sábado, 1 de novembro de 2014

A ‘nova   direita’  brasileira lembra  cada  vez  mais   a velha  direita  venezuelana
          
 Paulo Nogueira            

Herdeiro do Estadão em evento do PSDB
Herdeiro do Estadão em evento do PSDB
A direita brasileira lembra cada vez mais a venezuelana.
Tumultua, dá golpes baixos, mente — se agarra loucamente, enfim, a privilégios que fizeram do Brasil um dos grandes campeões mundiais em desigualdade.
Veja esta questão da recontagem de votos pedida pelo PSDB.
O mesmíssimo expediente foi utilizado pela direita venezuelana depois que Maduro venceu Caprilles.
A mídia venezuelana – como a brasileira, a voz da direita enraivecida – tentou de todas as formas transformar a vitória nas urnas de Maduro e do chavismo numa fraude para justificar a tentativa de golpe branco.
Observadores estrangeiros isentos acompanharam as eleições venezuelanas. Jimmy Carter, pessoalmente, investigou o método eleitoral da Venezuela e o classificou como um dos mais seguros do mundo.
Mas nada disso deteve o tumulto promovido pela direita.
Lá, como todos sabiam que ia acontecer, a recontagem apenas confirmou a vitória de Maduro.
A mesma coisa ocorre agora no Brasil.
Não bastam todas as delinquências durante a campanha: o uso de pesquisa fajuta por Aécio, a complacência da mídia amiga em investigar coisas como o helicóptero dos Perrelas e o aeroporto de Cláudio – e sobretudo a capa criminosa da Veja em cima das eleições.
Não bastam também as monstruosidades pós-eleições, como a torrente de insultos aos nordestinos partida da direita, dos quais o mais simbólico foi o de Diogo Mainardi na Globonews.
Não basta nada, na verdade: agora, o ataque é dirigido contra os votos dos brasileiros.
É a plutocracia contra a democracia, como escreveu recentemente Paul Krugman, Nobel da Economia. Ele estava se referindo aos Estados Unidos, mas podia estar falando do Brasil, tamanhas as semelhanças.
O filósofo Paulo Eduardo Arantes, professor aposentado da USP, fez há poucos dias considerações interessantes sobre o que definiu como “nova direita” brasileira.
Para ele, surgida depois das 'Jornadas de Junho'(2013). Seu objetivo, segundo Arantes, não é fazer política e conquistar votos: é apenas impedir qualquer mudança no 'status quo'.
Ele nota o que classifica como “relação assimétrica” entre a “nova direita” e a esquerda. A esquerda – moderada, como ele corretamente assinala – se vale dos instrumentos clássicos de fazer política.
A direita atropela qualquer coisa. E, para reforçar a assimetria, é bancada pelas grandes corporações.
O novo governo Dilma está sendo forçado a realizar uma coisa que Luciana Genro na campanha disse ser vital quando você quer promover uma sociedade mais igualitária: contrariar interesses.
Lula, como o grande conciliador que sempre foi, evitou isso ao máximo em seus oito anos, e foi seguido por Dilma.
A maior demonstração disso está nas bilionárias verbas publicitárias federais que nestes anos todos abasteceram os cofres da voz da direita: as grandes companhias de mídia.
Sem enfrentar essa voz a assimetria de que fala o filósofo será cada vez maior.
O primeiro passo, aí, seria um simples choque de capitalismo.
Examinar, a partir da chamada base zero, o quanto se está colocando de dinheiro público na grande mídia para verificar quanto é justo que se coloque.
Isto está em todo manual de administração.
O SBT, para ficar apenas num caso, merece 150 milhões de reais por ano?
Isto se chama meritocracia.
A real meritocracia, não aquela cínica que Aécio usou demagogicamente em sua campanha.

‘PEC da bengala’ sem golpismo?
Simples assim: valerá para quem entrar após sua promulgação     

                 

Fernando Brito                      
picaretas
É muito simples tirar o caráter golpista da chamada “PEC da Bengala” – que estende de 70 para 75 anos a aposentadoria compulsória dos Ministros do Supremo e dos demais tribunais superiores.
Basta que a extensão da idade se dê apenas para os ministros que ingressarem nos tribunais depois que ela seja promulgada.
Quem entrou ali segundo regras que previam sua aposentadoria compulsória aos 70 anos, estas regras deve cumprir.
Simples assim.
Como, aliás, funciona com todas as regras que suas excelências costumam julgar na base dos “direitos adquiridos”.
Que significam, também, "obrigações assumidas".
Não é preciso entrar na ociosa discussão de que, hoje, aos 70 anos, não há mais a decadência da capacidade intelectual que havia há um século e que, em geral, estão válidos os cérebros a esta altura da vida.
Aliás, até o nome de “PEC da Bengala” é um escárnio contra as pessoas de 70 anos.
É claro que os promotores deste golpe de quinta-categoria, destinado simplesmente a impedir que a Presidenta da República exerça seu direito constitucional de submeter ao Congresso indicações para o STF e outros tribunais superiores, não topam.
E não topam porque seus objetivos nada tem a ver com velhice, mas com velhacaria.
Porque tudo o que se está fazendo nestes dias do “não aceitamos ter perdido no voto” é assim.
Tal como ocorre com a “auditoria” sem argumentos que pediu  o PSDB para a eleição de domingo passado(e foi solenemente negada pelo TSE), é mais um miasma que se eleva da podridão política do que deveriam ser nossas instituições.
Mas a solidez democrática do Brasil, por enquanto, ainda é capaz de resistir a isso.
É apenas mais uma daquelas ideias vãos que surgiam nos vazios da política real e que o ex-deputado Thales Ramalho chamava de “flores do recesso”.
Só que, nos dias de hoje, são 'flores fétidas'.

Contra a tentativa de golpe dos derrotados,os rigores da lei e a mobilização popular

                   Blog da Cidadania por Eduardo Guimarães

 É estupefaciente, para dizer o mínimo, o que ocorreu na mídia brasileira enquanto o Tribunal Superior Eleitoral ainda contava os votos da eleição presidencial de domingo passado. Esse fenômeno revela o despreparo de jornalistas de grandes meios de comunicação para entender não apenas a democracia, mas a Constituição e suas garantias contra o coronelismo eletrônico.
Com base em denúncia tão frágil da revista Veja que levou o TSE a proibir, por unanimidade, a publicação de divulgá-la, e a conceder direito de resposta ao PT no site da revista, comentaristas políticos tomaram televisões, rádios, internet e a imprensa escrita para vender a teoria de que o impeachment da presidente da República seria uma forte possibilidade.
Em primeiro lugar, é preciso que fique claro que a denúncia que Veja fez na internet a 48 horas da eleição em segundo turno não apresentou absolutamente nenhum elemento de prova de que o doleiro Alberto Youssef teria acusado a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula de cumplicidade com um ainda não-esclarecido esquema de corrupção na Petrobrás.
A matéria da edição de Veja da semana passada ignorou todos as exigências que o jornalismo impõe para que uma denúncia daquele calibre seja feita. O leitor da revista não recebeu nada além de uma versão que qualquer um pode inventar. Aqueles que formaram juízo de valor e que condenaram a presidente da República com base em mera maledicência foram guiados pelas próprias idiossincrasias políticas e mais nada.
Ainda assim, as rodinhas de comentaristas políticos tomavam tevês e a internet para já dar como certo que um segundo mandato de Dilma começaria sob o signo do impeachment.
A Veja fez um programa de Web TV em que foi dito que haveria “grande” possibilidade de impeachment. Abaixo, um diálogo retirado do programa.
Apresentadora – O Reinaldo [Azevedo] falou algo muito forte, que é a questão do doleiro Alberto Youssef. Se for comprovado — e tudo indica que será comprovado, porque ele fez um acordo de delação premiada, e feito o acordo de delação premiada ele tem que apresentar provas, senão o juiz não aceita –, a gente tem ai pela frente um provável processo de impeachment.
Ricardo Sette — É isso que eu ia comentar. A gente tem um cenário de horror pela frente ai, Reinaldo [Azevedo], porque /…/ por mais que o governo Dilma tenha uma maioria no Congresso, vai chegar uma hora em que vai aparecer a cabeça aí, e tem a possibilidade do impeachment. Com a possibilidade do impeachment, Michel Temer vai ser presidente da República.
Augusto Nunes — Lembramos o caso do Richard Nixon, que se reelegeu com uma estrondosa votação, quando já corria, quando já dava o caso Waltergate, que aqui, esse caso ai que é bem pior, vai continuar.
Reinaldo Azevedo — Vai continuar!
Esse tipo de conversa, com pequenas variações, reproduziu-se na Globo News, na Band e por aí afora. Enquanto o Brasil votava, apesar de o TSE ter repudiado por sete votos a zero a reportagem de Veja, a mera versão de que Youssef teria acusado Dilma e de que tal acusação seria irrefutável e, assim, faria com que a presidente vencesse a eleição, mas não levasse, espalhou-se como praga.
Pior do que isso, porém, foram iniciativas golpistas paralelas. Dois advogados protocolaram na semana retrasada um mandado de segurança contra a participação da presidente no segundo turno, um pedido de impeachment de Dilma e outro de fechamento do PT, alegando subordinação do partido do governo ao Foro de São Paulo, além de um mandado de segurança no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na tentativa de suspender a participação da presidente no segundo turno das eleições.
Paralelamente a isso, ainda no sábado 25, a 48 horas da eleição em segundo turno, o PSDB representou contra Dilma na Procuradoria-Geral da República (PGR) para que ela e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fossem investigados por uma denúncia absolutamente inepta da revista Veja.
Passada a eleição, com a vitória de Dilma, o PSDB revolta o Tribunal Superior Eleitoral ao pedir recontagem dos votos, insinuando que as eleições podem ter sido fraudadas em favor de Dilma.
Confiantes nas chances do golpismo, energúmenos mais ousados que os da mídia já foram estendendo faixas golpistas diante do Palácio do Planalto logo após a reeleição da presidente da República.
Mas pior que tudo isso talvez sejam os colunistas, editorialistas e blogueiros ligados a Globos, Folhas, Vejas e Estadões que se deram a questionar a legitimidade da vitória da presidente devido à “pequena” diferença de 3,4 milhões de votos em seu favor e, o que é mais revoltante, devido ao fato de que o eleitorado dela seria “menos instruído” e oriundo “dos grotões”, como se os votos dos menos escolarizados, mais pobres e residentes no Norte e no Nordeste valessem menos do que os dos seus compatriotas do Sul e do Sudeste.
Para coroar tudo isso, nem bem as urnas terminaram de ser apuradas e surgem notícias de “rebelião” no Congresso. Liderados pelos vira-casacas do PMDB Eduardo Cunha, Henrique Alves e até por Renan Calheiros, congressistas derrotados nas eleições ou assustados com a promessa de Dilma de “não deixar pedra sobre pedra” nas investigações sobre a Petrobrás e outras, tentam intimidar a presidente rejeitando matérias de interesse do governo enquanto rasgam a fantasia em declarações oposicionistas à imprensa.
A rebeldia de parte da base aliada será contida à base dos acordos políticos quanto a cargos, diante da alternativa de Dilma ter seu governo paralisado por quatro anos, com os previsíveis efeitos nocivos sobre a sociedade. Mas e o golpismo?
A oposição e setores da mídia esfregam as mãos, babam pelos cantos de suas bocarras golpistas, mas deveriam atentar bem para o chega-pra-lá que o TSE acaba de dar no PSDB, conforme matéria da Folha de SP supracitada.
Mas não é só. Mesmo que o novo Congresso, tido como o mais conservador desde o fim da ditadura militar, se revoltasse com possíveis consequências da disposição de Dilma de “não deixar pedra sobre pedra” nos casos de corrupção que certamente afetariam muitos parlamentares e, por acaso, se dê ao desfrute de deixar prosperar um pedido de impeachment, as instituições darão conta de impedir.
Caso não saibam, impedir um presidente da República não é tão simples e não depende, apenas, do Congresso. Além de ter que contar com a anuência do Procurador Geral da República, o STF pode barrar uma aventura desse calibre.
O STF que Dilma vem renovando está dando provas de que não voltará a se embrenhar em processos golpistas como o do julgamento do mensalão. Até por isso, Joaquim Barbosa “pediu as contas”. Sabia que em um STF renovado seu partidarismo e o de outros ministros que com ele compactuaram já são minoria. E essa minoria seguirá diminuindo com as novas nomeações que Dilma fará até 2018.
Este Blog, portanto, recomenda aos infectados pelo vírus golpista que ponham as barbas de molho. Podem até manietar o governo Dilma, mas daí a impedi-lo com artimanhas golpistas vai uma distância muito grande. E, se enveredarem por esse caminho, as ruas deste país serão tomadas por movimentos sociais e sindicais que denunciarão tudo à sociedade.
A esquerda se uniu no segundo turno contra o retrocesso e Dilma não será ingênua de abrir mão desse apoio, pois certamente irá precisar dele caso a mídia golpista, o PSDB e congêneres venham a tentar no tapetão o que a MAIORIA do povo brasileiro lhes negou nas urnas. E se quiserem por tal premissa à prova, que tentem. Estaremos esperando.
CIO DA TERRA

Do AMgóes - Gerados na diversidade voluptuosa do cio da mãe-terra, em cujo seio nos fartamos vida afora, somos todos incrivelmente  iguais em nossas diferenças...

                     
Debulhar o trigo / Recolher cada bago do trigo / Forjar no trigo o milagre do pão / E se fartar de pão...   

Para relembrar e refletir(Chico Buarque /Milton Nascimento - no Youtube) NO VÍDEO ABAIXO


Prenúncio no fim do ano passado
aqui no 'blog': não deu outra...

terça-feira, 31 de dezembro de 2013


Caros  amigos  da  rede:

Tomo a liberdade de encarecer, neste momento de auspiciosos desejos  para 2014,  o mais elevado espírito de compreensão quanto  aos recalcitrantes pregoeiros do retrocesso socioeconômico do país, estimulados pela mídia do baronato conservador.


Relevemos, franciscanamente, suas eventuais crises de identidade e crônica falta de propostas alternativas (multissecularmente ‘encasquetadas’  no tal     ‘to be or not to be’), concitando-os à reflexão e ao  desapego a conceitos metafísicos impregnados de histórico bolor. 
                                 
Todavia,  se avessos ao amplo debate democrático das ideias(aliás, como vêm procedendo desde sempre), resignemo-nos em promover seu necrológio(só 'político', por favor, porque, apesar das abissais diferenças, todos nos respeitamos), na sequência do inevitável HARAQUIRI  coletivo(rsrsrs) a que se submeterão por falta de perspectiva, depois do próximo confronto eleitoral.

Salvo se os fluidos do novo tempo alterarem os rumos de suas pétreas contradições...

FELIZ ANO NOVO!!!


(AMgóes-Rio/RJ)

Uma semana depois do golpe midiático contra Dilma, é hora de abrir uma investigação oficial sobre os indícios criminais de uma ação contra a ordem democrática
       veja13
O golpe eleitoral midiático destinado a interferir na eleição presidencial completa uma semana hoje e cabe perguntar: vai ficar tudo por isso mesmo? 
É curioso registrar que estamos diante de um caso que a Polícia Federal e o Ministério Público têm todos os meios de apurar e chegar aos responsáveis sem muita dificuldade, até porque muitos  nomes são de conhecimento público. Não é diz-que-diz. Nem simples cortina de fumaça.
Os indícios criminais estão aí, à vista de 140 milhões de eleitores.
Até o momento, temos uma discussão de mercado. Jornalistas debatem o que aconteceu, analistas dão seus palpites, políticos de um lado de outro têm sua opinião. Não basta.
Está na hora daquelas autoridades que falam em nome do Estado brasileiro cumprirem o dever legal de garantir os direitos dos cidadãos de escolher os governantes através de  eleições livres e limpas, sem  golpes sujos.
O golpe midiático não foi um ato delinquente sem maiores consequências. Trouxe prejuízos inegáveis  a candidatura de Dilma Rousseff e poderia, mesmo, ter alterado o resultado da eleição presidencial — a partir de uma denúncia falsa. Mesmo eleita, é inegável que Dilma saiu do pleito com um desfalque de milhões de votos potenciais,  subtraídos nas últimas 48 horas. “Se a eleição não fosse no domingo, ela até poderia ter perdido a presidência,” admite um membro do Ministério Público Federal.
Boa parte da investigação já está pronta. Sabemos qual o lance inicial — uma capa da revista VEJA, intitulada “Eles sabiam de tudo”, dizendo que o doleiro Alberto Yousseff dizia que Lula e Dilma estavam a par do esquema de corrupção. Sabemos que, prevendo uma possível ação judicial, a própria revista encarregou-se de esclarecer que não podia provar  aquilo que dizia que Yousseff havia dito. O próprio advogado de Yousseff também desmentia o que a revista dizia. Mesmo assim, VEJA foi em frente, espalhando aquilo que confessadamente não poderia sustentar.
Seria divulgado, mais tarde, que a referência a Lula e Dilma, uma  suposição (alguma coisa como “é dificil que não soubessem”) sequer fora feita no próprio depoimento a Polícia Federal, mas numa segunda conversa, 48 horas depois.
Se essa hipótese é verdadeira, isto quer dizer que a própria  frase da capa, “eles sabiam de tudo”, pode ter sido obtida artificialmente, sem caráter oficial, apenas para que fosse possível produzir uma manchete na véspera da eleição.
Colocada diante de um fato consumado, Dilma foi levada a gravar um pronunciamento para seu programa político. O  assunto foi tema no debate da TV Globo, na noite de sexta-feira. Também foi tratado pela Folha de S. Paulo, no dia seguinte, e no Jornal Nacional, menos de doze horas antes da abertura das urnas e dos primeiros votos.
Se antecipou a impressão e distribuição da revista em 24 horas, num esforço para garantir de qualquer maneira que a acusação que não podia ser provada contra Dilma e Lula tivesse impacto sobre os eleitores, a revista também fez um esforço especial de divulgação. No sábado, espalhou out-doors pelo país e foi acusada de não acatar decisão judicial para que fossem retirados — pois o próprio texto do anúncio servia como propaganda negativa contra Dilma. Obrigada a publicar um direito de resposta em seu site, a revista respondeu ao direito de resposta, o que é um desrespeito com a vítima.
No domingo, quando o doleiro Alberto Yousseff foi internado por uma queda de pressão, a pagina falsa de um site de notícias de grande audiência circulou pela internet, dizendo que ele fora assassinato num hospital de Curitiba. No mesmo instante, surgiram cidadãos que gritavam em pontos de circulação que Yousseff fora assassinado numa queima de arquivo, numa campanha de mentira que ajudou a elevar a tensão entre militantes, ativistas e cabos eleitorais de PT e PSDB.
O ministro José Eduardo Cardozo teve de intervir pessoalmente para desmentir a mentira.
Talvez não seja tudo.  Olhados em retrospecto, os números risíveis de determinados institutos de opinião, que apontavam para uma vantagem imensa e ridícula de Aécio Neves sobre Dilma, poderiam servir para dar sustentação a trama.
Caso o golpe midiático viesse a ser bem sucedido, produzindo uma incompreensível virada de última hora, estes números de fantasia poderiam ser usados como argumento para se dizer que a candidata do PT já estava em queda e que sua derrota fora antecipada em algumas pesquisas. Verdade? Mentira? Cabe investigar.
Há uma boa notícia neste campo.
No final da tarde desa sexta(31/10) era possível captar sinais de que uma investigação oficial sobre o golpe midiático pode estar a caminho. Cabe torcer para que isso aconteça e que ela seja feita com toda seriedade que o caso merece.
O eleitor agradece.

Justiça  Eleitoral  nega   auditoria para eleição presidencial: "Pedido (do PSDB)não é sério, diz ministro

                                   Luis Nassif Online   imagem de gaúcho
Jornal GGN - O PSDB apresentou pedido de auditoria à Justiça Eleitoral, baseado em declarações feitas nas redes sociais. A Justiça Eleitoral negou e o corregedor-geral, ministro João Otávio de Noronha, afirmou que o pedido 'não é sério'. Ele diz ser incabível o pedido e com 'potencial para arranhar a imagem do país'. 'Se os tucanos querem auditoria(ponderou o ministro), que apresentem fatos e não boatos.' 
Leia a matéria da Folha de São Paulo.
Corregedor do TSE, João Otávio de Noronha
Folha de São Paulo - sábado, 01/11/2014
Márcio Falcão, de Brasília
O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro João Otávio de Noronha, afirmou nesta sexta-feira (31) que o pedido do PSDB para uma "auditoria especial" no resultado das eleições não apresenta fatos que possam colocar em xeque o processo eleitoral.
O ministro classificou a ação protocolada nesta quinta-feira (30) pelo partido no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) de "incabível" e com potencial para arranhar a imagem do país.
O texto, assinado pelo coordenador jurídico nacional do PSDB, deputado Carlos Sampaio (SP), argumenta que, após anunciada a reeleição da presidente Dilma Rousseff, desconfianças propagadas nas redes sociais têm motivado "descrença quanto à confiabilidade da apuração dos votos e à infalibilidade da urna eletrônica".
"O que ele [coordenador jurídico] não apresenta são fatos que possam colocar em xeque o processo eleitoral. Está colocando en passant. Isso não é sério, então, não me parece razoável", afirmou o ministro.
"O problema é que não estão colocando em xeque uma ou duas urnas, mas o processo eleitoral. É incabível. Se você colocar em xeque o sistema eleitoral, aponte o fato concreto que vamos apurar", completou.
Na ação, o tucano alegou ainda que a diferença de três horas entre o encerramento da votação no Acre e os demais Estados que seguem o horário de Brasília e a margem apertada de diferença "acabaram por fomentar ainda mais as desconfianças".
Dilma foi reeleita na disputa presidencial mais acirrada desde a redemocratização do Brasil, derrotando Aécio Neves (PSDB) com 51,64% dos votos válidos (54,5 milhões de votos), ante 48,36% (51 milhões) obtidos pelo tucano.
Noronha disse que "parece grave" que a petição tenha sido protocolada na Justiça Eleitoral sem assinatura de Aécio e outros integrantes do partido.
O ministro afirmou ainda que todo o processo para depósito das urnas, com códigos e chaves, foi devidamente acompanhado, sendo que todo o sistema foi verificado e auditado.
Segundo o corregedor, as informações referentes ao processo eleitoral já estão disponíveis na internet ou serão disponibilizados ao PSDB. Noronha, no entanto, afirmou que não vê motivo para autorizar a criação de uma comissão formada por técnicos indicados pelos partidos políticos para a fiscalização de todo o processo eleitoral.
"O plenário vai discutir e deliberar, mas formar uma comissão para quê? Eles acompanharam o processo eleitoral todo", afirmou.
Sampaio afirmou que não se trata de recontagem dos votos, mas de medida para evitar que teorias de que houve fraude no processo continuem sendo alimentadas e pondo em xeque a postura adequada da Justiça Eleitoral. A ação afirma ainda que o intuito da auditoria é "dissipar quaisquer dúvidas sobre a intervenção de terceiros na regularidade do processo".