terça-feira, 30 de setembro de 2014

Marina cai mais e fica perto do limite da 

margem de erro sobre Aécio. E Dilma

folga no 2° turno

                                                          
Fernando Brito  
datanovissima
Saiu por volta das 19 horas desta terça o resultado do Datafolha.
Dilma Rousseff, que tinha 40% na última pesquisa, manteve os mesmos 40%, ou  45% dos votos válidos.
Marina Silva, que tinha 27% baixou mais, para 25 %, o que reduz para  28% sua proporção nos votos válidos.
E Aécio Neves, que registrou 18% no levantamento passado, tem agora 20 %, ou  22% dos votos válidos.
Como este blog vem deixando claro em suas análises,  Marina acentua sua tendência de queda.
Foram 3 pontos em oito dias e, agora,  2 pontos em apenas quatro dias.
Isso, mais que o crescimento de Aécio Neves, pode retirá-la de um possível segundo turno.
Se houver segundo turno, pois Dilma está próxima dos 50% dos votos válidos que lhe assegurariam liquidar a eleição no primeiro turno.
Ela abre mais vantagem sobre Marina (49 a 41%, ante 47 a 43% na pesquisa anterior) e  50 a 41% sobre Aécio.
Dificilmente o Ibope, cujos resultados saem daqui a pouco, vão registrar uma queda menor de Marina, porque, ao contrário do Datafolha, não havia registrado seu descenso na pesquisa anterior.
Deram-lhe 29 pontos e dificilmente poderão deixá-la acima dos 25, agora.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014


PSB-Marina Silva: noivado
mal-arranjado que nenhum
dos nubentes desejava        


Wanderley Guilherme dos Santos  

                
A candidata  a  presidente   Marina Silva  não    tem  partido   e   o  Partido Socialista Brasileiro não tem candidato. A morte de Eduardo Campos subverteu a hierarquia da coalizão (proto-Rede e PSB)   impondo   um noivado   em que    nenhum dos nubentes escolheria voluntariamente o outro.     Certamente,    Marina    Silva   nunca  foi uma socialista e nem o Partido Socialista Brasileiro  teria imaginado   apoiar a hegemonia de um banco na Presidência da República.    O pacto eleitoral   que  servia  a Eduardo Campos e ao carona Rede passou a acorrentar mutuamente Marina  Silva e o   Partido Socialista Brasileiro.

Candidata a vice-presidência, Marina podia difundir o Rede, continuando a apologia de uma política de princípios inegociáveis, enquanto cabia a Eduardo Campos conduzir a campanha de acordos eleitorais conforme a conveniência. Eventuais vetos de Marina, como a recusa de participar da campanha em São Paulo, oficialmente em virtude de oposição ao PSDB de Geraldo Alkmin, ratificavam a aura da imaculada candidata a vice. Perdendo a eleição sairia dela pura como entrara, levando na algibeira uma possível bancada parlamentar de marineiros. Se vencedora, continuaria com maior rigor a vigilância de superego à sombra da coligação, permanecendo Eduardo Campos responsável pelos inevitáveis acordos de governabilidade. Faria seu caminho institucional em direção à direita sem se chocar explicitamente com os ambientalistas não reacionários.
Cabeça de chapa, Eduardo Campos estava a salvo de interpelações sobre temas delicados, protegido pelo patrimônio ideológico do PSB. Ao mesmo tempo, esperava se apropriar de parte substancial dos eleitores seduzidos por Marina, revelados na surpreendente votação que ela obteve em 2010. Liberando-a para atitudes dissonantes, destinadas a marcar posição sem danos sérios à campanha ( afinal,o vice-governador de São Paulo pertence ao PSB), Eduardo Campos operava com inteligência para fazer com sucesso a travessia em que o Partido Socialista Brasileiro estava empenhado.
O Partido Socialista Brasileiro foi um dos dois partidos de esquerda a ter crescimento parlamentar constante nas últimas três eleições. O outro foi o Partido Comunista do Brasil, crescendo 25% entre 2002 e 2010. O salto do PSB, de 22 para 35 deputados, correspondeu a excepcional crescimento de 59%, em oito anos. Comparado aos outros 13 partidos que apresentaram candidatos nas três eleições, verifica-se que 6, entre os 13, obtiveram uma representação em 2010 inferior à de 2002. Eis a lista: PT, PSDB, PP, DEM, PTB e PPS. Conquistou ainda o Partido Socialista Brasileiro, em 2010, razoável número de governos estaduais. Tendo sido coadjuvante leal e solidário nos períodos presidenciais do PT, as eleições de 2014 propiciaram excelente oportunidade para galgar posições e adquirir lugar de protagonista na política nacional. Se perdedor na corrida presidencial, o Partido Socialista Brasileiro contava, no mínimo, eleger uma bancada de deputados que consolidasse sua posição de segundo partido de esquerda mais relevante na composição governamental e, quiçá, superior até mesmo aos centro-direitistas da coligação, PP e PR. Enquanto vivo o candidato, embora os esperados eleitores do Rede não comparecessem nas intenções de voto presidencial, a trajetória do Partido Socialista Brasileiro se antecipava muito bem sucedida.
A morte de Eduardo Campos não trouxe tragédia apenas à sua família e ao seu partido. Marina Silva perceberia em breve que o mórbido presente que supôs ter recebido da Providência Divina abrigava a inevitável revelação do verdadeiro destino de sua trajetória: a direita. Por um momento tentou mantê-lo sob disfarce à força de uma retórica peculiar, mas arguta. Em 2010 declarara, em espetacular golpe de marketing, que perdera, vencendo. Agora, ciente do poder das palavras, fazia acrobáticos pronunciamentos de difícil interpretação. Ou vazios como a declaração de que seus dois adversários queriam o embate e, ela, o debate. Mas a fuga durou pouco.
A rápida subida nas pesquisas de intenção de voto precipitou um relaxamento em sua guarda e iniciou os anúncios e declarações absolutamente incompatíveis com o histórico do PSB. Inimiga da economia material, à qual sempre contrapôs alternativas futurísticas e inteiramente descoladas da agenda real e urgente do País, apresentou improvisado programa de governo e indicou assessores, cujos pronunciamentos revelaram assustadora ignorância da economia e das articulações entre a política econômica e a política social no Brasil. As reacionárias passagens de seu programa, associadas a desastradas declarações de conselheiros só fizeram trazer à lembrança a adesão de Marina a posições hiper conservadoras durante sua passagem pelo ministério do Meio Ambiente e pelo Senado Federal. Ao mesmo tempo, a preferência pelo lado do capital financeiro em competição por lucros com o agro-negócio, marcada por violenta agressão ao senador da bancada ruralista, Ronaldo Caiado, esclareceu-se pelo congraçamento entre a candidata e o setor financeiro. Hoje, é patético o papel do PSB como avalista da aproximação entre Marina e o setor agrário moto mecanizado. Do desnudamento do projeto marineiro às retificações do programa de governo, aos subterfúgios lingüísticos e aos repúdios de convicções passadas, não se passaram mais do que duas semanas. Mas seu projeto de transformar o Rede em importante partido de direita foi truncado pela tragédia de Eduardo Campos e exposto à luz da competição ideológica real.
O incômodo da coligação entre Marina e o Partido Socialista Brasileiro resulta da associação de dois projetos truncados e opostos: sendo o de Eduardo e do PSB o de elevar o partido a grande protagonista na esquerda e o de Marina alcançar destaque na rede da direita, dona de um partido de ambígua definição ideológica. O resultado não podia ser outro: uma campanha amarga e gaguejante da candidata a presidente em que os socialistas se vêem constrangidos a votar contra si próprios.


De extravagância a excrescência:

por que o eleitor é obrigado a

conviver com Levy Fidelix

Kiko Nogueira                                 

Ele
Ele
 Pelo que eu vi na vida, dois iguais não fazem filho. E digo mais, aparelho excretor não reproduz. Tem candidato que não assume isso com medo de perder voto. Prefiro não ter esses votos, mas ser pai, avô que instrua seu neto. Não vou estimular a união homoafetiva. Se está na lei, que fique como está”, disse Levy Fidelix, no momento que marcou o debate mais agressivo entre os candidatos à presidência.
Se começarmos a estimular isso aí, a população do Brasil vai cair de 200 milhões para 100 milhões. Vai andar pela Paulista pra você ver. Somos maioria vamos combater essa minoria.
Em alguns minutos, Levy Fidelix foi de extravagância eleitoral a excrescência. Pegou de surpresa quem acreditou em sua fantasia psicodélica de tio do pavê obcecado por trens.
Levy nunca teve plataforma e não tem condições de ser síndico. Seu destempero o transformou em garoto-propaganda da lei antihomofobia. Para alguma coisa, serviu.
Fidelix, do PRTB, disputa o Palácio do Planalto pela terceira — TERCEIRA — vez. “Vou endireitar o Brasil e combater a presidente Dilma Rousseff”, avisou. Sua sobrevivência depende dessas aparições. Em 2012, quando disputou a prefeitura de São Paulo,  entrou na Justiça para garantir a presença no debate da Globo. Conseguiu uma liminar, mas o encontro foi cancelado.
A quantidade de pequena siglas é um absurdo sustentado por dinheiro público. O fundo partidário dá 1 milhão à agremiação de Levy. Ele reclamou do dinheiro no SBT. (A candidatura de Alckmin tem colocado dinheiro nos nanicos que a apoiam. Segundo a Folha, o repasse de um milhão de reais para seis partidos saiu de doações das construtoras Queiroz Galvão e OAS).
Esta é sua décima aventura nas urnas. É uma doença com a qual você acaba se acostumando porque parece inofensiva depois de tanto tempo. Não é. Levy resume os problemas mais graves da nossa legislação eleitoral.
Como dono do Partido Renovador Trabalhista Brasileiro, não faz outra coisa da vida a não ser se candidatar e surgir a cada dois anos para sua pantomima.
Sua incompetência na área é assombrosa: começou em 1986, quando saiu para deputado federal pelo PL. Em 1989, breve pausa para ser assessor de comunicação de Collor de Mellor. Em 1990, lançou-se deputado federal pelo PTR. Nada.
Em 1994, inventou sua legenda e saiu para presidente.
Prefeito, vice-prefeito, deputado estadual, vereador –nunca foi eleito. Em 2010, presidência novamente. Obteve 57 mil votos.
Como sempre, os segundos de propaganda na televisão serão “negociados”. Está tudo à venda. Em 2011, escutas telefônicas da Polícia Federal revelaram que Carlinhos Cachoeira quis comprar o PRTB em Goiás.
O Levy não vence, mas as ideias vencem”, afirmou. Suas ideias, as poucas que podem ser divulgadas, também estão vencidas. É patético que o eleitor brasileiro seja obrigado a conviver com esse tipo de nanico, esfregando sua desfaçatez em sua cara.
Em 2018, tem mais.
Kiko Nogueira é diretor-adjunto do Diário do Centro do Mundo. Jornalista e músico. Foi fundador e diretor de redação da Revista Alfa; editor da Veja São Paulo; diretor de redação da Viagem e Turismo e do Guia Quatro Rodas.

Aldir Blanc e a sensata


lucidez diante de um


mundo doido

Fernando Brito                       

             aldir
Há muito tempo nas águas da Guanabara, quando a inteligência não era atributo reconhecido em “bundinhas” bem vestidos e bem cuidados, os cariocas amavam seus cronistas e poetas que, das cátedras de botequim, tinham vitalício direito, honoris causa, a serem acres, sinceros, gozadores, iconoclastas e sempre, sempre, humanos.
Não viravam “celebridades”, não compravam apartamentos luxuosos à beira-mar, não apareciam em “bodas” das “Caras” dos consultórios de dentistas.
Mas eram amados e cantados, porque davam vazão, escrevendo, ao que nos passava na vida e nas almas.
Aldir Blanc, que aprendi a admirar nos anos 70, ali pertinho da Praça Varnhagen, na voz da Elias Regina e nos limites mal definidos entre a Rua dos Artistas e a Dona Zulmira, é um destes caras, grandes caras, que encaixa um nexo aparentemente desconexo nas verdades a que nos desacostumamos e nos mostra, numa crônica sensacional, que absurdo é o que parece sério nos jornais e na boca de gente muito bem arrumada que justifica essa bagunça que anda por aí.
Vale apena ver que o velho – e novíssimo – Aldir ainda é um craque em puxar do cavaquinho pra cantar de galo e que, com ele, encara todo mundo.

(Do AMgóes - Aldir Blanc, 'dublê' de médico-psiquiatra do serviço público e épico personagem do cancioneiro popular brasileiro, é ilustre vizinho, cem metros aqui de casa, na Avenida Maracanã(bairro da Muda-Tijuca), sócio-honorário do bar da portuguesa D. Maria, na transversal rua Garibaldi, e benemérito do bloco carnavalesco da área, o 'Nem Muda Nem Sai de Cima')                                                                         

Marina continua enganando os trouxas

Aldir Blanc
Na ONU, a presidente Dilma foi contra o bombardeio indiscriminado do tal Estado Islâmico, que ninguém sabe direito onde fica. Obama criticou a “indiferença” com que assassinos são tratados. Quer falar sobre assassinos, Obananamole? O mundo viu em, estado de choque, aviões implodirem as Torres. Milhares de mortos numa ação terrorista. Sem dúvida, um assassinato em massa terrível. Em resposta, os EUA e aliados invadiram, com as bênçãos de Cristo e falsos motivos, o Iraque e mataram milhares e milhares de inocentes. Casamentos eram pulverizados, festas de aniversário, idem. Seguia-se o cínico pedido de desculpas. O Afeganistão foi tão bombardeado que montanhas inteiras sumiram do mapa. Resultado: voltou a cultura do ópio, com um gatuno como chefe de governo. Sem contar os trágicos mortos por fogo amigo. O capanga dos EUA, Israel, massacrou crianças refugiadas em escolas na Faixa de Gaza. A CIA patrocinou um golpe no Egito — país onde os EUA têm prisões clandestinas para torturar. Todos os opositores do golpe militar, muito bem pago, foram sentenciados em bloco à morte. Em 2008, na maior fraude já vista, Wall Street quebrou o mundo! Quantas vítimas fatais fizeram em toda a Terra, por desespero, doenças cardíacas, depressões, suicídios, fome etc? Como avaliar o número de vítimas? Tropas especiais assassinaram Osama por vingança. Eu pergunto: os que perderam parentes e amigos na roubalheira podem matar safados do Lehman, Bear Sterns, Merrill, Sachs sem fundos, AIG and so on? Os que tiveram suas vidas destruídas têm esse direito? Quando Obamascarado venceu pela primeira vez, Gore Vidal disse: “Vocês estão loucos? Não vai mudar nada!” Na mosca!
Aqui na Brasunda, um avião também explodiu. Há quem diga que foi sabotado pela CIA, Mossad, a poderosa empresa transacional Testemunhas de Jeová e outros interessados. Das cinzas, surgiu a Fênix Redentora, Marina d’Arc, com a Bíblia na mão, e o apoio financeiro de Nhá Neca Setúbal. Houve, digamos, um fenômeno carismático (Hitler também tinha carisma). E o corpus mysticum de Marina entrou em levitação. Até que foi descoberto o seguinte: o avião que matou, por ação da Providência Divina (?), o governador Campos estava boladão. Tinha empresas por trás com mais fantasmas que castelo inglês. Os documentos da aeronave sumiram, a caixa-preta pifou, e todos mentiram sobre isso: Campos, a cúpula do PSB e Marina. Campos parou de mentir por motivo de força maior. Marina continua enganando os trouxas. Disse que governará racionalmente, que a Bíblia é só inspiração. O que a inspira? A Matança dos Inocentes? Um pai que sacrificaria o filho porque o Velho é um Deus ciumento? O absurdo e cruel sofrimento imposto a Jó? Os incestos e traições? Arcanjos da SS de lança-chamas queimando os alegres moradores de Sodoma e Gomorra, que tinham direito à sexualidade que quisessem?
Na trilha do clássico de Chico Buarque, afastem do povo brasileiro essa bíblia arcaica, cheia de dólares e mentira.


Banco do Brasil, instituição 

financeira mais forte

do mundo

Ranking da Weiss Ratings aponta que bancos globais com melhor desempenho estão fora dos Estados Unidos e Europa


SÃO PAULO - O Banco do Brasil (BBSA3) é a instituição financeira mais forte do mundo, de acordo com ranking global da agência de notação financeira norte-americana, Weiss Ratings. A nota do banco brasileiro é B+, o que indica uma boa segurança financeira e que ele tem recursos suficientes para lidar com uma série de condições econômicas adversas.


Em geral, o estudo mostra que a América Latina acolhe os bancos com maior força financeira do globo, enquanto Europa, Ásia e Estados Unidos dominam o ranking dos mais fracos.
No Velho Continente, os chamados PIIGS (Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha), juntamente com França e Alemanha, concentram 75 grandes bancos, todos com classificação D+ pela Weiss. Isso representa 42% do universo de 206 instituições pesquisadas mundialmente. 
Ainda de acordo com a sondagem, considerando os 17 bancos pesquisados nos Estados Unidos, apenas um aparece na lista de instituições com desempenho positivo. No Japão, metade dos 32 bancos pesquisados recebe nota D+ pela agência de notação financeira. 
Entenda: a nota D+ demonstra que a agência vê debilidades significativas na instituição, as quais podem impactar negativamente os depositantes e os credores, sendo que em um ambiente econômico desfavorável, essas deficiências poderiam ser ampliadas.
Confira a lista dos bancos mais fortes do mundo:
1. Banco do Brasil (Brasil)
2. Hang Seng Bank (Hong Kong)
3. Turkiye Garanti (Turquia)
4. Qatar National Bank (Qatar)
5. Akbank (Turquia)
6. Banco Mandiri (Indonésia)
7. Al Rajhi Bank (Arábia Saudita)
8. Grupo Financiero Santander (México)
9. Samba Bank (Arábia Saudita)

Confira a lista dos bancos mais fracos do mundo:
1. Deutsche Bank (Alemanha)
2. Barclays (U.K.)
3. Royal Bank of Scotland (U.K.)
4. Credit Agricole (França)
5. Bank of America (EUA)
6. Mizuho Financial (Japão)
7. Banco Santander (Espanha)
8. Société Générale (França)
9. Lloyds Banking (U.K.)
10. UniCredit (Itália)