sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Cadê o microfone da TV 

Globo no anúncio da

CPI do HSBC?


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Cadê o indefectível microfone da TV Globo nesta foto?
A foto é do fim da manhã desta quinta-feira (26), no momento em que o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) dava entrevista anunciando que conseguiu o apoio de 31 colegas para abrir uma CPI da sonegação fiscal por meio de contas no HSBC, na Suíça.
São quatro assinaturas a mais que o mínimo necessário para instalação de uma comissão parlamentar de inquérito.
Na foto há microfone da TV Record, da Rede TV, da CNT, da TV Senado e de algumas rádios. Mas da Globo, nada.
O parlamentar é um dos que tem defendido a necessidade de investigação do caso e uma cobertura mais ampla por parte da imprensa. Em discurso na terça-feira (25), ele lembrou que jornais do mundo inteiro estão noticiando, diferentemente do que ocorre no Brasil:
O que  chama atenção é que, embora o Brasil seja o quarto em número de clientes e o nono em depósitos [no HSBC], temos poucas notícias sobre isso por aqui. É fundamental que esse assunto venha à tona. Um escândalo dessa proporção, no qual contas de brasileiros estão envolvidas, necessita de uma imediata resposta por parte das autoridades brasileiras – defendeu.


Agente da Veja parte para


o banditismo com família

de Lula. E a mídia cala 

Fernando Brito                               

vejista
Um cidadão a serviço da Veja, de nome Ullisses Campbell, foi  pego com a boca na botija tentando forjar a armação que ele próprio havia feito, de envolver a família do ex-presidente  Lula(AQUI) numa suntuosa festa infantil.
O fato está registrado num Boletim de Ocorrência, em São Paulo.
Desmascarada a farsa que publicou na Veja, Campbell foi a São Paulo com o objetivo de forjar elementos que permitissem sustentar a sua mentira.
Na segunda-feira, ligou para o irmão de Lula, o ex-sindicalista José Ferreira da Silva, o Frei Chico, passando-se por aluno da USP que pesquisava os nomes dos parentes de Lula.
No dia seguinte, para a nora dele, dizendo-se funcionário de uma casa de festas e pedindo o endereço.
Interpelado pelo filho de frei Chico, segundo o registro policial,  Ullisses disse “…que necessitava de informações e, se o declarante não as fornecesse, ele poderia publicar o que quisesse, tendo Ulisses, inclusive enviado pelo celular, para o declarante, uma fotografia da esposa do declarante em companhia de seu filho, a qual usaria em publicação futura na revista Veja.”
Ontem, Campbell invadiu o condomínio onde mora a família, se passando por entregador de livros e tentando colher informações sobre o horário de chega dos integrantes da família.
Fugiu, mas foi detido pela Polícia Militar e identificado como agente da revista Veja.
Toda a mecânica do ato criminoso está descrita(AQUI) na nota publicada pelo Instituto Lula e que está sendo divulgada pelos blogs.
Apenas por eles.
Na grande imprensa, até agora, nem uma linha.
A Veja, que já tentou entrar à força num quarto de hotel onde se hospedava José Dirceu , desce mais um degrau no crime.
Agora fuça a intimidade dos parentes de Lula, invade seus locais de moradia e tenta forjar fatos, porque é evidente que endereços e horários serviriam para entregar “brindes” ou documentos da tal festa inventada e, com isso, “provar” que existia.
Coisa de bandido, de Código Penal, e – ainda pior – patrocinada por uma organização criminosa, porque implicou o deslocamento de um funcionário, hospedagem, deslocamentos na cidade, certamente pagos pela Abril.
Tudo acobertado por uma imprensa, em geral, cúmplice destas violações, desde que elas sejam feitas para atingir Lula.

Começa desmonte do 'Mensalão'


Janot defende perdão

da  pena  de  Genoino


Procurador-geral da República atesta, em seu parecer, que o ex-deputado atende os requisitos, entre eles o 'bom comportamento'

                                     Luis Nassif Onlineimagem de Assim Falou Golbery
 
 
Jornal GGN - O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, defende o perdão da pena do regime domiciliar para o ex-deputado José Genoino, condenado na Ação Penal 470. A decisão de acatar ou não o pedido é do ministro do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, relator do processo.
 
O pedido foi realizado pela defesa de Genoino com base em um decreto que concede o indulto natalino a presos que se enquadrem nos critérios estabelecidos pelo Conselho Nacional de Política Penintenciária. Janot considerou que o réu cumpre os requisitos, que são de tempo de pena cumprida e comportamento.
 
Para se enquadrar às normas, o preso deve estar cumprindo a pena em regime aberto, ou em livramento condicional. A pena remanescente deve ser inferior a oito anos, em caso de crimes não reincidentes, e o deve ter cumprido um quarto da pena.
 
Já no requisito comportamental, o apenado não pode ter recebido penalidade aplicada por falta grave entre 24 de dezembro de 2013 e a mesma data do ano seguinte. Segundo a defesa, e confirmado pelo parecer de Janot, Genoino apresentou bom comportamento durante o tempo que passou preso na Penitenciária da Papuda, em Brasília. 
 
Desde agosto do último ano, o ex-deputado recebeu a autorização para cumprir o restante da pena em casa, sob o regime domiciliar, no qual é obrigado a se recolher às noite e finais de semana. Genoino também não tem nenhum registro de desvio de conduta durante esse tempo.
 
Rodrigo Janot confirmou: "verifica-se que não houve, durante o período de cumprimento da pena, notícia de cometimento de falta disciplinar grave pelo apenado", disse no parecer.
 
"Considerando que o apenado preenche os requisitos estabelecidos no decreto, imperioso o reconhecimento do direito à concessão do induto natalino, declarando-se extinta a punibilidade", manifestou o procurador.
 
Se for aceito o indulto, segundo a Constituição, o restante da pena de Genoino é extinta. Para conseguir o benefício, os presídios devem encaminhar às Varas de Execuções Penais a lista de detentos que têm os requisitos obrigatórios, em até seis meses. Os próprios advogados dos presos também podem pedir o benefício.
 
Com informações do jornal O Globo

Quem é mesmo que defende o Estado mínimo?
                                                                                               (publicado originalmente em 2010)

                            Resultado de imagem para Imagens sobre 'Estado mínimo'

Do AMgóes - Quem é mesmo que defende o ‘Estado mínimo’? Lá atrás, há  quatro décadas, era a ‘escola’ do professor Milton Friedman, um dos mais influentes teóricos do liberalismo econômico, pai da famosa e pertinente frase ‘não há almoço grátis’, premissa de justificativa plausível para a compreensão dos leigos mortais: no popular, se alguém ‘leva algum’, outrem, obviamente, fica no ‘preju’. Claro, tudo nos marcos da ‘competição’ capitalista, segundo a qual o meu ‘ganho’ equivale à sua ‘perda’.

Resultado de imagem para Imagens de Milton FriedmanFriedman, que chegou ao Nobel de Economia nos anos 70, quadra em que suas teses lograram eco no hemisfério norte, transitando com desenvoltura, de Nixon a Margareth Thatcher, foi ‘guru’ na América Latina, com ênfase no Chile de Pinochet. As idéias monetaristas do doutor Milton igualmente reverberaram no Brasil dos militares e chegaram até FHC. Nos anos 80, Friedman sustentara que “o sistema, além da capacidade para tornar impossível um colapso monetário, sabia como deveria proceder.”

O ‘neoliberalismo’ foi um contraponto para garantir singular ‘reserva de mercado’ aos donos do capital, face a incômodos pressupostos de ‘socialização estatal’ do pós-guerra, principalmente sob os ventos do leste europeu que acabaram chegando à ilha de Cuba, tida como ‘epicentro’ da ebulição ‘comunista’, ameaçadora da paz mundial. Inadmissível preconizar-se à época um ‘estado forte’ para avalizar o bem-estar social, sob pena de virulentos ataques contra o que identificavam como ‘tentativa solerte de implantação de regimes exóticos, inimigos da democracia e da ‘livre iniciativa’.

Oportuno rememorar que a grande recessão norte-americana, de 1929, ensejou à economia dos Estados Unidos ressurgir graças ao inglês John Maynard Keynes, categórico ao sentenciar: “O mercado financeiro não se corrige por natureza, conforme o argumento da economia clássica.” E completou, contra os especuladores de plantão, loucos pela posse do ‘espólio’ yankee: “O trabalho de organizar o volume de investimentos não pode ser deixado nas mãos da iniciativa privada em segurança.” Assim, coube ao ambicioso projeto do ‘New Deal’, do governo Roosevelt, recuperar a autoestima nacional, com ativa participação da sociedade de lá.

Resultado de imagem para Imagens de Lula presidenteNo dia 26 de novembro de 2008, nosso metafórico presidente da República explicava, em linguagem popular do ‘lulês’ para todos os gostos: “O sujeito ouve crise no café da manhã; crise no almoço; chega em casa à noite e ouve crise no jantar. Aí o sujeito se assusta e acaba por não comprar mais nada. Com isso, cai o consumo, a indústria não produz e, porque não produz, acaba demitindo. Aí, sim, temos crise.

Ao arrepio de rebuscadas teorias econômicas, Lula repetiu a tese do ‘cidadão Keynes’ e sua crítica ácida à visão dos economistas clássicos sobre a recessão e as soluções do pragmatismo rentista, no começo do século passado, para os quais o mercado, moribundo à espera da ‘extrema-unção’, de repente se poria em pé, leve e fagueiro, graças aos sortilégios da autorregulação. E tudo voltaria ‘como d'antes, no quartel d’Abrantes!’ Tudo voltou porque o Estado(nos ‘States’) foi lá e ‘créu’, como naquela velha história do brigão derrotado, sem reconhecer o fracasso: ‘Chega pra cá, valente!’

Numa recessão, como a que atingiu há sete anos o mercado internacional, a partir das trapalhadas no outrora poderoso ‘primeiro mundo’, as empresas cortam investimentos, geram desemprego e queda do consumo, promovendo uma zorra total. Lá, na potência do norte, para contornar a crise, chegou o Obama, advindo coincidentemente de Chicago, a terra de Friedman, o apologista do ‘deus mercado’ que não viveu para assistir à derrocada de suas teorias estimuladoras do ‘estado mínimo’.
Aqui, no hemisfério sul, ao fomentar, à época, o consumo(aos cidadãos comuns) e o investimento(ao empresariado), Lula, empiricamente, reacendeu a fogueira da autoestima nacional, com base nos vitoriosos postulados da economia keynesiana. Para enfurecer e levar ao ‘haraquiri’ os exegetas ‘acadêmicos do contra’, seguiu cruzando o planeta, vendendo nosso ‘peixe’. De quebra, entre cobranças ressonantes por direitos dos ‘emergentes’, foi a Conpenhague para, em bom português, como monoglota ‘juramentado e militante’, dar uma força decisiva pelas Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro.

Mesmo que você, com o direito que lhe cabe, torça o nariz e, por crônica miopia ideológica, enxergue o Brasil atual com jeito de ‘antigamente’, há de convir que ‘nunca, na História deste país’, chegamos tão alto ao pódio de alentadoras perspectivas, apesar dos desafios por conta de hediondos agentes da permissividade que, recalcitrantes, ainda ‘batem ponto’e resistem com furor entre nós, alicerçados, como sempre estiveram, na lógica de  sinecuras, geneticamente criminosas e geradoras do lucro fácil, garantidas pela frouxidão da lei que(ainda) preserva a lógica antropofágica do poder econômico.

Bancos,   a   logística   de organizações criminosas transnacionais                    


Em 2013, Elisabeth Warren, senadora dos EUA, perguntou: "Quanto tempo ainda será necessário para se fechar um banco como o HSBC?"

Vladimir Safatle (*)                             

   
HSBC
Traficantes de drogas e armas não teriam tanto poder  se  não
existissem   bancos   que oferecem seus serviços de lavagem de
 dinheiro (Foto de Philippe Huguen/AFP)
Quem nos governa?
Estamos em 1860. O Império Britânico acaba de vencer a famosa “Guerra do Ópio” contra a China, talvez uma das páginas mais cínicas e criminosas da história cínica e criminosa do colonialismo. Metade do comércio da Inglaterra com a China baseia-se na venda ilegal de ópio. Diante da devastação provocada pela droga em sua população, o governo chinês resolve proibir radicalmente seu comércio. A resposta chega por uma sucessão de guerras nas quais a Inglaterra vence e obriga a China a abrir seus portos para os traficantes e 'missionários cristãos' (uma dupla infalível, como veremos mais à frente), além de ocupar Hong Kong por 155 anos.
Em 1860, guerra terminada, os ingleses tiveram a ideia de abrir um banco para financiar o comércio baseado no tráfico de drogas. Dessa forma apoteótica, nasceu o HKSC, tempos depois transformado em HSBC (Hong Kong and Shangai Bank Corporation), conhecido de todos nós atualmente. Sua história é o exemplo mais bem acabado de como o desenvolvimento do capitalismo financeiro e a cumplicidade com a alta criminalidade andam de mãos dadas.
A partir dos anos 70 do século passado, por meio da compra de corporações nos Estados Unidos e no Reino Unido, o HSBC transformou-se em um dos maiores conglomerados financeiros do mundo. No Brasil, adquiriu o falido Bamerindus. Tem atualmente 270 mil funcionários e atua em mais de 80 países. Sua expansão deu-se, em larga medida, por meio da aquisição de bancos conhecidos por envolvimento em negócios ilícitos, entre eles o Republic New York Corporation, de propriedade do banqueiro brasileiro Edmond Safra, morto em circunstâncias misteriosas em seu apartamento monegasco. Um banco cuja carteira de clientes era composta, entre outros, de traficantes de diamantes e suspeitos de negócios com a máfia russa, para citar alguns dos 'nobres' correntistas. Segundo analistas de Wall Street, a instituição financeira de Nova York teria sido vendida por um preço 40% inferior ao seu valor real.
Assim que vários jornais do mundo exibiram documentos com detalhes de como a filial do HSBC em Genebra havia lavado dinheiro de ditadores, traficantes de armas e drogas, auxiliado todo tipo de gente a operar fraudes fiscais milionárias e a abrir empresasoffshore, a matriz emitiu um seco comunicado no qual informava que tais práticas, ocorridas até 2007, não tinham mais lugar e que, desde então, os padrões de controle estavam em outro patamar. Mas não é exatamente essa a realidade.
Em julho de 2013, a senadora norte-americana Elisabeth Warren fez um discurso no qual perguntava: quanto tempo seria ainda necessário para fechar um banco como o HSBC? A instituição havia acabado de assumir a culpa por lavagem de dinheiro do tráfico de drogas mexicano e colombiano, além de organizações ligadas ao terrorismo. Tudo ocorreu entre 2003 e 2010. A punição? Multa irrisória de 1,9 milhão de dólares.
Que fantástico! Entre 2006 e 2010, o diretor mundial do banco era o pastor anglicano (sim, o pastor, lembram-se da Guerra do Ópio?) Stephen Green, que, desde 2010, tem um novo cargo, o de ministro do gabinete conservador de David Cameron, cujo governo é conhecido por não ser muito ágil na caça à evasão fiscal dos ricos que escondem seu dinheiro. Enquanto isso, os ingleses veem seu serviço social decompor-se e suas universidades serem privatizadas de fato. O que permite perguntas interessantes sobre quem realmente nos governa e quais são seus reais interesses.
Alguns fatos são bastante evidentes para qualquer interessado em juntar os pontos. Você poderia colocar seus filhos em boas escolas públicas e ter um bom sistema de saúde público, o que o levaria a economizar parte de seus rendimentos, se especuladores e rentistas não tivessem a segurança de que bancos como o HSBC irão auxiliá-los, com toda a sua expertise, na evasão de divisas e na fraude fiscal. Traficantes de armas e drogas não teriam tanto poder se não existissem bancos que, placidamente, oferecem seus serviços de lavagem de dinheiro com discrição e eficiência. Se assim for, por que chamar de “bancos” o que se parece mais com instituições criminosas institucionalizadas de longa data?
Resultado de imagem para Fotos de Vladimir Safatle

(*) Professor da Faculdade de Filosofia da USP, Vladimir Safatle  é autor do livro "A esquerda que não teme dizer seu nome".

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015


Quebrar o Brasil, projeto da


direita  para derrubar  Dilma


Fernando Brito                        
quebrar
Lamento informar ao Ministro Joaquim Levy: os problemas de nossa economia não estão vindo tanto da falta do “ajuste fiscal” – embora, sim, seja necessário cortar gastos nos momentos de dificuldade – mas no projeto da direita brasileira de quebrar a economia nacional como forma de criar, mais adiante, o clima político para o que deseja desde a noite em que foi proclamado o resultado das eleições e confirmada a vitória de Dilma Rousseff.
O que está acontecendo aqui é que, de um lado, recrudesceu a campanha política selvagem para demonstrar que a economia brasileira entrou em colapso e, de outro, o medo paralisante de nosso Governo de enfrentar esta ofensiva e estabelecer a controvérsia, a polêmica, ao discurso do “fim do Brasil”
Economizar R$ 1 bilhão em despesas é dificílimo; já perder R$ 1 bilhão em receitas é algo que se faz “num cuspe” com a perda de confiança na economia.
E vamos mal assim?
Um dado apenas mostra que não: as viagens de avião – especialmente as de férias – cresceram 12,5% nos destinos domésticos no primeiro mês do ano: 9,7 milhões de passageiros este ano, mais de um milhão a mais que em 2014. Nas viagens mais caras, as internacionais, mesmo com a alta do dólar, a demanda medida em passageiros por quilômetro voado cresceu absurdos 32,9% sobre janeiro de 2014.
Mas isso é meia-verdade, porque vamos derrubar ainda mais (porque já caíram ano passado) os investimentos públicos por conta do caso Petrobras e das suas “desejadas” extensões para outras áreas daquilo que só funciona com dinheiro estatal (eletricidade, transportes urbanos, portuários, ferroviários, rodovias, habitação, etc).
E com eles, toda a cadeia produtiva da construção, especialmente a pesada, que avançou mais, muito mais, do que o PIB durante a última década e que representa quase um décimo de toda a produção de riqueza no Brasil.
Com o ajuste fiscal, em princípio, corta-se aqui e gasta-se no custo financeiro da dívida pública, ampliado pelas altas exigidas pela taxa de juros dos títulos.
O Governo brasileiro parece acreditar que a tempestade será como as chuvas são hoje no Brasil: podem até ser fortes, mas não duram muito tempo.
Pode ser, porque a economia mundial não recomenda adivinhações.
Mas a postura passiva, desconhecendo a imensa capacidade de o Estado brasileiro ditar o ritmo da atividade econômica aqui deixa o país ao sabor das “ondas” que se constroem  na política e na mídia.
Que amedrontam, retraem, paralisam.
E erodem o poder de um governo eleito de sustentar-se ante o tsunami midiático-judicial que se desfechou contra ele.