domingo, 28 de setembro de 2014

Programa Eleitoral de Dilma Rousseff sábado, 27/set/2014 - clique no quadro em branco abaixo, à esquerda...

Quem diria? Veja pode ajudar Dilma    a vencer a eleição

Na edição de Veja que chegará às bancas no próximo sábado (4/10), a horas da eleição em primeiro turno, seus leitores serão surpreendidos por matéria inusual na revista por conter… A verdade. E essa verdade aparecerá já na capa, onde a publicação, há pouco tempo, fez chamada para matéria que o Tribunal Superior Eleitoral qualificou como “caluniosa”.
Os ministros do TSE julgaram que, em sua edição de 17 de setembro, a revista ofendeu a honra do PT ao afirmar, sem provas, que o partido pagou propina a um chantagista para se calar sobre escândalo que lhe traria danos políticos em ano eleitoral. Desse modo, a Corte determinou que Veja publique direito de resposta do PT com igual destaque dado à calúnia.
Diz o relator do processo impetrado pelo PT contra Veja, ministro Admar Gonzaga:
(…) Se aquele que supostamente recebeu os dólares não quis se manifestar, de que forma a representada [Veja] conseguiu a fotografia das cédulas que, taxativamente, afirmou terem sido utilizadas para pagamento da chantagem? A revista não explica (…) Percebe-se que a representada não trouxe elementos consolidadores das informações e das ilustrações exibidas, circunstância que transforma o seu conteúdo em ofensa infundada, porquanto desconectada da trama descrita (…)”.
A decisão do TSE foi unânime. O direito de resposta foi concedido pelos ministros Teori Zavascki, Rosa Weber e pelo presidente do TSE, Dias Toffoli.
Apesar de a matéria caluniosa da revista ter sido adornada com imagens de supostos “documentos” que comprovariam sua acusação, o TSE deixou bem claro, ao conceder direito de resposta ao PT, que tais imagens constituíram mero artifício para reforçar uma acusação desprovida de elementos probatórios.


Coube ainda ao ministro Teori Zavascki refutar alegação da defesa de Veja de que, ao conceder direito de resposta ao PT, o TSE estaria ferindo a “liberdade de expressão” da revista:
(…) Acho que é equivocado contrapor o direito de resposta ao direito de liberdade de expressão. Pelo contrário, o instituto jurídico do direito de expressão, tal como plasmado na Constituição, é composto também pelo direito de resposta. É assim que está estruturada a liberdade de expressão na nossa Constituição. Direito de resposta não significa punição, não significa uma limitação à liberdade de expressão (…)
O presidente do TSE, Dias Toffoli, concordou:
 “(…) Não é permitido ir para a calúnia (…) Não há manifestação de comprovação desses fatos. De tal sorte que realmente [a reportagem de Veja] transbordou para a ofensa
A enormidade de reportagens publicadas sistematicamente contra o PT durante a campanha eleitoral resultará em forte abalo à credibilidade que ainda possa restar a Veja. Com essa decisão inédita do TSE, o eleitor passará a questionar todas as suas acusações sistemáticas ao partido e irá às urnas, domingo que vem, com tal pensamento ainda fresco na mente.
Dirão que o estrato social que lê a Veja é predisposto a acreditar em qualquer acusação que ela faça ao PT, mas não é bem assim. Parte do público da revista acredita nela por ingenuidade e, desse modo, surpreender-se-á com uma decisão judicial que afirma que ela mentiu.
E, se houver segundo turno, Veja sofrerá novo golpe. Sua reportagem de capa desta semana incorre nos mesmos vícios que sua edição de 17 de setembro, ora condenada pelo TSE. A revista foi ainda mais longe na matéria divulgada no último sábado: acusou pessoalmente a presidente Dilma Rousseff. E, de novo, sem provas.


Como Marina Silva, ao endossar as acusações de Veja a Dilma, tem se vinculado à revista, o direito de resposta concedido ao PT também afetará a candidata do PSB. Até porque, a acusação sem provas desta semana deve gerar novo direito de resposta.
Essas seguidas condenações de Veja pela Justiça anularão o potencial das acusações que a revista fatalmente ainda fará ao PT e ao governo Dilma durante uma possível campanha eleitoral em segundo turno.
Não que a avalanche de acusações e de terrorismo econômico que Globo, Folha de São Paulo, Estadão e Veja fazem ao PT e a Dilma tenham lá tanto poder. A disparada da presidente nas pesquisas mostra que mais da metade dos brasileiros está se lixando para essas acusações, obviamente por considerá-las mentirosas.
Se o PT explorar a decisão do TSE em seu programa de TV, o conjunto da mídia partidarizada – agora, pró-Marina Silva – chegará a um eventual segundo turno com credibilidade ainda menor. A campanha de Dilma, pois, precisa divulgar intensamente essa condenação que Veja sofreu e as que ainda irá sofrer até o fim de outubro, se houver segundo turno.
******
PS: não cabe recurso à decisão do TSE que concedeu ao PT direito de resposta na capa e nas páginas internas de Veja.

Jornal francês define Marina como

'nova direita', pró-Washington      



      Captura de Tela 2014-09-27 às 17.02.27

               marina direita

O jornal francês L’Humanité, em sua revista dominical, traz um perfil da candidata Marina Silva. Pergunta: Quem é ela de verdade?

Na capa, no entanto, já vem a definição: Eleições no Brasil — Marina Silva criada por Washington para derrubar Dilma Rousseff.

O jornal, fundado em 1904, teve ligações formais com o Partido Comunista Francês e oferece aos leitores uma visão crítica de esquerda.

Até agora, Marina Silva vinha sendo descrita na mídia internacional como a filha de seringueiros que emergiu da floresta para salvar a Amazônia e, portanto, o planeta.

Por isso, a importância da publicação, que claramente coloca Marina no campo para o qual ela se deslocou: a “nova direita brasileira”, na definição do título da reportagem.

Cerco ao torturador

Ministério Público acusa o ex-coronel Ustra pela morte do jornalista Luiz Merlino em 1971
Carlos Alberto Ustra
Cronel reformado Carlos Alberto Ustra, torturador multidenunciado

Comandante do DOI-Codi entre 1970 e 1974, o coronel reformado Carlos Alberto Ustra volta a ser denunciado pelo Ministério Público Federal. Na segunda 22, o militar foi acusado de homicídio doloso pela morte do jornalista e militante Luiz Eduardo da Rocha Merlino, em 1971. Além do ex-coronel, foram denunciados o delegado Dirceu Gravina e o servidor aposentado Aparecido Calandra.
Merlino, diz o MPF, foi torturado por 24 horas ininterruptas. Na denúncia, os promotores destacam a inexistência de prescrição dos crimes relatados, por se tratar de delitos de lesa-humanidade. Com base nas decisões recentes da Justiça, a condenação é, contudo, improvável. Em janeiro deste ano, foi considerada extinta a punibilidade de Ustra pela morte do militante Hiroaki Torigoe em 1972.
Um ponto de inflexão em São Paulo
Leonardo Attuch                               
Alguns meses atrás, quando era confrontado com taxas recordes de rejeição à sua administração, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, reagia com tranquilidade. "Vamos ver no fim do mandato", dizia. De algumas semanas para cá, o que poderia parecer ilusão ou autoengano deu lugar a uma nova realidade. A popularidade de Haddad cresceu e os elogios, antes raros, se tornam cada vez mais comuns. "Pode-se gostar ou não do prefeito, mas ninguém há de negar que São Paulo, agora, tem um rumo claro", disse o ex-ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan.

Sim, São Paulo tem um novo rumo e ele está ancorado no transporte público ou em meios alternativos, como a bicicleta. Desde o início do mandato, Haddad já implantou 358 quilômetros de faixas exclusivas de ônibus e 78 quilômetros de ciclofaixas – que serão 400 até o fim de 2015. No caso dos ônibus, a velocidade média aumentou 68,7% com a mudança. Com as ciclofaixas, a expectativa do secretário dos Transportes, Jilmar Tatto, é de que o número de ciclistas, pelo menos, triplique. Especialmente, se for implantada a política de incentivos fiscais para as empresas que estimulem esse meio de transporte, com bicicletários e vestiários.
Naturalmente, numa cidade acostumada com o mito de que bons prefeitos são aqueles que fazem túneis, viadutos e "minhocões", Haddad assumiu um risco considerável. Enfrentou a histeria dos setores mais conservadores da sociedade e contrariou interesses do próprio PT, que de alguns anos para cá se tornou um partido mais obreiro do que propriamente operário. No entanto, a possibilidade de reeleição daqui a dois anos, que antes parecia remota, hoje é concreta.
A São Paulo de 2016, provavelmente, será melhor do que a que Haddad recebeu em 2012. Do ponto de vista estético, a proliferação de ciclistas contribuirá para a melhoria da paisagem urbana e até para criar, nos paulistanos, uma sensação de "aggiornamento" em relação às outras metrópoles mundiais – com mais bicicletas, São Paulo será, ao mesmo tempo, mais bela e mais moderna. E se a elite aderir a um transporte público veloz e de qualidade, a cidade será também menos preonceituosa, desafiando a máxima do compositor Criolo, que disse que "Não existe amor em São Paulo".
Nos planos de Haddad para civilizar a maior cidade do País, há, ainda, uma lacuna. Tão ou mais importante quanto incentivar o transporte público é estimular o trabalho remoto – o que é cada vez mais possível com as novas tecnologias de comunicação e transmissão de dados. São Paulo pode e deve se consolidar como uma cidade inteligente, onde o trabalho vai ao trabalhador – e não o inverso. Se as empresas permitissem, por exemplo, que 20% de seus funcionários trabalhassem em casa a cada dia da semana, isso equivaleria ao rodízio de veículos na capital. Traria também benefícios ambientais e contribuiria para valorização dos comércios locais, nos bairros residenciais. Mas o fato é que já houve uma inflexão civilizatória na cidade.

Para quem (ainda) crê em ‘virada’, projeto de        
Marina Silva fracassou   

Emir Sader                                             

Emir Sader
É a política social, imbecis..
A candidatura da Marina ainda pode se recuperar, embora seja muito difícil. Porém, o que se pode dizer é que o projeto com que foi lançada sua candidatura – o envoltório, a equipe, as posições – fracassou.
O efeito inicial foi fulminante: nova política, superando a dicotomia entre PT e PSDB e entre esquerda e direita. Um ar fresco que se aproveitava da saturação das denúncias – de corrupção, de terrorismo econômico, entre outras. No início sua imagem não tinha praticamente nenhum tipo de rejeição, parecia um anjo que vinha dar um novo alento ao país.
O acidente de avião – provocado ou não – parecia coincidir com um timing perfeito, para que uma operação com o forte tom emotivo da morte de Eduardo Campos, pudesse ser revertido. De 13 de agosto até 5 de outubro – menos de dois meses -, para que um adversário atônito pudesse se readaptar às novas condições, extremamente desfavoráveis para quem ficava na defensiva, perdia a iniciativa e tinha que se mover em um cenário novo, despolitizado, que deslocava os temas centrais da campanha da Dilma – as realizações do governo, as políticas sociais.
A transferência maciça e rápida de votos do Aécio para a Marina confirmava o que foi claro desde o começo da campanha: o candidato da oposição era quem tivesse melhores condições de derrotar o PT. Aécio foi um instrumento que se esgotou, Marina o substituía com vantagens eleitorais evidentes.
No final de agosto, Marina assumia a liderança nas pesquisas, como um tsunami, abrindo 10 pontos na frente no segundo turno, com a pretensão de vencer no primeiro turno. Dois meses depois do lançamento da sua candidatura a presidente, ela foi perdendo força, até que a Dilma assume a liderança também no segundo turno.
O diagnóstico da oposição é de que tudo seria fruto da desconstrução da Marina pelas críticas do PT, que o medo teria triunfado. Na realidade, uma análise do tal do medo revela a verdadeira causa da virada da Dilma: a defesa das políticas sociais, colocada em risco pela política do grande ajuste fiscal anunciado, complementado pela independência do Banco Central, que seriam tiros mortais na prioridade das políticas sociais. Não à toa foi no nordeste onde a Marina mais perdeu votos – 9 pontos – e a Dilma mais ganhou – 6 pontos -, ali onde as políticas sociais mais diretamente transformaram a vida das pessoas.
Um medo realmente existente, pelo retrocesso que as promessas e a equipe da Marina representam. A liderança da Dilma em lugar onde não havia triunfado antes – em todos os estados do sul, por exemplo -, se deve ao sucesso das políticas sociais implementadas desde 2003. Por isso a liderança da Dilma – hoje generalizada, incluindo os setores jovens – é mais acentuada entre os pobres, nas regiões que antes foram mais marginalizadas, como o nordeste e o norte do Brasil.
Esse clima ajuda a disputas renhidas nos estados, como no Rio Grande do Sul, na Bahia, no Ceará, alterando o quadro desfavorável, até aqui, nas eleições regionais. Um quadro que deve ajudar também a aumentar a bancada parlamentar da esquerda.

Dilma vence em todas as faixas de renda                  

O Datafolha divulgou neste fim de semana a íntegra da sua última pesquisa, cujas entrevistas foram realizadas entre os dias 25 e 26 de setembro.
Faço uma lista dos pontos em destaque:
1) Dilma empatou no Sudeste com Marina. Ambas tem 31%. No Centro-Oeste, há empate técnico. Nas outras, Dilma ganha disparado.
2) Dilma agora vence em todas as faixas etárias, inclusive entre os jovens.
3) A petista também vence em todas as faixas de renda.  O fator classista da eleição atenuou-se, o que desintoxica magnificamente o clima da campanha. Todos são Dilma agora, ricos e pobres. Quer dizer, Dilma ultrapassou Marina. Aécio está em primeiro lugar entre os que ganham mais de 10 salários, mas empatado tecnicamente com Dilma.
4) Ela cresceu muito fortemente entre as pessoas com maior instrução, em especial aquelas com ensino superior completo, enquanto Marina e Aécio caíram. Nesse ritmo, vai estar liderando também nessa faixa em pouco tempo.
5) Dilma agora lidera na área urbana, na zona rural, nas grandes cidades, nas pequenas cidades, e nas periferias.
Abaixo, os gráficos que trazem a evolução dos votos dos principais candidatos.
ScreenHunter_4933 Sep. 27 22.34

ScreenHunter_4932 Sep. 27 22.34

ScreenHunter_4931 Sep. 27 22.34

ScreenHunter_4930 Sep. 27 22.33

ScreenHunter_4929 Sep. 27 22.33

ScreenHunter_4928 Sep. 27 22.33

ScreenHunter_4927 Sep. 27 22.33

ScreenHunter_4926 Sep. 27 22.32

ScreenHunter_4925 Sep. 27 22.32

ScreenHunter_4935 Sep. 27 22.51


espontanea