, Brunoni faz a defesa de um sistema garantista como regra de legalidade e barreira contra a subjetividade nas decisões judiciais”, ele seria “menos alinhado” com Moro que o o Dr. Gebran?
Ou porque ele escreve, num livro de 2008, “defende um Estado Democrático de Direito, “comprometido em humanizar o sistema penal e em assegurar as liberdades individuais perante o poder punitivo estatal”?
Não posso acreditar que o Dr. Moro não o defenda, só porque encarcera preventivamente pessoas por seis meses, sem sentença ou culpa formada, pois, neste caso, a Folha, campeã da liberdade, um jornal tão “a serviço do Brasil” que emprestava seus carros para a polícia, não estivesse escrevendo furiosos editoriais contra suas atitudes, e não deixando que isso fosse feito pelo liberal-esquerdista Reinaldo Azevedo.
Muito além da ironia, a ideia de quem “plantou” a matéria é a de colocar pressão sobre o novo desembargador.
Em lugar de decidir com tranquilidade e por suas próprias convicções, “apertá-lo”, com um batalhão de repórteres à sua porta, pronto a apresentá-lo como “o juiz que soltou os empreiteiros” se for esta a decisão que sua consciência jurídica o aconselhe a tomar.
Vivemos a época da chantagem e da pressão.
Discorde dos métodos e do espalhafato e será um “defensor da corrupção”, da “impunidade”, um amigo de empreiteiros ou, até, quem sabe “um corrupto”.
A mídia brasileira parte do princípio que toda autoridade pública é um coelho assustado, ou pode se tornar com alguns rangeres de dentes.
Não se pode dizer, pela atitudes de muitos, que estejam tão errados assim.
Mas não com todos, não com todos.