quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Dilma    na TV

Programa 20 no Horário Eleitoral: Saúde e Educação

Marina mentiu sobre CPMF     e mídia conservadora       tenta esconder

                     

Marina Silva precisa tomar cuidado para não querer ser “mais realistas que o rei”
Marina Silva foi flagrada em uma mentira ao dizer que foi a favor da CPMF
Durante ato do PT na capital paulistana, nessa última segunda(29/8), ao lado da presidenta Dilma Rousseff e do candidato petista ao governo do Estado, Alexandre Padilha, o ex-presidente Lula fez um alerta aos eleitores:
Essa semana agora é a semana das mentiras. Vocês vão ver quantas mentiras vão ser contadas na imprensa. Vocês não têm que acreditar porque todas as vezes que aparece um candidato que tenta fazer as coisas para o povo mais humilde, ele é achincalhado pela elite brasileira que não quer que a gente faça – afirmou.
Lula, falando para um público de mais de 10 mil pessoas, também rechaçou as comparações com a presidenciável Marina Silva (PSB), que foi ministra do Meio Ambiente durante o seu governo.
As pessoas dizem que a Marina é tão parecida com o Lula, tão amiga do Lula, é fundadora do PT e por que o Lula não está apoiando ela? Eu estou apoiando a Dilma e fiz a Dilma minha sucessora porque é como chamar alguém para ser padrinho dos nossos filhos. Quando vai escolher padrinho é alguém que na nossa ausência essa pessoa possa tomar conta dos nossos filhos. Quando escolhi a Dilma foi pela competência – acrescentou.
Mentiras
As falhas de Marina, porém, crescem sozinhas. No início da campanha eleitoral, durante o primeiro debate entre os presidenciáveis, na Rede Bandeirantes, Marina tentou passar a imagem de si própria que não correspondia à realidade. Disse que não fazia “oposição pela oposição”, dando como exemplo o fato de ter votado a favor da CPMF, quando seu partido – na época, o PT – era contra.
Marina, porém, mentiu e foi flagrada na mentira. Nas quatro ocasiões em que teve a oportunidade de votar em relação ao imposto do cheque, criado para financiar a saúde, a candidata do PSB/Rede Sustentabilidade votou contra. E, como tem pernas curtas, a mentira foi revelada no debate da Record, na noite do último domingo, quando a presidenta Dilma Rousseff a confrontou com dados do próprio Senado.
Flagrada em uma verdadeira ‘saia justa’, Marina soltou uma nota, na noite passada e, novamente,apelou para a mentira. Disse que foi favorável à CPMF quando o assunto tramitou numa comissão do Senado. Nesta ocasião, houve apenas uma votação simbólica e quem representou o PT foi a liderança do partido no Senado – e não Marina Silva.
Embora Marina ter sido pega na mentira, o que se transformou em um dos pontos altos do último debate e da reta final da campanha, a mídia conservadora tem feito um esforço para proteger a candidata do PSB das suas próprias falhas. Na última edição do diário conservador paulistano Folha de S. Paulo, nesta terça-feira, Marina foi vitimizada. Na manchete, ela é colocada como “alvo do PT”, enquanto o verbo mentir é trocado por contradizer. No diário conservador carioca O Globo, Marina também é vitimizada: “após ataque”, “tenta explicar posição sobre CPMF”. No Valor, jornal de propriedade cruzada entre os grupos Folha e Globo, uma nova tentativa de proteção à candidata da direita. A manchete informa que ela votou quatro vezes contra a CPMF, mas “sob orientação do PT”. Isso quando o discurso da própria Marina era justamente o de “não fazer oposição pela oposição” e de ter desafiado seu partido.
Mais mentiras
Sob a proteção da mídia conservadora, Marina seguiu em mais uma mentira, na noite passada, em Caruaru, no interior pernambucano, tentou jogar a culpa de sua mentira para a presidenta Dilma Rousseff. Disse que ela, por não conhecer os meandros do parlamento, teria “feito confusão”.
A CPMF tramita desde 1993. Entrei no Senado em 95. No processo da comissão, o senador Antônio Carlos Magalhães (DEM, já falecido) propôs um fundo de combate. Eu propus estudar medidas de combate à pobreza. Fizemos o bom combate na comissão. Aprovamos a proposta e no plenário houve mudança no texto e os recursos foram reduzidos pela metade. Aí sim votamos contrários. Fico tranquila porque sei o que fiz. Obviamente, uma pessoa como a presidente Dilma, que nunca foi vereadora, deputada, que não teve qualquer mandato político, tem uma certa dificuldade de entender o trâmite legislativo de uma proposta – alegou.
A realidade, porém, é que na comissão a que se referiu, quem se manifestou foi a liderança do PT, exercida na época por José Eduardo Dutra. E no plenário, em quatro ocasiões, a candidata votou contra a CPMF.
Voto em Dilma

                                                              
Paulo Moreira Leite, em seu blog  



Paulo Moreira Leite
Minha razão para votar em Dilma tem origem na convicção fundamental de que o dever principal do Estado e dos governantes é defender os humildes e os desprotegidos, os que não tiveram oportunidade.
Também se baseia nas melhores estatísticas, que podem ser lembradas sempre que necessário, e ajudam a entender quem fez o quê, quando, para quem.
Estou falando da distribuição de renda, para lembrar que queremos viver num Brasil de cidadãos iguais, homens e mulheres. Acredito que é preciso manter a  prioridade no emprego e no salário, no mercado interno, porque sabemos que  só progresso no bem-estar da população de baixo gera melhoras reais para o conjunto da  sociedade.
Não tenho religião mas tenho  uma fé política: creio que numa democracia todos os poderes emanam do povo. Não imagino um país de cabeça baixa, refúgio de escravos tristes e senhores de sorriso amarelo pelo excesso de esperteza.
Não acredito em contos de fada nem admiro heróis de álbum de figurinha.
Não creio num futuro de privilégios nem de favores. A hierarquia não eleva. A inferioridade incomoda.
Só a luta pela igualdade é ética.
Penso em Dilma quando tentam nos assustar com o medo ridículo de mais uma queda na Bolsa, querendo ligar o destino do país ao enriquecimento de tubarões de um cassino pobre e podre, habituados a embolsar seus lucros e transferir suas desgraças para a maioria da população.
Penso em Dilma quando vejo um candidato aparecer na TV sem conseguir — apesar de muito treinamento — disfarçar sua conversa vazia. Nada consegue dizer porque muito tem a esconder.
Penso nela quando até um ator de Hollywood,  envergonhado, sentiu-se no dever de informar que fez papel de bobo e retira o apoio a uma concorrente.
Os analistas de gabinete estão atônitos, os economistas de encomenda e os consultores milionários fogem de clientes inconformados. Faltam poucos dias para o povo ir às urnas e tudo que imaginaram,  prometeram, deu errado. Mentiram, apenas mentiram, mentiram de novo.
Apesar do massacre cotidiano, das cortinas de fumaça, das trapaças, das demonstrações de má fé, milhões de brasileiros foram capazes de compreender aonde estão seus interesses, distinguir quem zela por suas necessidades e tem disposição de lutar por elas. Não é de hoje que aprenderam o que é classe social.
Por vários caminhos, com as idéias mais exóticas, incongruentes na origem mas idênticas na finalidade, formou-se uma grande aliança para tentar fazer a roda da história andar para trás. Deu errado.
Dilma só é chamada de agressiva, e suas críticas são chamadas de ataques, porque é assim que acontece com quem desafia o coro das ideias dominantes.
Nunca os mais pobres conseguiram vencer tantos enganos, tantas ilusões.
Nunca tiveram a mesma oportunidade de arrumar o país para ficar um pouco do seu jeito, onde possam fazer valer sua vontade e serem tratados com dignidade.
Nunca foi tão necessário derrotar o preconceito, a ideologia nefasta dos senhores de sempre, o pensamento conservador do eterno obscurantismo — marcas daquilo que muitos anos atrás nosso maior poeta do século XX chamou de mundo caduco.
Em meio a tanta dificuldade, tanta injustiça, tanta mudança a ser feita, vivemos num país onde 94% dos favelados dizem que estão felizes com a vida que levam.
Por isso, voto e peço voto em Dilma.

Como  a história desenha 


pensamento dos líderes


 Fernando Brito                        
gelula
De Nílson Lage, sobre a matéria do Folha  em que Lula diz que, após ler a biografia de Getúlio Vargas,  que ficou “assustado como um setor da imprensa brasileira e da elite tratavam o Getúlio. Se vocês leem a biografia, vocês têm a impressão que é hoje que está acontecendo”:
“Acredito que, enfim, nessa campanha, Lula e pelo menos parte significativa do PT assumem conscientemente o papel de herdeiros do trabalhismo brasileiro, forma própria de gestão que se apoia no pragmatismo e na tradição positivista de Getúlio Vargas, preservando o duplo compromisso com os trabalhadores e com a Pátria, sem o viés étnico dos nacionalismos europeus. 
Trata-se de um passo importante porque o partido, na sua origem, foi tolerado como “novo trabalhismo” formado em “modernas estruturas de produção transnacionais”, com forte matriz católica e, portanto, capaz de “confrontar o populismo e o comunismo” que, na visão de Goibery, fundiam-se no velho PTB de Jango e Brizola.
É exatamente o que a elite paulista não queria.”
Concordo, em gênero, número , grau e experiência de vida política, com o diagnóstico de Lage.
Mas também tenho dito aqui que, por essa origem, o PT sempre foi contaminado por duas distorções, que lhe cobraram alto preço.
A primeira, um “purismo” que é, em si, a apropriação da ideia de ética como um valor pequeno-burguês,  alinhado única e exclusivamente ao comportamento individual, o que abandona a dimensão social e política da ética, e reduz este conceito apenas a um paupérrimo significado moral.
O  comportamento “ético” pessoal – embora seja de minha formação, índole e convicção – é inútil e até hipócrita quando tergiversa diante do necessário à construção de uma sociedade onde não se viole o significado real da ética que é o de conduzir ao que serve ao bem-estar, à felicidade e à igualdade entre os seres humanos em sua vida coletiva.
Vou traduzir isso de maneira simples: o “tenho jatinho porque posso” de Tasso Jereissati ou “eu tenho direito ao meu Rolex” do assalto a Luciano Huck não podem ser considerados imorais ou violações de uma imaginária “ética pessoal” mas são cruelmente antiéticos quando se trata de pessoas que desempenham, na política e na mídia, papéis sociais em  uma comunidade miserável, a mesma que lhes deu avião e relógio, como dera os talheres de prata ao Bispo Myriel, os quais Jean Valjean furta em Os Miseráveis.
O segundo viés petista, que Lage admite agora estar sendo corrigido  é o de um certo economicismo, crendo que a simples elevação do padrão de vida dos trabalhadores os conduziriam, sem contradições, a um alinhamento político invencível.
De alguma forma, este pensamento se assemelha ao do “sindicalismo de resultados” que gerou a Força Sindical, de Paulinho (que hoje já dispensa comentários) e à indevida apropriação neoliberal dos versos de Go Back, do Torquato Neto: “só quero saber do que pode dar certo/não tenho tempo a perder”.
O polêmico professor de Filosofia Renato Janine Ribeiro, da USP, numa entrevista ao Brasil Econômico, outro dia, fez um resumo cru disto:
“Vocês não se escandalizam com o fenômeno da fome?”. O jornal espanhol “El País” publicou um artigo sobre a busca do governo pelos chamados “brasileiros invisíveis”. Pessoas extremamente difíceis de localizar, que muitas vezes não têm documentos, e que poderiam ser incluídas no Bolsa Família, mas que não têm acesso porque estão muito, muito invisíveis para o Estado. Isso é um empreendimento ético de primeira grandeza. E olha que “El País” é um jornal simpático ao tucanato, não gosta do PT. Quando li esse artigo, me perguntei: “Como é que o PT não usa esse tema na campanha?”. O PT priorizou a inclusão pelo consumo, o que tem inúmeras vantagens. Uma delas é a de que havia uma demanda reprimida de gente que queria comprar, e não podia. E esse consumo represado era de coisas essenciais, como comida, geladeira… Depois veio, por extensão, o consumo de itens menos essenciais — maquiagem, roupas melhores. Mas o PT não politizou essa inclusão pelo consumo e isso levou boa parte dos beneficiários a acreditar que eles não devem nada às políticas públicas. Uma parte até vai votar em outros candidatos porque não sente que deve ao PT esse acesso ao consumo — pensa que é graças ao esforço individual deles. Os beneficiários nem cogitam que, se a economia estivesse em recessão prolongada, eles ainda estariam na miséria”.
O segundo mandato de Dilma, caso se confirme, terá de ter esta politização, porque não se deve duvidar nem por um instante que o Brasil não vá sofrer, em escala ainda mais intensa, o ataque que passou a sofrer desde que, com o salto obtido durante a crise de 2008, tornou-se um “player” mundial.
Eu espero – e a esta altura, como Nílson Lage, já até creio – que Dilma e Lula (mais ela do que ele, aliás) não acreditem que esta campanha política vá terminar no dia da eleição de primeiro ou de segundo turno. Ela seguirá a cada dia – o seguinte às eleições, inclusive – até que o Brasil renove suas instituições políticas, partidárias e da comunicação e, com elas, um novo sentido de representação.
O que parece antevisto, na declaração que fez Dilma na entrevista aos blogueiros: “Terei um embate (político) mais sistemático; não serei mais tão bem comportada; me levaram para um outro caminho, que não era o que eu queria
Ninguém quer, mas o próprio estancieiro e positivista Vargas, ao se converter em símbolo da afirmação do Brasil como Nação chegou ao 1° de Maio de 1954 com o discurso que talvez não quisesse, mas que lhe brotou consciência de  estar abrindo um país ao futuro:
“ Não me perdoam os que me queriam ver insensível diante dos fracos e injusto com os humildes. Continuo, entretanto, ao vosso lado. Mas a minha tarefa está terminando e a vossa apenas começa. O que já obtivestes ainda não é tudo. Resta ainda conquistar a plenitude dos direitos que vos são devidos e a satisfação das reivindicações impostas pelas necessidades.Tendes de prosseguir na vossa luta para que não seja malbaratado o nosso esforço comum de mais de 20 anos no sentido da reforma social, mas, ao contrário, para que esta seja consolidada e aperfeiçoada.
Para isso não cabe nenhuma hesitação na escolha do caminho que se abre à vossa frente. Não tendes armas, nem tesouros, nem contais comas influências ocultas que movem os grandes interesses. Para vencer os obstáculos e reduzir as resistências, é preciso unir-vos e organizar-vos. União e Organização devem ser o vosso lema.
Há um direito de que ninguém vos pode privar, o direito do voto. E pelo voto podeis não só defender os vossos interesses como influir nos próprios destinos da nação. Como cidadãos, a vossa vontade pesará nas urnas. Como classe, podeis imprimir ao vosso sufrágio a força decisória do número. Constituís a maioria. Hoje estais com o governo. Amanhã sereis o governo.
 Não deveis esperar que os mais afortunados se compadeçam de vós, que sois os mais necessitados. Deveis apertar a mão da solidariedade, e não estender a mão à caridade.Trabalhadores, meus amigos, com a consciência da vossa força, coma união das vossas vontades e com a justiça da vossa causa, nada vos poderá deter.”
Este pedaço (imenso) do “populista” Vargas por muito tempo foi desprezado , talvez porque seja da perversa tradição brasileira sonegar ao povo a sua própria história.


Ibope: favoritismo de Dilma é o maior       desde julho

JOSE ROBERTO DE TOLEDO                       

                           

A cinco dias do primeiro turno, Dilma Rousseff (PT) nunca foi tão favorita na corrida eleitoral – pelo menos aos olhos do eleitor. Segundo o Ibope, subiu de 52% para 58% a proporção de brasileiros que acham que a presidente será reeleita. Essa é a maior taxa desde que o instituto começou a fazer essa pergunta, em meados de julho. Ainda mais significativo: o favoritismo de Dilma cresceu mais entre os eleitores dos adversários.
Entre quem vota em Aécio Neves (PSDB), subiu para 36% os que acham que a petista será a vencedora – depois de esse percentual ficar estável em torno de 28% desde o fim de agosto. Já entre os eleitores de Marina Silva (PSB), a taxa de favoritismo de Dilma cresceu de 24% para 31% em apenas uma semana. Entre os eleitores que votam na presidente, a taxa oscilou de 91% para 92%.
A contrapartida do aumento do favoritismo de Dilma foi que Marina se tornou menos viável aos olhos do total do eleitorado. Há uma semana, 26% achavam que a candidata do PSB seria a próxima presidente. Hoje, só 20%. Aécio nunca chegou a empolgar: continua sendo favorito apenas para 10% do eleitorado total.
A diminuição da esperança de eleger seu candidato costuma ter impacto na decisão de voto do eleitor. Isso ajuda a explicar a curva declinante das intenções de voto em Marina. Ao perder seu favoritismo, a candidata do PSB perdeu o voto útil daqueles eleitores que viam nela uma chance maior de derrotar Dilma.
Como Aécio tampouco é visto como uma opção viável, nem mesmo pela maioria do eleitorado oposicionista, ele tem dificuldade para cooptar quem abandona a canoa de Marina. Uma parte foi para Dilma e outra parte voltou para o time dos indecisos. É possível que esse eleitor que se desiludiu com as chances de Marina e está sem candidato acabe migrando para o tucano na última hora.
Por isso, não é improvável que Aécio cresça no final e chegue ao dia da votação disputando a vaga no segundo turno com Marina. Se nada alterar as tendências verificadas até agora – o que não é pouco em uma eleição como essa -, uma projeção das curvas de votos de Aécio e Marina feita pelo Ibope indica que elas devem se encontrar na madrugada de 5 de outubro, o dia da eleição.
Gilmar Mendes deverá suspender direito de resposta contra revista Veja, garantido no TSE ao PT      


                                 Luis Nassif Online imagem de Ivan de Union

Jornal GGN – A Editora Abril foi ao Supremo Tribunal Federal (STF), ajuizando reclamação que questiona o direito de resposta assegurado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra reportagem publicada na revista Veja. A reclamação está nas mãos do ministro Gilmar Mendes e nela o pedido de suspensão imediata do processo no TSE e que seja cassada a decisão.
A editora alega que o TSE contrariou decisões do STF proferidas no julgamento sobre a Lei das Eleições e a Lei de Imprensa, nas quais “foi assegurada a liberdade de expressão, mesmo em período eleitoral”.
O TSE assegurou à Coligação Com a Força do Povo que responda reportagem publicada na revista sob o título “PT sob chantagem”. A Abril alega que a decisão do TSE foi fundamentada “no alegado excesso de crítica jornalística” o que, no entendimento da editora, configura “cerceamento à liberdade de expressão e ao livre exercício da crítica jornalística”.
“É inegável que se trata de material jornalístico, cuja atividade de imprensa, garantida constitucionalmente, não fica sobrestada no período eleitoral, como declarado pelo STF, no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4451, cujo objeto era exatamente a Lei Eleitoral”, afirma o pedido. A reclamação menciona ainda o julgamento da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 130, processo no qual o STF julgou não recepcionada pela Constituição Federal a Lei de Imprensa (Lei 5.250/1967).
A reclamação diz ainda que a reportagem na Veja partiu “de fatos apurados em investigações oficiais conduzidas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público”.

Sem militância na rede, Aécio usa “robôs”             indianos e sul-coreanos
             Blog da Cidadania por Eduardo Guimarães

 A “virada” de Dilma Rousseff nas pesquisas de intenção de voto tem várias razões, muitas das quais oferecidas pelos próprios adversários, sobretudo por Marina Silva e suas contradições, idas e vindas, discursos dúbios e alianças esdrúxulas. Contudo, por certo a militância petista na internet pode se arrogar grande parte desse mérito.
De meados de agosto em diante, uma certa apatia que vicejava entre essa militância, tanto nas ruas quanto na rede, foi cedendo espaço a forte engajamento de centenas de milhares de filiados e não-filiados do PT que passaram a enfrentar a avalanche pró Marina e Aécio Neves na grande mídia.
A força do PT na internet ou nas ruas tem razão de ser. Segundo a Justiça Eleitoral, o PT é o segundo partido com mais filiados no país. Porém, em termos de engajamento desses militantes, é, de longe, o primeiro.
Oficialmente, o PMDB é o partido com o maior número de filiados, com 2,3 milhões de inscritos (15,36% do total de filiados a partidos políticos no país). E, conforme dados divulgados em abril pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em seguida vem o PT, com 1,5 milhão de filiados (10,37% do total).
Vale dizer que o Brasil tem, ao todo, 15.329.230 de cidadãos filiados a partidos políticos.
O PMDB tem mais filiados porque, por muito tempo, foi um dos dois únicos partidos tolerados pela ditadura militar – o do governo (Arena) e o de oposição (MDB). É o partido político mais antigo do Brasil. Sob o nome de Movimento Democrático Brasileiro (MDB), foi fundado dois anos após o golpe de 1964 – em 1966. Já o PT, foi fundado 14 anos depois – em 1980.
O caráter aguerrido da militância do PT é histórico e nem os inimigos do partido negam tal caráter. Com o advento da internet e a popularização da rede no Brasil a partir do início do século XXI, a militância massiva das ruas tornou-se muito mais eficiente.
No início da campanha eleitoral deste ano, Marina, cuja militância na rede e nas ruas é insipiente, espalhou que o PT havia contratado militantes pagos para atuar na internet. Contudo, essa versão jamais foi comprovada. Até porque, o PT não precisa pagar militantes tendo tantos que trabalham espontaneamente, muitas vezes tirando dinheiro do bolso para militar.
Palavras de Marina: “Eles [o PT] têm milhares de pessoas pagas nas redes sociais para mentir. É um verdadeiro mensalete”. E, depois, ela se queixa de ser alvo de virulência dos adversários. Faz uma acusação dessas e não apresenta uma só prova. E quando o PT revida, Marina se faz de vítima.
Mas há candidatos usando militância paga, sim. O campeão é o PSDB. Mas esse uso de militantes pagos tem se resumido a eventos de rua, carreatas, comícios etc. Na rede, estudos recentes mostram que os tucanos preferem usar “robôs”.
O estudo mais recente foi feito pelo Laboratório de Estudos Sobre Imagem e Cibercultura (Labic), (aqui) da Universidade Federal do Espírito Santo. O campo de estudo escolhido pelo Labic foi o debate entre candidatos a presidente levado ao ar no domingo, pela TV Record.
O Laboratório da UFES passou a monitorar desde a tarde do último domingo as menções na internet aos candidatos Dilma Rousseff, Marina Silva e Aécio Neves. O gráfico abaixo mostra um dado surpreendente – mas não tanto – que o Labic apurou.
Como se vê, desde as 16 horas do último domingo até o fim do debate na Record (por volta dos 45 minutos da madrugada de segunda-feira), as menções a Marina e a Dilma nas redes sociais se mantiveram, subindo levemente durante o início do debate. Já no caso de Aécio, as menções ao seu nome subiram abruptamente pouco antes do debate.
Pesquisando um pouco mais, descobre-se por que isso aconteceu. E que aconteceu porque o PSDB usa “robôs” – programas que simulam comentários humanos nas redes sociais – para suprir a falta de militantes, que sobram a Dilma e que Marina tampouco têm. Por conta disso, no gráfico acima o leitor percebe que fora do horário do debate da Record Aécio era bem menos mencionado nas redes sociais.
Faça-se Justiça a Marina: o estudo mostra que ela não usou os mesmos recursos de Aécio.
O mais surpreendente, porém, foi a descoberta de um estudo independente que mostra mais provas de que Aécio usa fraudes para suprir a falta de militância de seu partido. Esse estudo foi feito por um cineasta mineiro.
Esse cineasta produziu um documentário intitulado Gagged in Brazil (Amordaçado no Brasil).  Trata-se de Daniel Florêncio, cineasta mineiro radicado em Londres.  Ele produziu esse comentário para a Current TV, do ex-vice-presidente norte-americano Al Gore.
O documentário mostra como o então governador de Minas Gerais Aécio Neves utilizou meios de comunicação comerciais do Estado para promover a sua imagem e calar adversários. Daniel Florêncio utiliza trechos do filme “Liberdade, Essa Palavra”, sobre o mesmo tema, realizado em 2006 como trabalho de conclusão de curso do então estudante de jornalismo da UFMG, Marcelo Baeta.
Florêncio descobriu que Aécio mandou fazer um vídeo para se contrapor ao documentário “Liberdade, Essa Palavra”. O título do documentário tucano: “Aécio Neves responde a Liberdade, Essa Palavra”.
O cineasta mineiro ficou intrigado porque o documentário-resposta do tucano em pouco tempo conseguiu cerca de 50 mil visualizações no You Tube. Assim, decidiu verificar as estatísticas que todo vídeo postado nessa rede social tem e que possibilitam saber quantos assistiram, quando assistiram e de onde são os que assistiram.
Como se vê, praticamente todas as visualizações ocorreram em duas datas específicas: outubro de 2009 e março de 2010.
Não satisfeito, Florêncio decidiu pesquisar de onde eram aqueles internautas que acorreram maciçamente ao documentário-resposta do tucano nas duas datas supracitadas e descobriu que praticamente todos os que assistiram ao vídeo eram da Índia e da Coreia do Sul… (?!!).

Isso mesmo, muito mais indianos e sul-coreanos se interessam por Aécio do que brasileiros.
Eis um dado interessantíssimo sobre o desempenho de Aécio Neves nesta campanha eleitoral. Apesar de tanto dinheiro para formular fraudes, apesar de todo o apoio da mídia e dos bancos, ele não consegue mais do que um pífio terceiro lugar na corrida pela sucessão de Dilma. Dá vontade de torcer para que substitua Marina no 2º turno, se houver.
Assista, abaixo, ao vídeo explicativo de Daniel Florêncio sobre as fraudes marqueteiras de Aécio...