quarta-feira, 1 de outubro de 2014



Ibope: favoritismo de Dilma é o maior       desde julho

JOSE ROBERTO DE TOLEDO                       

                           

A cinco dias do primeiro turno, Dilma Rousseff (PT) nunca foi tão favorita na corrida eleitoral – pelo menos aos olhos do eleitor. Segundo o Ibope, subiu de 52% para 58% a proporção de brasileiros que acham que a presidente será reeleita. Essa é a maior taxa desde que o instituto começou a fazer essa pergunta, em meados de julho. Ainda mais significativo: o favoritismo de Dilma cresceu mais entre os eleitores dos adversários.
Entre quem vota em Aécio Neves (PSDB), subiu para 36% os que acham que a petista será a vencedora – depois de esse percentual ficar estável em torno de 28% desde o fim de agosto. Já entre os eleitores de Marina Silva (PSB), a taxa de favoritismo de Dilma cresceu de 24% para 31% em apenas uma semana. Entre os eleitores que votam na presidente, a taxa oscilou de 91% para 92%.
A contrapartida do aumento do favoritismo de Dilma foi que Marina se tornou menos viável aos olhos do total do eleitorado. Há uma semana, 26% achavam que a candidata do PSB seria a próxima presidente. Hoje, só 20%. Aécio nunca chegou a empolgar: continua sendo favorito apenas para 10% do eleitorado total.
A diminuição da esperança de eleger seu candidato costuma ter impacto na decisão de voto do eleitor. Isso ajuda a explicar a curva declinante das intenções de voto em Marina. Ao perder seu favoritismo, a candidata do PSB perdeu o voto útil daqueles eleitores que viam nela uma chance maior de derrotar Dilma.
Como Aécio tampouco é visto como uma opção viável, nem mesmo pela maioria do eleitorado oposicionista, ele tem dificuldade para cooptar quem abandona a canoa de Marina. Uma parte foi para Dilma e outra parte voltou para o time dos indecisos. É possível que esse eleitor que se desiludiu com as chances de Marina e está sem candidato acabe migrando para o tucano na última hora.
Por isso, não é improvável que Aécio cresça no final e chegue ao dia da votação disputando a vaga no segundo turno com Marina. Se nada alterar as tendências verificadas até agora – o que não é pouco em uma eleição como essa -, uma projeção das curvas de votos de Aécio e Marina feita pelo Ibope indica que elas devem se encontrar na madrugada de 5 de outubro, o dia da eleição.
Gilmar Mendes deverá suspender direito de resposta contra revista Veja, garantido no TSE ao PT      


                                 Luis Nassif Online imagem de Ivan de Union

Jornal GGN – A Editora Abril foi ao Supremo Tribunal Federal (STF), ajuizando reclamação que questiona o direito de resposta assegurado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra reportagem publicada na revista Veja. A reclamação está nas mãos do ministro Gilmar Mendes e nela o pedido de suspensão imediata do processo no TSE e que seja cassada a decisão.
A editora alega que o TSE contrariou decisões do STF proferidas no julgamento sobre a Lei das Eleições e a Lei de Imprensa, nas quais “foi assegurada a liberdade de expressão, mesmo em período eleitoral”.
O TSE assegurou à Coligação Com a Força do Povo que responda reportagem publicada na revista sob o título “PT sob chantagem”. A Abril alega que a decisão do TSE foi fundamentada “no alegado excesso de crítica jornalística” o que, no entendimento da editora, configura “cerceamento à liberdade de expressão e ao livre exercício da crítica jornalística”.
“É inegável que se trata de material jornalístico, cuja atividade de imprensa, garantida constitucionalmente, não fica sobrestada no período eleitoral, como declarado pelo STF, no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4451, cujo objeto era exatamente a Lei Eleitoral”, afirma o pedido. A reclamação menciona ainda o julgamento da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 130, processo no qual o STF julgou não recepcionada pela Constituição Federal a Lei de Imprensa (Lei 5.250/1967).
A reclamação diz ainda que a reportagem na Veja partiu “de fatos apurados em investigações oficiais conduzidas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público”.

Sem militância na rede, Aécio usa “robôs”             indianos e sul-coreanos
             Blog da Cidadania por Eduardo Guimarães

 A “virada” de Dilma Rousseff nas pesquisas de intenção de voto tem várias razões, muitas das quais oferecidas pelos próprios adversários, sobretudo por Marina Silva e suas contradições, idas e vindas, discursos dúbios e alianças esdrúxulas. Contudo, por certo a militância petista na internet pode se arrogar grande parte desse mérito.
De meados de agosto em diante, uma certa apatia que vicejava entre essa militância, tanto nas ruas quanto na rede, foi cedendo espaço a forte engajamento de centenas de milhares de filiados e não-filiados do PT que passaram a enfrentar a avalanche pró Marina e Aécio Neves na grande mídia.
A força do PT na internet ou nas ruas tem razão de ser. Segundo a Justiça Eleitoral, o PT é o segundo partido com mais filiados no país. Porém, em termos de engajamento desses militantes, é, de longe, o primeiro.
Oficialmente, o PMDB é o partido com o maior número de filiados, com 2,3 milhões de inscritos (15,36% do total de filiados a partidos políticos no país). E, conforme dados divulgados em abril pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em seguida vem o PT, com 1,5 milhão de filiados (10,37% do total).
Vale dizer que o Brasil tem, ao todo, 15.329.230 de cidadãos filiados a partidos políticos.
O PMDB tem mais filiados porque, por muito tempo, foi um dos dois únicos partidos tolerados pela ditadura militar – o do governo (Arena) e o de oposição (MDB). É o partido político mais antigo do Brasil. Sob o nome de Movimento Democrático Brasileiro (MDB), foi fundado dois anos após o golpe de 1964 – em 1966. Já o PT, foi fundado 14 anos depois – em 1980.
O caráter aguerrido da militância do PT é histórico e nem os inimigos do partido negam tal caráter. Com o advento da internet e a popularização da rede no Brasil a partir do início do século XXI, a militância massiva das ruas tornou-se muito mais eficiente.
No início da campanha eleitoral deste ano, Marina, cuja militância na rede e nas ruas é insipiente, espalhou que o PT havia contratado militantes pagos para atuar na internet. Contudo, essa versão jamais foi comprovada. Até porque, o PT não precisa pagar militantes tendo tantos que trabalham espontaneamente, muitas vezes tirando dinheiro do bolso para militar.
Palavras de Marina: “Eles [o PT] têm milhares de pessoas pagas nas redes sociais para mentir. É um verdadeiro mensalete”. E, depois, ela se queixa de ser alvo de virulência dos adversários. Faz uma acusação dessas e não apresenta uma só prova. E quando o PT revida, Marina se faz de vítima.
Mas há candidatos usando militância paga, sim. O campeão é o PSDB. Mas esse uso de militantes pagos tem se resumido a eventos de rua, carreatas, comícios etc. Na rede, estudos recentes mostram que os tucanos preferem usar “robôs”.
O estudo mais recente foi feito pelo Laboratório de Estudos Sobre Imagem e Cibercultura (Labic), (aqui) da Universidade Federal do Espírito Santo. O campo de estudo escolhido pelo Labic foi o debate entre candidatos a presidente levado ao ar no domingo, pela TV Record.
O Laboratório da UFES passou a monitorar desde a tarde do último domingo as menções na internet aos candidatos Dilma Rousseff, Marina Silva e Aécio Neves. O gráfico abaixo mostra um dado surpreendente – mas não tanto – que o Labic apurou.
Como se vê, desde as 16 horas do último domingo até o fim do debate na Record (por volta dos 45 minutos da madrugada de segunda-feira), as menções a Marina e a Dilma nas redes sociais se mantiveram, subindo levemente durante o início do debate. Já no caso de Aécio, as menções ao seu nome subiram abruptamente pouco antes do debate.
Pesquisando um pouco mais, descobre-se por que isso aconteceu. E que aconteceu porque o PSDB usa “robôs” – programas que simulam comentários humanos nas redes sociais – para suprir a falta de militantes, que sobram a Dilma e que Marina tampouco têm. Por conta disso, no gráfico acima o leitor percebe que fora do horário do debate da Record Aécio era bem menos mencionado nas redes sociais.
Faça-se Justiça a Marina: o estudo mostra que ela não usou os mesmos recursos de Aécio.
O mais surpreendente, porém, foi a descoberta de um estudo independente que mostra mais provas de que Aécio usa fraudes para suprir a falta de militância de seu partido. Esse estudo foi feito por um cineasta mineiro.
Esse cineasta produziu um documentário intitulado Gagged in Brazil (Amordaçado no Brasil).  Trata-se de Daniel Florêncio, cineasta mineiro radicado em Londres.  Ele produziu esse comentário para a Current TV, do ex-vice-presidente norte-americano Al Gore.
O documentário mostra como o então governador de Minas Gerais Aécio Neves utilizou meios de comunicação comerciais do Estado para promover a sua imagem e calar adversários. Daniel Florêncio utiliza trechos do filme “Liberdade, Essa Palavra”, sobre o mesmo tema, realizado em 2006 como trabalho de conclusão de curso do então estudante de jornalismo da UFMG, Marcelo Baeta.
Florêncio descobriu que Aécio mandou fazer um vídeo para se contrapor ao documentário “Liberdade, Essa Palavra”. O título do documentário tucano: “Aécio Neves responde a Liberdade, Essa Palavra”.
O cineasta mineiro ficou intrigado porque o documentário-resposta do tucano em pouco tempo conseguiu cerca de 50 mil visualizações no You Tube. Assim, decidiu verificar as estatísticas que todo vídeo postado nessa rede social tem e que possibilitam saber quantos assistiram, quando assistiram e de onde são os que assistiram.
Como se vê, praticamente todas as visualizações ocorreram em duas datas específicas: outubro de 2009 e março de 2010.
Não satisfeito, Florêncio decidiu pesquisar de onde eram aqueles internautas que acorreram maciçamente ao documentário-resposta do tucano nas duas datas supracitadas e descobriu que praticamente todos os que assistiram ao vídeo eram da Índia e da Coreia do Sul… (?!!).

Isso mesmo, muito mais indianos e sul-coreanos se interessam por Aécio do que brasileiros.
Eis um dado interessantíssimo sobre o desempenho de Aécio Neves nesta campanha eleitoral. Apesar de tanto dinheiro para formular fraudes, apesar de todo o apoio da mídia e dos bancos, ele não consegue mais do que um pífio terceiro lugar na corrida pela sucessão de Dilma. Dá vontade de torcer para que substitua Marina no 2º turno, se houver.
Assista, abaixo, ao vídeo explicativo de Daniel Florêncio sobre as fraudes marqueteiras de Aécio...

terça-feira, 30 de setembro de 2014


Sabe quanto a “picaretagem de mercado” 


ganha com a Petrobras? 


Paulo Roberto Costa é “fichinha”


Fernando Brito                      
petrobras
Todo dia você lê que a Petrobras “perdeu X bilhões de valor de mercado”, não é?
Não perdeu coisa nenhuma, porque só perderia se a empresa fosse vendida.Isso é usado como argumento contra a mais importante empresa brasileira que é, aliás, propriedade do nosso povo.
Mas suas ações perdem, sim.
Pois se você quer saber como isto envolve uma onda de “espertezas” que não merece outro nome além de criminosa, leia a matéria do insuspeito site Infomoney, especialista em “cantar a pedra” de quedas na Bovespa com as pesquisas que revelam o favoritismo de Dilma.
“Investidor que aplicou R$ 1.000 em opções de venda de Petrobras no início de setembro e vendeu hoje viu seu dinheiro virar R$ 11.240, sem considerar os custos da operação”
E a matéria discorre como os “iluminados” que compraram “opções” das ações da petroleira estão rindo de orelha a orelha, com lucros de 200 ou até 300% com a queda vertiginosa que as explorações políticas das pesquisas eleitorais provocam nestes papéis, que vinha subisndo consistentemente desde o início do ano, com as boas perspectivas da empresa e do pré-sal.
Nem traficante de drogas ganha tanto, em tão pouco tempo.
Não preciso dizer que, nos Estados Unidos, um movimento deste tipo em ações das grandes empresas americanas teria, a esta altura, posto gente na cadeia.
Entre ADRs (“vale-papel” pelas ações da Petrobras que FHC vendeu na Bolsa de NY) e ações preferenciais e ordinárias, o movimento médio diário da Petrobras na Bolsa anda na casa de US$ 1,5 bilhão.
Sentiu o tamanho da “brincadeira”?
Paulo Roberto Costa é 'trocado'...
Dilma a perigo...



DataCaf: Dilma a 2 pontos do 1° turno                             

Até domingo a Bláblá afunda que nem a P-36
Sugestão do amigo navegante Alon


DataCaf de terça (30), da boca do forno:

Dilma Rousseff 40

Bláblárina 24

Aécio 18

Se houver segundo turno – hipótese cada vez mais remota:

Dilma 46.

Candidata contra (aqui) o pré-sal 40


Em tempo: lembra, amigo navegante, quando Ataulfo (no ABC) dizia que tempo de tevê (aqui) é irrelevante?

A Bláblá gostaria de ter uma conversinha com ele.


(Paulo Henrique Amorim)



E Levy virou herói de 


Lobão e da direita 


brasileira

Paulo Nogueira                 

                              Levy Rules
Levy Rules
Fidelix rules!!
Assim reagiu no Twitter Lobão à diarreia homofóbica de Levy Fidelix no debate da Record.
Numa tradução livre, Fidelix brilhou.
Você pensa que Lobão não pode ser mais obtuso, mas ele sempre surpreende e encontra novos limites para a estupidez e o reacionarismo.
Lobão é uma amostra expressiva de como a direita respondeu a Fidelix. Com embevecimento diante de alguém que disse verdades à “ditadura gayzista”, um herói que ousou desafiar o pensamento “politicamente correto”.
Levy Fidelix, o candidato que era uma piada até virar uma infâmia, é, hoje, um ídolo da direita brasileira. Isso mostra o panorama desolador do conservadorismo nacional.
Roger Moreira, também no Twitter, admirou a coragem de Fidelix. Quer dizer: Fidelix não foi vulgar, não foi obsceno, não foi idiota. Foi, para Roger, um exemplo de bravura.
Outro reacionário notório, Reinaldo Azevedo, torturou o jornalismo e a língua portuguesa ao falar sobre o caso. Ele se referiu a uma “suposta” homofobia.
Portanto, no Planeta Azevedo, podemos discutir se as palavras de Fidelix foram – ou não – homofóbicas. Há sempre a possibilidade, segundo esta ótica peculiar, de que Fidelix tenha elogiado os homossexuais ao dizer que eles têm que se tratar, mas longe de nós.
O cuidado extremo com que Azevedo se referiu a Fidelix só vale, naturalmente, para a direita.
Dias antes, eles escrevera, a propósito do caso Petrobras, que o delator REVELARA – ele usou maiúsculas – coisas terríveis contra Dilma.
O delator não afirmou, não disse. Ele REVELOU. No Planeta Azevedo, acusações contra adversários de seus patrões não são acusações. São REVELAÇÕES. Você pula a etapa da investigação, da defesa, da exibição de provas, se as houver, e da decisão da justiça.
Importante: isto para os inimigos.
Dias atrás, o jornalista Ricardo Kotscho escreveu que a origem da raiva de Roberto Civita contra Lula reside na diminuição da publicidade do governo federal para a Abril.
Está errado dizer, segundo o jornalismo decente, que Kotscho REVELOU. O certo é registrar que Kotscho “afirmou”.
Mas, sejam quais sejam as origens do ódio da Veja a Lula, o fato é que o jornalismo decente deixou de valer faz muito tempo para a revista, substituído por uma patética panfletagem sem nenhuma credibilidade senão para um público limitado de analfabetos políticos.
No caso de Fidelix, outro argumento da direita em favor do seu bestialógico recorre à liberdade de expressão, como se você pudesse dizer qualquer coisa e invocá-la.
Em maiúsculas, como Azevedo, Malafaia congratulou Fidelix no Twitter. “PARABÉNS, LEVY FIDELIX, POR VOCÊ FALAR O QUE PENSA. ESTAMOS EM UMA SOCIEDADE LIVRE. O ATIVISMO GAY QUER IMPLANTAR A DITADURA DA OPINIÃO! VALEU!”
Bom, pelo menos parece que Mafalaia saiu da fase da “ditadura bolivariana” para admitir que vivemos numa “sociedade livre”.
Há regras para a liberdade de expressão, como para tudo. Nos dias de hoje, por exemplo, caso alguém em solo americano se manifeste publicamente a favor dos Estados Islâmicos irá, rapidamente, para a cadeia.
Um juiz americano colocou isso de forma didática. Imagine um teatro lotado. Se alguém gritar “fogo”, pode gerar um pânico que leve a mortes. É inútil invocar depois, na justiça, a liberdade de expressão para poder gritar “fogo”.
Por mais que os conservadores queiram, Levy Fidelix não foi destemido, não foi iconoclasta, não foi brilhante.
Foi apenas sem noção, ou, para quem gosta de definições mais diretas, um perfeito idiota.
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Paulo Nogueira
O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.