quinta-feira, 31 de julho de 2014

Julho acabou e tudo deu  e


'arrancada' de Aécio e Dudu


no pós-Copa 'foi pro saco'


Fernando Brito   
caosaereo
A Alemanha fez a sua parte, com aquele “sacode” que levamos na semifinal.
Mas, no resto, a estratégia da oposição de capitalizar a natural frustração com a derrota esportiva e, ao menos, reverter as perdas que tiveram com o fato de a Copa do Mundo, apesar das previsões catastróficas da mídia, ter sido um sucesso internacional, não funcionou. Aécio despencou de seu discurso moralista com o aeroporto de família em Cláudio.
A seca do Alckmin, que tinha sumido da midia, voltou com força depois da ação do Ministério Público que manda racionar a água. Como advertiu, preocupada, a Folha, não apenas é conversa de elevador como já virou, hoje, assunto de matérias locais na Globo, com o povão reclamando da falta de água.
Sobrava o terrorismo econômico, mas a inflação em queda trabalha para  desmontar o cenário e a traulitada dada na carta do Santander ainda ajudou a evidenciar a gula “mercadista”.
Até o insuspeito Clóvis Rossi diz, hoje, na Folha ( o mais lido do dia) que “além de patético, o comportamento de tais agentes de mercado é covarde”.
Afinal, e todo mundo sabe, ganharam muito dinheiro com  o Brasil e com a expansão econômica do Brasil.
De maneira mais apropriada à sua elegância, Rossi repete o que disse aqui quando chamei de “mentira deslavada” os pedidos de desculpas do banco espanhol:  ”é o clássico modelo de atirar pedras e esconder a mão”.
Mesmo a “mãozinha” do Ministro José Jorge, do TCU – Jorge foi Ministro do Apagão de Fernando Henrique – no caso da refinaria de Pasadena deu errado, porque não atingiu a figura da Presidente.
Até o coadjuvante Eduardo Campos e sua partner Marina O que é que estou fazendo aqui Silva tiveram que se defrontar com a “saia-justa” da sua nova política que explicou que estava montando uma provinciana “Casa de Eduardo” em Osasco para “ganhar unzinho”. Campos não representa nada eleitoralmente em termos nacionais – esperem as pesquisas mais adiante – e está a caminho de tomar uma tunda de proporções homéricas até mesmo em Pernambuco, onde até os prefeitos do PSB estão debandando para a candidatura Armando Monteiro,  do PTB mas apoiada – e apoiando – Lula.
A esta altura, sei não, acho que a tucanagem morre de saudades de José Serra.
E eu lembro da frase do Millôr Fernandes: mais importante do que ser genial é estar cercado de medíocres.

A íntegra da sabatina de 


Dilma Rousseff na CNI

 


Após três semanas de ataques em Gaza, contabilidade macabra só aumenta

Arquivo
Um bombardeio de Israel matou pelo menos 19 palestinos refugiados em uma escola administrada pela ONU (Organização das Nações Unidas) nesta quarta-feira (30). Outro ataque aconteceu na região de um mercado perto de Gaza, em que 17 palestinos morreram. Segundo a agência Reuters, 96 palestinos e três soldados israelenses morreram apenas na quarta-feira por conta da ofensiva de Israel.
Estima-se que muitos civis palestinos procurem abrigo nas escolas da ONU, especialmente em Jabalia, maior campo de refugiados palestinos existente, situado no norte da Faixa de Gaza, perto da fronteira israelense. O número de desalojados aumentou depois da advertência do Exército de Israel sobre a possibilidade de bombardeios em massa contra seus bairros. De acordo com a missão das Nações Unidas, só no norte da Faixa de Gaza, 70 mil civis deslocados estão abrigados em escolas.
No total, cerca de 180 mil habitantes do território palestino estão refugiados, em condições muito precárias, nas 83 escolas geridas pela UNRWA (Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina). Depois do ataque, a agência da ONU acusou o Exército de Israel de “grave violação do direito internacional”.
“Ontem à noite, crianças foram mortas enquanto dormiam ao lado de seus pais no chão de uma sala de aula em um abrigo da ONU em Gaza. Crianças mortas enquanto dormiam; isso é uma afronta para todos nós, uma fonte de vergonha. Hoje o mundo está em desgraça”, afirmou Pierre Krähenbühl, comissário-geral da UNRWA.
O Exército israelense tentou negar a autoria do ataque na escola das Nações Unidas, argumentando que a região teria sido alvo de militantes armados.
Israel decidiu continuar a ofensiva e não há sinal de uma interrupção no conflito que já dura três semanas e deixou 1.346 mortos palestinos, 56 soldados e três civis mortos israelenses. Na terça-feira, o porta-voz do Ministério da Saúde de Gaza, Ashraf Al Qedra, explicou que os ataques por terra, mar e ar se intensificaram ao longo do dia e que dois terços das vítimas deles são civis, incluindo mulheres e crianças.
Segundo Ashraf Al Qedra, as forças armadas israelenses “atacaram casas, edifícios, centros de imprensa, desabrigados, mesquitas e áreas rurais”. Testemunhas e forças de segurança palestinas informaram que os piores bombardeios de ontem foram contra várias moradias do campo de refugiados de Al Bureij, na região central de Gaza, onde morreram 17 pessoas – entre elas, o prefeito local, Anis Abu Shamalah, além de vários menores e mulheres.
Em um dos ataques israelenses, foi atingida a casa do líder do Hamas na Faixa de Gaza, Ismail Haniya, que não estava no local. A casa dele, que foi primeiro-ministro em 2006, ficou completamente destruída, segundo informou a TV Al Aksa.
Na terça-feira, também atingida a única central elétrica da Faixa de Gaza, que está em chamas após receber ao menos um disparo de artilharia. O porta-voz Fathi Jalil disse à agência palestina Mann que um disparo caiu em um tanque de combustível e assim o incêndio começou. Grandes colunas de fumaça negra tomam as instalações enquanto tentam apagar o fogo. Outra granada alcançou uma turbina. Até agora, os bombeiros não conseguiram apagar o fogo.
Jalil falou de consequências “desastrosas” para a região, na qual grande parte dos 1,8 milhões de habitantes depende do funcionamento da central, e pediu ajuda internacional. A central fornece eletricidade a casas, empresas, hospitais e bombas de água na região.

Em sabatina da CNI, Dilma discute projetos; já Aécio e Campos apenas discursam

Candidato do PSB perde pontos com promessas difíceis de cumprir. Tucano adota tom que mais agrada ao mercado financeiro que ao empresariado. Petista defende políticas atuais e promete melhorias.
Helena Sthephanowitz           
                                                                                                                                                                                     MIGUEL ÂNGELO/CNI
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Dilma cumprimenta representantes da indústria após sabatina. Contraposição a Aécio marca encontro
Os assessores de Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) devem estar atordoados com a participação da presidenta Dilma Rousseff (PT) na sabatina da Confederação Nacional da Indústria (CNI), tamanha foi a aula de competência dela na área econômica, em contraste com o vazio de propostas e a platitude dos dois adversários.
Cada um participou em horário diferente, no formado de três entrevistas diferentes, uma com cada candidato. Todos assumiram compromissos com várias pautas apresentadas pela entidade, em geral as consensuais, já que cada candidato recebeu vários cadernos temáticos com propostas e demandas do setor.
Eduardo Campos foi o primeiro a ser sabatinado. Criticou o governo federal, apresentou propostas genéricas sobre a indústria brasileira e requentou promessas. Ao responder pergunta sobre que importância o setor da indústria vai ter no governo, Campos iniciou um discurso de que a “solução” para a melhora do setor está na política. Segundo ele “é preciso acabar com o presidencialismo de coalizão para também estimular o setor” e “a produtividade pública do Brasil é baixíssima”.
Mas, na hora de dizer o que vai fazer, foi semelhante àqueles vendedores que prometem terreno na lua. Por exemplo, fazer reformas na primeira semana de governo. Na reforma tributária, falta combinar com o Congresso Nacional, os governadores e com os grupos de pressão setoriais que atuam sobre o Legislativo. Em suma, o pernambucano perdeu pontos em uma plateia de empresários pragmáticos, bem informados e insensíveis a populismo empresarial.
Em seguida, Aécio Neves, apesar de ter boa parte da torcida ao seu lado e que o aplaudiu, decepcionou por ser evasivo. Também reclamou, criticou, mas, na hora de propor projetos, limitou-se a acenar com as medidas amargas que mais agradam ao setor financeiro do que o industrial.
Repetiu os chavões neoliberais de choque de gestão, corte de custos, privatizações, que filosoficamente agradam os empresários, mas pragmaticamente todos ali sabem que as práticas e acordos políticos que Aécio fez em Minas para ter a governabilidade são até bem mais concessivas à velha política do que as adotadas pelo atual governo federal.
Além disso, o setor produtivo não abre mão de políticas industriais promovidas por governos desenvolvimentistas, até porque todos os países ricos fazem isso, de uma forma ou de outra, para defender e crescer seu parque industrial. Por fim, Aécio retomou o tomo do retrocesso e defendeu uma das principais bandeiras do governo de Fernando Henrique Cardoso, as agências reguladoras. “O resgate das agências reguladoras parece urgente e possível de ser enfrentado nos primeiros dias de governo.”
Dilma Rousseff foi a última a falar, adotando compromisso com seu projeto nacional, sem escapismos. Falou sobre o que foi feito em desonerações, desburocratização, redução dos custos de logística e de produção, de qualificação profissional. E falou também mirando o futuro.
Abordou política industrial e geopolítica comercial multipolar para aproveitar oportunidades no comércio com a América Latina, com o G-20 e com os Brics; falou da reforma política necessária para tornar o Estado mais eficiente e transparente, das compras governamentais com conteúdo nacional para fortalecer a indústria, dos investimentos em inovação, educação e pesquisa para aumentar a produtividade, da política energética que até os Estados Unidos fazem com o gás de xisto em vez de seguir o livre mercado. Deu uma aula sobre como o governo estadunidense faz política industrial com as agências de inteligência, recentemente envolvidas na espionagem ilegal, para desenvolvimento de sua indústria de tecnologia da informação e de comunicações, da mesma forma que o Pentágono faz com complexo industrial-militar.
Se depender só do desempenho na sabatina, muitos empresários podem ter escolhido ali sua candidata.

"Dilma deveria ‘parar com entrevistas exclusivas’     para a mídia conservadora"



Dilma deu uma aula de economia aos jornalistas da Folha
Dilma deu uma aula de economia aos jornalistas da Folha
A presidenta Dilma Rousseff conseguiu, na última segunda-feira,/28, escapar de uma série de ‘pegadinhas’ preparadas contra ela por entrevistadores de um conglomerado de mídia ligado ao capital internacional. Mas não saiu ilesa. Segundo a doutora em Economia pela Sourbone e correspondente do Correio do Brasil, em Paris, Marilza de Melo Foucher, embora a presidenta Dilma tenha conferido “uma aula de economia” aos jornalistas presentes, “os argumentos por eles fornecidos foram muitos fracos e distorcidos da realidade”.
Se a entrevista tivesse, além de jornalistas da mídia conservadora, alguns da imprensa alternativa e independente, “certamente o resultado teria sido outro”, afirma a economista.
Leia, a seguir, o texto de Marilza de Melo Foucher:
“Depois de ter lido a matéria escrita da Folha de São Paulo tomei meu tempo pra escutar a entrevista gravada em vídeo no UOL. Vocês podem fazer o mesmo para cruzar as informações entre o que a Folha chama sabatina no vídeo e a síntese do que escrevem. Verifiquem que a síntese escrita e as afirmações nas entrelinhas, de forma em geral, são feitas para desacreditar o discurso ou gerar dupla interpretação. A presidenta Dilma Rousseff, na entrevista deu aula de economia aos jornalistas da Folha (o diário conservador paulistano Folha de S. Paulo) e seus associados. Eles fizeram varias tentativas para destabilizá-l. Todavia, os argumentos que utilizaram foram muitos fracos e destorcidos da realidade. Se essa entrevista, além dos jornalistas da Folha, contasse com alguns imprensa alternativa, certamente o resultado teria sido outro.
“Ela teria sido mais profícua para os leitores brasileiros que poderiam ter tido mais elementos para analise da realidade atual e na certa disporiam de dados para comparar com a administração de Fernando Henrique e, principalmente, teriam melhores condições para ver como diferentes governos agiram face à crise da economia mundial. A presidenta Dilma não é dotada de carisma e não tem uma oratória politiqueira, daquele discurso bem rodado para dar prazer para a platéia. Ela não sabe fazer isto, ela é muito pragmática e por vezes um pouco tecnocrática nas explicações, todavia, isto não pode ser considerado somente como um defeito político. Ela tem um costume, não sei se é mineiro ou gaúcho, de chamar todos de “querido”, como o paulista diz “meu bem”, talvez isto seja incômodo numa relação com jornalistas que estão lhe preparando armadilhas e só esperam lhe fazer atropelar nos verbos. De todo modo, isto faz parte do jornalismo.
“Agora, faço aqui uma observação. A Presidência da República e sua assessoria já estão caducas de saber que os especialistas em manipulação de fatos e reinterpretação de falsas análises são sempre os mesmos. Esses jornalistas trabalham para os mesmos grupos que são adversários políticos declarados do governo e, além disso, têm ódio do PT. Tal condição os impede de formular perguntas com objetividade. Daí, o ideal seria a presidenta parar de dar entrevistas exclusivas para essesw grupos midiáticoss conservadores, o que não quer dizer boicotá-los. Todavia, sua assessoria de Comunicação Social poderia convidar  analistas da imprensa alternativa, que entendam mais de economia internacional, para formularem questionamentos comparativos. Além disso, ter como interlocutores jornalistas dotados de senso mais crítico e de maior imparcialidade pode contribuir para  elevar o nível do debate que a oposição difreciona ao mais baixo nível possivel.
“Somente teríamos todos a ganhar com a pluralidade dos meios de comunicação, ou seja com a presença de outros jornais que não sejam apenas aqueles da grande midia. Na certa os questionamentos seriam mais pertinentes e as contradições poderiam ser mais bem impostas para melhorar a qualidade das intervenções. O que me chamou atenção e me leva a escrever essas linhas foi a leitura da analise do jornalista carioca, editor-chefe do CdB, Gilberto de Souza. Ele faz certos questionamentos que eu penso, alguns, serem pertinentes”.
Aeroporto sai da mídia
A manipulação da opinião pública por parte das empresas que, num passado recente, apoiaram a ditadura militar no país e para a qual a presidenta Dilma mantém total prestígio e suporte financeiro pesado, segue a marcha de uma bem montada operação na tentativa de desaparecer com o aeroporto dos Neves do noticiário. Pretendem, assim, proteger o candidato do PSDB, da mídia e dos conservadores, ao Planalto, senador Aécio Neves (PSDB/MG). Basta observar a cobertura no final de semana sobre o aeroporto construído pelo então governador de Minas, Aécio (2003-2010), com dinheiro público do Estado, no município de Cláudio (MG).
Estudos junto à opinião pública mostram que Aécio teme o crescimento da rejeição (em média, em 17%, de acordo com as últimas pesquisas) após a divulgação do Aeroporto dos Neves. A revista IstoÉ desta semana, vejam só, uma revista semanal, só publicou uma frase, a do próprio Aécio Neves: “Está tudo explicado já”. Que aliás virou bordão dele. A revista semanal de ultradireita Vejanão sonegou a informação a seus leitores, deu uma matéria de quatro páginas, mas, o foco é mostrar que Aécio é vítima. Para a revista, ele é uma vítima do PT, da campanha do partido contra o tucano, principalmente, pelas acusações que circulam nas redes e na blogosfera independente.
“Já o jornalão da família Marinho, O Globo, que nunca deu o caso com destaque, pôs uma pedra em cima no final de semana: nenhuma palavra a respeito. O diário conservador paulistano O Estado de S. Paulo, por sua vez, nos dois dias do fim de semana saiu com meia página em cada um de entrevistas com personalidades que costumam aparecer no noticiário do jornal, como o tio-avô de Aécio, Múcio Tolentino, dono da fazenda em, que o agora candidato a presidente construiu o aeroporto à 6 km da sua própria Fazenda da Mata; e o presidente de uma entidade de classe de Cláudio (MG). Ambos defendendo a construção do aeroporto dos Neves. Claro”, mostra o site Vermelho.org.
Silêncio de FHC
Já o ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso, embora tenha concedido entrevista à IstoÉna semana passada, um dia depois da Folha denunciar o aeroporto, em sete páginas a ele destinadas pela revista, simplesmente não tocou no caso. Fez o mesmo neste domingo, na página inteira dada a ele pelo Estadão. Pode ser que FHC, ou os veículos de comunicação, ou ambos, consideram dar de presente um aeroporto à família, um mimo de R$ 14 milhões, pago com dinheiro público de Minas, é um negócio de menor importância. Assim, praticamente só a Folha continua no caso. Neste domingo, inclusive, apontou que o QG da campanha Aécio teme o crescimento da rejeição ao tucano (em média, em 17%, de acordo com as últimas pesquisas) depois da divulgação do Aeroporto dos Neves.
O temor, aponta a matéria, levou o QG e assessores tucanos a optarem por operar os desmentidos nas redes sociais, (dai eles chegam aos outros veículos), para que o candidato tucano não se exponha falando a respeito. Nas redes, 80% desaprovaram a atitude de Aécio, de construir o aeroporto da família.
Redes sociais
A estratégia de usar as redes sociais, aponta a Folha, foi idealizada, montada e operada por Andréa Neves, irmã do candidato e que comandou por oito anos a área de Comunicação do governo de Minas, quando ele foi governador. A opção prioritária desta vez pelas redes é porque a mídia em geral já está com Aécio e cumprirá o papel que sempre cumpriu: o fazer de conta que noticia, mas defendendo o tucano; e, no limite, atribuindo ao PT a denúncia com fins eleitorais ou por pura perseguição dado ao “caráter autoritário” que atribuem ao PT.
Enquanto a imprensa some com o aeroporto da família Neves dos noticiários, Aécio come pastel de feira, ao lado do governador tucano paulista e também candidato à reeleição Geraldo Alckmin. Quer e tenta continuar governador, agora pela 4ª vez. No Rio, em campanha na 6ª feira, e em São Paulo, na companhia de Alckmin, o tucano candidato ao Planalto repetiu o bordão de sua campanha: “a reeleição da presidenta Dilma não gera boas expectativas” para o mercado, o mundo econômico. Coincidência, é a mesma toada de FHC em suas entrevistas!
É, também, a mesma campanha do comunicado do Santander encaminhado a seus 40 mil clientes-Select, os mais ricos. É o que disseram a seus clientes as quatro consultorias arroladas pela Folha no sábado (duas do Brasil, uma dos Estados Unidos, outra do Japão), que fazem relatórios a seus clientes espalhando terrorismo em relação à reeleição da presidenta. É a campanha do caos e aquilo que o presidente do PT, Rui Falcão, classificou de “terrorismo eleitoral”.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

 Alemanha planeja

 participar do BRICS

O analista financeiro Jim Willie afirmou categoricamente que a Alemanha está se preparando para abandonar o sistema unipolar apoiado pela OTAN e os EUA, juntando-se às nações do BRICS, e por isso a NSA foi pega espionando Angela Merkel e outros líderes alemães.
Em entrevista a Greg Hunter, do blog USA Watchdog, Willie, um analista e PhD em estatística afirmou que a verdadeira razão por trás do recente escândalo de espionagem da NSA, visando à Alemanha, é o clima de medo que ronda os Estados Unidos de que as potências financeiras da Europa estejam procurando fugir do inevitável colapso do dólar.
O escritor de boletim financeiro, Jim Willie, diz que não importa quem derrubou o jato comercial da Malásia sobre a Ucrânia, pois haverá massivas consequências. 
Willie afirma: "Vamos à grande consequência. Os EUA, basicamente, estão dizendo à Europa: junte-se a nós na guerra contra a Rússia. Junte-se a nós nas sanções contra a Rússia. Junte-se a nós nas constantes guerras e conflitos, isolamento e destruição de sua economia, na negação do seu fornecimento de energia e na desistência dos contratos. Junte-se a nós nessas guerras e sanções, porque nós realmente queremos que você mantenha o regime do dólar. Eles vão dizer que estão cansados ​​do dólar. . . Estamos empurrando a Alemanha para fora do nosso círculo. Não se preocupem com a França, nem se preocupem com a Inglaterra, se preocupem com a Alemanha. A Alemanha tem, no momento, 3.000 empresas fazendo negócios reais, e elas não vão se juntar ao período de sanções".
Willie continua: "É um jogo de guerra e a Europa está enjoada dos jogos de guerra dos EUA. Defender o dólar é praticar guerra contra o mercado. Você está conosco ou está contra nós?". Quanto a espionagem da NSA sobre a Alemanha, Willie diz: "Eu acho que estão à procura de detalhes no caso de suporte à Rússia sobre o ‘dumping’ ao dólar. Eu penso, também, que estão à procura de detalhes de um possível movimento secreto da Alemanha em relação ao dólar para juntar-se ao BRICS. Isto é exatamente o que eu penso que a Alemanha fará".
Willie calcula que, quando os países se afastarem do dólar dos EUA, a impressão de dinheiro (quantitative easing, QE) aumentará e a economia piorará. Willie chama isso de ‘feedback loop’, e afirma, "Você fecha o ‘feedback loop’ com as perdas dos rendimentos causados pelos custos mais elevados que vêm da QE. Não é estímulante. É um resgate ilícito de Wall Street que degrada, deteriora e prejudica a economia num sistema vicioso retroalimentado... Você está vendo a  queda livre da economia e aceleração dos danos. A QE não aconteceu por acaso. Os estrangeiros não querem mais comprar os nossos títulos. Eles não querem comprar o título de um banco central que imprime o dinheiro para comprar o título de volta! A QE levanta a estrutura de custos e causa o encolhimento e desaparecimento dos lucros. A QE não é um estímulo.É a destruição do capital".
Na chamada "recuperação",  a grande mídia tem batido na mesma tecla durante anos, Willie diz: "Eu acredito que os EUA entraram em uma recessão que  não sairão até que o dólar tenha desaparecido. Se calcularmos a inflação corretamente, veremos uma recessão monstro de 6% ou 7% agora. Eu não penso que a situação melhore até que o dólar seja descartado”. “Portanto, estamos entrando na fase final do dólar".
Para finalizar, Willie diz: "Você quer se livrar de obstáculos políticos? Vá direto para o comércio e negócios. Por que é que a Exxon Mobil continua realizando projetos no Ártico e no mar Negro (na Crimeia) com os russos e suas empresas de energia? Nós já temos empresas de energia dos Estados Unidos desafiando nossas próprias sanções, e mesmo assim estamos processando os bancos franceses por fazerem a mesma coisa. Isso é loucura. Estamos perdendo o controle.

terça-feira, 29 de julho de 2014

Mídia desaparece com o aeroporto presenteado à família de Aécio Neves   


                                                      

Segue, a olhos nus, pode se dizer que de forma explícita e pública, a marcha de uma bem montada operação da mídia e da oposição, para sumir com o aeroporto dos Neves do noticiário e, assim, proteger o candidato do PSDB, da mídia e dos conservadores, ao Planalto, senador Aécio Neves (PSDB/MG). Basta observar a cobertura no final da semana passada sobre o aeroporto construído pelo então governador de Minas, Aécio (2003-2010), com dinheiro público do Estado, no município de Cláudio (MG).


Reprodução
Aécio teme o crescimento da rejeição ao tucano (em média, em 17%, de acordo com as últimas pesquisas) depois da divulgação do Aeroporto dos Neves.
Aécio teme o crescimento da rejeição ao tucano (em média, em 17%, de acordo com as últimas pesquisas) depois da divulgação do Aeroporto dos Neves.

A IstoÉ desta semana, vejam só, uma revista semanal, só deu uma frase, a do próprio Aécio – “Está tudo explicado já”. Que aliás virou bordão dele. A Veja não sonegou a informação a seus leitores, deu uma matéria de quatro páginas, mas, o foco é mostrar o Aécio vítima. Pois é… Para a revista ele é uma vítima do PT, da campanha do partido contra o tucano, principalmente, pelas acusações que circulam nas redes e na blogosfera independente.

Já o jornalão da família Marinho, O Globo, que nunca deu o caso com destaque, pôs uma pedra em cima no final de semana: nenhuma palavra a respeito. O Estadão, por sua vez, nos dois dias do fim de semana deu meia página em cada um a entrevistas com personalidades que nemo costumam aparecer no noticiário do jornal, como o tio-avô de Aécio, Múcio Tolentino, dono da fazenda em, que o agora candidato a presidente construiu o aeroporto a 6 km da sua própria 'Fazenda da Mata'; e o presidente de uma entidade de classe de Cláudio (MG). Ambos defendendo a construção do aeroporto dos Neves. Claro.

Silêncio de FHC

Já o ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso, embora tenha concedido entrevista à IstoÉ no dia 21 pp, um dia depois da Folha ter denunciado o aeroporto, em sete páginas a ele destinadas pela revista não tocou no caso. Fez o mesmo neste domingo, na página inteira dada a ele pelo Estadão. Vai ver que FHC, ou os veículos de comunicação, ou ambos, consideram dar de presente um aeroporto à família, um mimo de R$ 14 milhões, pago com dinheiro público de Minas, é um negócio de menor importância.

Assim, praticamente só a FolhaSP continua dando o caso. No último domingo, inclusive, apontou que o QG da campanha Aécio teme o crescimento da rejeição ao tucano (em média, em 17%, de acordo com as últimas pesquisas) depois da divulgação do 'Aeroporto dos Neves'.

O temor, aponta a matéria, levou o QG e assessores tucanos a optarem por operar os desmentidos nas redes sociais, (daí eles chegariam aos outros veículos), para que o candidato tucano não se exponha falando a respeito. Nas redes, 80% desaprovaram a atitude de Aécio, de construir o aeroporto da família.

Por que a escolha recaiu nas redes sociais

A estratégia de usar as redes sociais, aponta a FolhaSP, foi bolada, montada e operada por Andréa Neves, irmã do candidato e que comandou por 8 anos a área de comunicação do governo de Minas quando ele foi governador. A opção prioritária desta vez pelas redes é porque a mídia em geral já está com Aécio e cumprirá o papel que sempre cumpriu: o fazer de conta que noticia, mas defendendo o tucano; e, no limite, atribuindo ao PT a denúncia com fins eleitorais ou por pura perseguição dado ao “caráter autoritário” que atribuem ao PT.

Enquanto a imprensa some com o aeroporto da família Neves dos noticiários, Aécio come pastel de feira, ao lado do governador tucano paulista e também candidato à reeleição Geraldo Alckmin, que quer e tenta continuar governador, agora pela 4ª vez. No Rio, em campanha na 6ª feira, e em São Paulo, na companhia de Alckmin, o tucano candidato ao Planalto repetiu o bordão de sua campanha: “a reeleição da presidenta Dilma não gera boas expectativas” para o mercado, o mundo econômico. Coincidência, é a mesma toada de FHC em suas entrevistas!

É, também, a mesma campanha do comunicado do Santander encaminhado a seus 40 mil 'clientes-Select', os mais ricos. É o que disseram a seus clientes as quatro consultorias arroladas pela Folha no sábado (duas do Brasil, uma dos Estados Unidos, outra do Japão), que fazem relatórios a seus clientes espalhando terrorismo em relação à reeleição da presidenta. É a campanha do caos e aquilo que o presidente do PT, Rui Falcão, tão bem classificou de “terrorismo eleitoral”.

E assim, vejam vocês, um candidato a presidente da República dá de presente à família um aeroporto, paga R$ 14 milhões por ele, com dinheiro público de Minas, e fica por isso mesmo. E outro governador do Estado(avô do primeiro citado) já havia gasto R$ 30 milhões com este aeroporto em 1983. A rota, agora, posar no silêncio, é a mídia sumir com o mimo tão caro (no total, R$ 44 milhões), do noticiário…