quinta-feira, 26 de junho de 2014

E temos Copa: deu até no ‘New York Times’ 

The New York Times estampou reportagem sobre a Copa chamando a atenção sobre as previsões apocalípticas lançadas pela mídia brasileira.

José Carlos Peliano (*) 
FIFA
A velha e carcomida mídia brasileira poderia ficar sem mais essa. Estilhaçou outra vez sua imagem na imprensa internacional. Tentou se camuflar de árvore e hoje não passa de um espantalho nos outdoors da cara de pau. Na sua campanha sistemática, antiética e despudorada contra o governo federal tentou enlameá-lo e culpá-lo mais uma vez empurrando a realização da Copa para o ralo e quebrou a cara no espelho.


Desnecessário listar e alinhavar as investidas que a velha mídia utilizou para desfigurar os acontecimentos e eventos que antecederam a abertura e os primeiros dias da Copa no país. Não deram trégua os jornalões da vida brasileira escritos, falados e televisados.

Vale lembrar, porém, que a primeira e monumental burrada foi de início ir contra as manifestações de junho do ano passado. A velha mídia sem exceção culpava diuturnamente os manifestantes como vândalos, irresponsáveis e marginais. A elite branca apoiava enfurecida.

Não é que poucas semanas após perceberam que entraram pelo caminho errado, o mote teria de ser outro. Deram um giro de 180 graus e passaram a engrossar a fileira dos descontentes, desavisados e mal informados. A bandeira era que o governo federal deixava de atender as necessidades básicas da população brasileira e do país investindo somas retumbantes na preparação da Copa de 2014.

As manifestações se diluíram no tempo e continuaram em surtos esporádicos aqui e ali. Mas a manifestação da velha mídia se manteve, ampliou e vendeu uma imagem profundamente depreciativa e arrasada do país aqui mesmo e no exterior. O lema passou a ser, como todos sabemos, não vai haver Copa!

Fizeram de tudo e por tudo para que o lema tivesse efeito e se mostrasse realidade. Tudo virou problema, dificuldade, irresponsabilidade, despreparo e corrupção. Infiltraram-se até pelos gastos sociais vendendo a mentira deslavada de que se gastava mais na Copa do que na educação e saúde. Infelizmente muita gente séria e informada embarcou nessa canoa furada.

Até que chega junho de 2014 e a Copa começa. Davi mais uma vez enfrenta Golias e o derruba com estilingue tupiniquim. A farsa é exposta. Como começa a Copa num país que não se aprontara minimamente adequado para tal? A velha mídia descarada, no entanto, não se dá por vencida, retira apenas a camuflagem e passa a noticiar efusiva o espetáculo do futebol. O mesmo que ela mesma ameaçava de não ter palco garantido.

Mas a farsa não passou desapercebida pela imprensa internacional. Jornais de vários cantos do mundo exaltaram a realização da Copa no Brasil, incluindo as mídias sociais. Passada a primeira semana e quase ao fim a etapa classificatória, os elogios vêm especialmente pela grandeza do evento e adequada organização.

A opinião de um estrangeiro é importante para avaliar o que se viu e se vê aqui no país em relação a Copa. Impressões isentas de alguém de fora, do ramo, capacitado e bem informado ajudam a classificar como vem sendo o transcorrer do maior certame do futebol mundial.

O americano The New York Times semana passada estampou reportagem do jornalista Sam Borden sobre a realização da Copa sem deixar de chamar a atenção sobre a maldição lançada pela velha mídia nacional que acabou por se transformar em pequenos problemas localizados, segundo ele “soluços”. 

Previsões apocalípticas de que alguns estádios não estariam totalmente prontos a tempo ou que certamente outros não estariam acabados mesmo. Violentos protestos nas ruas iriam ameaçar torcedores e conturbar praticamente tudo. Greves em aeroportos e metrôs perturbariam a vida de milhares de visitantes.

Essas entre outras previsões de juízo final (literalmente ,“doomsday”), segundo o jornalista, eram preocupações constantes lançadas pela mídia brasileira nos dias anteriores à Copa do Mundo no Brasil.

Passada a primeira semana, no entanto, Borden escreve categoricamente que a situação no maior país da América do Sul é dificilmente desoladora. Para os fãs que se interessam por muitos gols, resultados surpreendentes e futebol com estilo, o torneio tem sido até agora de um sucesso inacreditável. Os jogos encantam os olhos e vêm sendo perfeitos para a transmissão televisiva.

A qualidade técnica dos gramados nos novos estádios foi destacada por um engenheiro inglês ao elogiar a permeabilidade alcançada, especialmente em Manaus e Natal que passam por um pesado período de chuvas.

Os pequenos problemas, os 'soluços', ficaram por conta de defeitos elétricos localizados, estádios com alguns reparos a fazer e cadeiras incorretamente numeradas. Nenhum deles foi totalmente comprometedor. Coisas  reparadas a cada dia.

Outros soluços como melhoria da segurança em volta dos estádios e uso de fogos de artifício prejudicaram alguns torcedores e a organização do evento tem tomado providências para serem os controles mais rigorosos antecipando dificuldades.

Soluços, no entanto, ocorreram, cita o jornalista, por exemplo, nos Jogos de Socchi na Rússia este ano, quando faltaram hotéis para todos os visitantes ou estavam incompletos para uso. Nos Jogos de Verão de Atenas em 2004 ocorreram greves e problemas de infraestrutura. No Park Olímpico de Londres em 2012 havia uma área ainda em construção logo na abertura da cerimônia(Do AMgóes - Estive em Londres 4 meses depois das Olimpíadas, em  2012. Parte do centro histórico(bimilenar) da capital do Reino Unido ainda era um canteiro de obras para modernização de sua infraestrutura, cuja conclusão demandou mais tempo, além dos Jogos).
É cedo ainda para ser feita uma avaliação completa do torneio. Afinal ainda faltam praticamente três semanas. Como dizem que a primeira impressão é a que fica, entretanto, é possível e bastante provável que a Copa continue transcorrendo em clima amistoso saudável mesmo com o calor reclamado por algumas seleções europeias. Mas afinal lá também no verão a temperatura circula entre 30 e 40 graus. E muitas vezes à sombra...

(*) José Carlos Peliano é economista.


China demonstra interesse em investir em ferrovias no Brasil

Mobilidade urbana:   modelo de concessões para desenvolver parque logístico é elogiado por representantes chineses

                                             

 

Em reunião com o presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Paulo Passos, representantes do governo chinês demonstraram o interesse do país asiático em investir na infraestrutura brasileira, sobretudo no sistema de transporte ferroviário. 
“O Brasil é um país que precisa de melhorias na área de logística e a China pode contribuir além da tecnologia, com investimentos”, afirmou o vice-diretor geral do Conselho do Estado de Desenvolvimento e Reforma, Wang Jianjun. 
Trem chinês
Passos lembra que o Brasil se organiza para melhorar sua infraestrutura tanto para atender a demanda interna quanto a externa. O diretor-presidente da EPL disse aos chineses que o País possui grandes oportunidades para investimentos e deu o exemplo das concessões de rodovias, ferrovias, portos e aeroportos: “O governo faz um grande esforço no sentido de melhorar a logística brasileira.”
O atual modelo de concessões para aprimoramento logístico do Brasil foi bastante elogiado pelos chineses: “A China tem muito a aprender com o Brasil. Espero que além de expandir nossa cooperação com o país, possamos aprender cada vez mais um com o outro”, finalizou Wang Jianjun.

Copa, Brasil ganhou, mídia perdeu, factóides viraram pó


                        

Brasil e Camarões no estádio Mané Garrincha, em Brasília. Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Copa: o Brasil ganhou, a mídia perdeu
Cobertura pré-Copa revelou a incapacidade de separar a disputa política da noção de interesse nacional

Luis Nassif, no Jornal GGN 
Já se tem o resultado parcial da Copa: reconhecimento geral – da imprensa nacional e internacional – que é uma Copa bem organizada, com estádios de futebol excepcionais, aeroportos eficientes, sistemas de segurança adequados, logística bem estruturada e a inigualável hospitalidade do povo brasileiro.
Vários jornais (internacionais) já a reconhecem como a maior Copa da história.
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Agora, voltem algumas semanas atrás, pouco antes do início da Copa.
A imagem disseminada pela imprensa nacional – era a de um fracasso retumbante. Por uma mera questão política, lançou-se ao mundo a pior imagem possível do Brasil. O maior evento da história do país, aquele que colocou os olhos do mundo sobre o Brasil, que atraiu para cá o turismo do mundo,  foi manchado por uma propaganda negativa absurda. Em vez das belezas do país, da promoção turística, do engrandecimento da alma brasileira, da capacidade de organização do país, os grupos de mídia nacionais espalharam a imagem de um país dominado pelo crime e pela corrupção, sem capacidade de engenharia para construir estádios – justo o país que construiu duas das maiores hidrelétricas do planeta -, com epidemias grassando por todos os poros.
Um dos jornais chegou a afirmar que haveria atentados na Copa, fruto de uma fantasiosa parceria entre os black blocks e o PCC. Outro informou sobre supostas epidemias de dengue em locais de jogo da Copa.
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O episódio é exemplar para se mostrar a perda de rumo do jornalismo nacional, a incapacidade de separar a disputa política da noção de interesse nacional. E a falta de consideração para com seu principal produto: a notícia.
Primeiro, cria-se o clima do fracasso.
Criado o consenso, abre-se espaço para toda sorte de oportunismos. É o ex-jogador dizendo-se envergonhado da Copa, é a ex-apresentadora de TV dizendo que viajará na Copa para não passar vergonha.
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Tome-se o caso da suposta corrupção da Copa. O que define a maior ou menor corrupção é a capacidade de organização dos órgãos de controle. O insuspeito Ministério Público Federal (MPF) montou um Grupo de Trabalho para fiscalizar cada ato da Copa, juntamente com o Tribunal de Contas da União e a Controladoria Geral da União. O GT do MPF tornou-se um case, por ter permitido economia de quase meio bilhão de reais.
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Antes da hora, é fácil afirmar que um estádio não vai ficar pronto, que um aeroporto não dará conta do movimento, que epidemias de dengue (no inverno) atingirão a todos, que os turistas serão assaltados e mortos. Fácil porque são apostas, que não têm como ser conferidas antecipadamente.
Quando o senhor fato se apresenta, todos esses factóides viram pó.
A boa organização da Copa não é uma vitória individual do governo ou da presidente Dilma Rousseff. É de milhares de pessoas, técnicos federais, estaduais e municipais, consultores, membros dos diversos poderes, especialistas em segurança, trânsito, empresas de engenharia, companhias de turismo, hotelaria.
E tudo isso foi jogado no lixo por grupos de mídia, justamente os maiores beneficiários. Eram eles o foco principal de campanhas publicitárias bilionárias, sem terem investido um centavo nas obras. Pelo contrário, jogando diuturnamente contra o sucesso da competição e contra qualquer sentimento de autoestima nacional.

Dilma: Plano de 

Transformação 

Nacional 

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Durante o lançamento oficial de sua candidatura à reeleição, ocorrida no sábado (21), em Brasília, a presidenta Dilma Rousseff anunciou sua proposta de governo para os próximos quatro anos, que inclui o Plano de Transformação Nacional, o PTN. Trata-se de uma iniciativa que levará o Brasil a um novo ciclo histórico e não apenas de desenvolvimento.
O Plano está embasado em quatro grandes reformas: política, federativa, urbana e dos serviços públicos. Essas transformações não são promessas de eleição, elas já começaram a ser implantadas pelos governos do PT.
Iniciativas como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o Minha Casa, Minha Vida (MCMV) já são mostras das metas que o governo Dilma buscará alcançar nos próximos quatro anos. Saiba mais sobre cada uma das propostas:
Reforma PolíticaA Reforma Política é uma das mais importantes propostas do PT para o País. Ela busca realizar sensíveis mudanças no processo político e eleitoral brasileiro, fortalecendo a democracia e a representação popular. “Esta reforma é fundamental para melhorar a qualidade da política e da gestão pública”, afirmou Dilma na convenção do PT.
Para permitir tais mudanças, a Reforma Política atuará em quatro pontos chave: a realização de uma Assembleia Nacional Constituinte exclusiva; o financiamento exclusivamente público das campanhas eleitorais; o voto em listas partidárias e não em políticos individuais; além de uma maior participação feminina na política nacional.
A realização da Assembleia Nacional Constituinte exclusiva para a reforma é necessária, já que o Congresso Nacional tem dificuldades em realiza-la. “Há 15 anos se discute a reforma política sem que se chegue a um acordo que permita a votação”, afirma o relator do projeto de reforma na Câmara dos Deputados, Henrique Fontana (PT-RS).
Uma assembleia com tais poderes só pode ser convocada pelo povo, através de plebiscito, que o PT propõe que seja realizado ainda este ano, entre 1º e 7 de setembro.
“Não vejo outro caminho para concretizar a reforma política do que a participação popular, mobilizando todos os setores da sociedade por meio de um Plebiscito”, destacou Dilma.
Para que a consulta popular seja realizada, é necessário colher 1,5 milhão de assinaturas de brasileiros e enviá-las ao Congresso. Para receber essas assinaturas, além do site da Reforma Política, o PT conta com mais de 400 diretórios em todo o País.
Em linhas gerais, com a aprovação da reforma, empresas não poderão mais apoiar financeiramente candidatos ao governo, o voto será feito diretamente para a legenda, impedindo a contaminação do interesse público com reivindicações pessoais e, por lei, ao menos 10% das cadeiras do Legislativo serão ocupadas por mulheres.
Reforma FederativaA Reforma Federativa está diretamente ligada à realização da Reforma Política. A proposta é fazer uma revisão dos papéis de cada um dos entes federados na composição política nacional. Assim, seriam revistas as participações da União, estados e municípios tanto na divisão do bolo tributário, como as atribuições de serviços públicos. A proposta petista é de integrar e reestruturar cada uma dessas esferas políticas.
“É preciso reestudar e redefinir novos papéis e novas funções para os entes federados, porque a complexidade crescente dos nossos problemas exige esta mudança”, disse a presidenta durante o anúncio do Plano de Transformação Nacional.
A Reforma Federativa revisará o que é estabelecido na constituição de 1988 como obrigação exclusiva de cada uma das esferas da administração pública.
Para fazer essa alteração, a reforma federativa deve primar por um maior respeito à regionalização política, já que a Constituição agrupa todos estados e municípios, com diferentes realidades, em uma só plataforma legal. “Temos que fortalecer o municipalismo brasileiro”, afirma o deputado federal José Guimarães (PT-CE).
“A regionalização permitirá investimentos mais responsáveis”, complementa o senador Walter Pinheiro (PT-BA).
Reforma UrbanaA terceira grande transformação que o PT pretende empreender é a Reforma Urbana. Esse eixo irá concentrar ações de urbanização no País, como asfaltamento de estradas e construção de redes de água e esgoto. Não serão feitas apenas obras de ordenamento. A Reforma Urbana engloba também medidas em áreas como transporte público e inclusão digital que melhorarão a vida da população urbana do País, ou seja, cerca de 81% dos brasileiros.
“A Reforma Urbana que imaginamos engloba não apenas a rediscussão do uso do espaço urbano e a melhoria da oferta da casa própria e do saneamento básico, mas também transformações decisivas na mobilidade, no transporte público e na segurança”, afirmou a presidenta.
Deste modo, o projeto da reforma não prevê apenas a pavimentação de vias, mas a criação de faixas exclusivas de ônibus e ordenamento do tráfego.
As ações da Reforma Urbana já vêm sendo aplicadas desde de a chegada do presidente Lula ao poder, em 2003, como a criação do Ministério das Cidades. O fortalecimento do PAC e a criação do Minha Casa, Minha Vida (MCMV) pela presidenta Dilma aceleraram as ações de democratização do espaço urbano no Brasil. “Muito foi feito, mas as pessoas têm pressa”, disse a presidenta durante a Conferência das Cidades, em novembro do ano passado.
Entre as ações previstas para a próxima gestão, o PT planeja aumentar o número de atendidos pelo MCMV, que já beneficiou 1,4 milhões de pessoas; expandir o a rede de saneamento básico, aplicando R$ 508 milhões no setor até 2020; aplicar recursos federais na construção de estações de metrô e faixas exclusivas de ônibus, que são originalmente atribuições dos estados e municípios; assim como equipar as polícias e contratar mais agentes de segurança em todo o país, entre outras.
Reforma dos Serviços PúblicosA última proposta é a reforma dos serviços públicos, em especial os da saúde. Programas dos governos petistas como o Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu), as Unidades de Pronto Atendimento (Upas), a Rede Cegonha e o Mais Médicos já começaram a empreender o salto de qualidade esperado para a saúde pública do Brasil.
“Temos nos esforçado muito, mas os serviços de saúde precisam sofrer, ainda, uma transformação mais profunda para ficar à altura das necessidades dos brasileiros”, afirmou a presidenta.
Outro eixo em que o governo promete uma revolução é na educação. A presidenta afirmou que o Plano de Transformação Nacional fará o ingresso decisivo do Brasil na sociedade do conhecimento, cujo pilar básico é uma transformação na qualidade da educação.
Para alcançar esse objetivo, Dilma ressaltou uma valorização “plena e real” do professor e o fortalecimento de programas como o ProUni, o Pronatec e o Ciência Sem Fonteiras. “Em todo século 20, eram três milhões de estudantes [no ensino superior], e em 12 anos, elevamos para sete milhões”, exemplificou Lula na convenção do PT.
Outra ação de fortalecimento da educação anunciada foi o programa Banda Larga para Todos, que deve dar a todos os brasileiros acesso a um serviço de internet barato, rápido e seguro.
Além do reforço nas áreas de educação e saúde, outras estratégias foram anunciadas para fortalecer os serviços públicos. Uma das mais importantes é o programa Brasil Sem Burocracia. “Nenhum país do mundo acedeu ao desenvolvimento sem romper as amarras da burocracia”, lembrou a presidenta.
“ Para avançarmos, é necessário tornar o Estado brasileiro, não um estado mínimo, mas um Estado eficiente, transparente e moderno”, esclareceu Dilma.


“Pibinho”  é nos


Estados Unidos...


 Fernando Brito    
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Você consegue imaginar como se comportariam os jornais brasileiros se acontecesse aqui o que se passou hoje nos EUA?
Em maio, foi anunciado que o Produto Interno  Bruto do país caíra 1%.
Culpou-se, com alguma razão, o frio recorde no território norteamericano.
No início do mês os jornais já falavam numa revisão dos números que levaria a queda da economia para perto de 2%.
Nesta quarta-25 saiu a revisão oficial: queda de 2,9%.
Quase o triplo da primeira medida e a maior desde a recessão pós-crise de 2008, como você vê no gráfico lá em cima.
Haja frio para explicar.
Tente lembrar, agora, do escândalo que se criou aqui com um crescimento de 1,9% no PIB brasileiro.
Ou quando a dirigente do Federal Reserve, o BC deles, dizia há poucos meses que estávamos nós entre os “Cinco Frágeis”.
“Pibinho”, dizem nossos comentaristas econômicos, mesmo sabendo que temos uma economia dependente da economia do mundo e que a economia do mundo reflete, e muito, o desempenho da economia americana.
Que vai apresentar um resultado melhor, claro, no segundo semestre, porque a base de comparação do primeiro trimestre é baixa, muito baixa.
Melhor, mas muito longe de recuperar as perdas dos primeiros três meses do ano.
O Brasil vai precisar fazer o que o período eleitoral e a pressão da mídia não permitem.
Ampliar muito e muito mais o investimento público e o consumo, medidas clássicas de políticas econômicas anticíclicas como se fez no Governo Lula, diante da crise global.
Mas estamos amarrados à “camisa-de-força” da ortodoxia econômica que o “diktat” do mercado nos impõe.
Ou, para sair do economês, fazer aquilo que sugeriu o ex-presidente Lula, , Arno Augustin:
- - Arno, um dia você vai ter que me explicar por que, se a gente não tem inflação de demanda, por que a gente está barrando crédito. Porque com o crédito todo mundo vai à luta, o comércio vai à fábrica, a fábrica vai produzir, melhora a vida de todo mundo. Sem crédito ninguém vai a lugar nenhum.

Na ‘Eurocâmaras’, Lula critica


o pessimismo com


nosso país

Jornal GGNA Eurocâmaras e a Câmara de Comércio França-Brasil realizaram nessa última terça-feira (24), em São Paulo, um evento que contou com a presença de Luiz Inácio Lula da Silva. Na ocasião, o ex-presidente demonstrou empolgação com a Copa do Mundo, criticou o pessimismo com o nosso país, defendeu a distribuição de renda como motor para o crescimento e falou sobre a importância do Brasil para a União Europeia e do Mercosul para o Brasil.


Sobre a Copa do Mundo
Descontraído, o ex-presidente Lula abriu o evento falando sobre a Copa do Mundo: “Eu espero que um dos países das Câmaras estrangeiras aqui presentes possa estar na final. Com a expectativa de que ninguém ouse levar a taça”.
Antes de subir ao palanque, o ex-presidente pediu à organização do evento que exibisse um vídeo de uma catadora falando sobre a Copa do Mundo. “Ela conquistou cidadania, consciência política”, disse. Então, citou Joãozinho Trinta quando respondeu às constatações de que a quadra da escola era um lugar luxuoso. “O povo gosta de luxo. Quem gosta de miséria é intelectual”.
Em seguida, rebateu as críticas pessimistas sobre a capacidade do Brasil de sediar o evento. “Nos últimos dois anos, foi criada uma expectativa negativa. As pessoas diziam, em relação à Copa, com a maior desfaçatez: ‘Não vai ter estádio, não vai ter aeroporto, não vai ter metrô, vai ter manifestações’. Agora, os mesmos jornais estão se rendendo: ‘É a melhor Copa do Mundo da história’”.
Incentivado por uma pergunta da plateia, Lula tornaria a tocar no assunto antes do fim do evento. “Eu não quero escolher adversário, só me importa que um dos times da final seja o Brasil. Mas qualquer time que ganhar, a Copa do Mundo já foi um sucesso, de público e de gols. Na Bahia, em três jogos foram 17 gols, mais do que toda a Copa dos Estados Unidos”, brincou. “A Inglaterra já está indo embora porque não está acostumada a jogar em estádios tão bons”.
Sobre a importância do Brasil
para a União Europeia
Sem perder de vista as relações do Brasil no Mercosul, Lula defendeu a criação da União Europeia como um patrimônio da humanidade. “Imaginar que os países pudessem construir uma relação multilateral sem abdicar da soberania é uma aula de democracia”, afirmou.
Então, falou sobre os investimentos do Brasil na região durante o governo do PT. Disse que, apenas em 2013, o país fez aportes na casa de € 21 bilhões na União Europeia, com investimentos principalmente na Espanha e Portugal, e defendeu que o Brasil é o segundo maior investidor estrangeiro na região.
Em 2002, tínhamos um fluxo [da balança comercial] de US$ 29 bilhões com a União Europeia. Hoje, temos um fluxo de US$ 99 bilhões”, detalhou. E afirmou que o Brasil atualmente só exerce de 20 a 30% do potencial de negócios que tem com a região.
Falou também sobre a inclusão social como motor do crescimento da economia. “O mundo rico precisa criar novos consumidores para continuar a crescer. Se quem hoje não tem nada começar a consumir, a economia vai dar um salto”.
Sobre a importância do Mercosul
para o Brasil
Questionado se o Mercosul ainda representa uma oportunidade para o Brasil, ou se já se tornou um problema, Lula defendeu a importância estratégica de se fazer negócios com os vizinhos. “O Brasil tem 16 mil quilômetros de fronteiras com outros países da América Latina. Não dá pra gente ter fronteira com os países da América Latina e querer vender para os Estados Unidos. Temos que continuar valorizando nossos vizinhos”, respondeu.
De acordo com o ex-presidente, o Brasil tem uma responsabilidade com a região e o Mercosul. “Às vezes, precisamos fazer coisas menores do que gostaríamos, mas fazemos porque, como maior economia e maior população, queremos trazer eles conosco. Eu estou convencido de que o crescimento do Brasil será junto com a América do Sul”, admitiu.
A América Latina tem um PIB de quase US$ 6 tri. Quando eu me aproximei da América Latina falaram que eu era maluco, que eu devia me aproximar da Europa. Mas a Europa só queria me vender, não queria me comprar”, disse.
Se estivéssemos aqui seis anos atrás, vocês me diriam que a Bolívia não vai dar certo, que aquele índio não tem competência. Hoje a Bolívia tem o maior período de tranquilidade democrática dos últimos tempos, eles têm US$ 15 bilhões de reserva”, defendeu.
Sobre a prioridade em políticas sociais
do governo brasileiro
Lula voltou a afirmar o compromisso do governo do PT de priorizar políticas sociais. “O Bolsa Família hoje é apontado pela ONU como o maior programa de transferência de renda do mundo. O Bolsa Família tem que estar no orçamento da União”, disse.
Além disso, falou sobre a manutenção da inflação com baixos índices de desemprego e boa remuneração. “Vocês se lembram que neste país diziam que não podia aumentar o salário mínimo por causa da inflação. Nos últimos 12 anos, aumentamos o salário mínimo em 72% e geramos 20 milhões de empregos formais. O chamado mundo desenvolvido fechou as portas para 62 milhões de postos de trabalho. Controlar a inflação com desemprego é fácil, mas controlar a inflação com emprego e aumento de salário é pouco usual”.
De acordo com Lula, nos últimos anos, a renda da sociedade brasileira cresceu 35% e a renda dos mais pobres cresceu 70%. “Nós vamos levar a inflação para dentro da meta distribuindo renda”, afirmou.
Sobre os problemas logísticos advindos da ascensão da classe C, Lula comentou: “Tem gente incomodada que o povo tá andando de carro. Eu passei a vida inteira fabricando carro, eu não tenho o direito de ter um? Os prefeitos que construam mais ruas. Eu não vou olhar na cara do pobre e dizer que ele não pode ter carro. Ele pode ter tudo que tiver capacidade de produzir”.
Ele também falou sobre o aumento na concessão de crédito. De acordo com o ex-presidente, em 2002 foram disponibilizados R$ 380 bilhões de crédito, versus R$ 2,7 trilhões atualmente. “Uma vez me perguntaram se eu era comunista ou socialista, eu respondi: ‘eu sou torneiro mecânico’. Eu nunca fui comunista, mas um país capitalista não pode crescer sem capital. Nós criamos crédito para as pessoas, para o grande, para o médio e para o pequeno. Hoje, cooperativas de catadores pedem empréstimos para o BNDES ao lado de grandes empresários. E o BNDES tem inadimplência zero”.
O ex-presidente destacou a inclusão dos brasileiros no sistema financeiro. “Em 2002, 70 milhões de brasileiros tinham conta bancária. Hoje são 120 milhões. Mais 50 milhões de pessoas. Colocamos uma Colômbia e um Paraguai juntos no sistema financeiro”.
Por fim, Lula falou sobre como a inclusão social é boa para a economia. “Quando fizemos o 'Luz para Todos' fomos criticados, ‘de novo o pobre, o Lula só pensa no pobre’. Mas quando chegou a luz na casa do pobre, 80% comprou televisor, 70% comprou geladeira. O que aconteceu foi que as empresas ganharam dinheiro”.
Sobre os investimentos em educação
Respondendo às críticas de governo assistencialista, Lula falou sobre os investimentos realizados em educação. “Nós conseguimos que 70% dos royalties do petróleo vão para a educação. Abrimos 18 universidades federais, 365 escolas técnicas, mais o Prouni, mais o Reuni, além do Ciência sem Fronteiras”, detalhou. “O Brasil levou quase um século para chegar em três milhões de jovens matriculados em universidades. Nós, em 12 anos, chegamos em sete milhões”.
Adiantou, então, que a presidente Dilma vai anunciar, em breve, um novo programa de valorização da ciência e tecnologia, mas não deu detalhes. Depois, perguntado sobre o assunto, o presidente defendeu o programa como solução para o problema de produtividade que aumenta o Custo Brasil e atrapalha a competitividade.
Sobre o pessimismo do empresariado
Lula demonstrou muito otimismo com os rumos do Brasil e rebateu diversas críticas feitas ao país. “Eu imagino que as pessoas não têm muita noção, ou não querem ter, sobre as coisas no Brasil. O Brasil não é mais aquele paisinho 18ª economia do mundo, 12ª economia do mundo, que só saía em foto da Candelária. O Brasil pode ser a 5ª maior economia do mundo em pouco tempo”, constatou.
E então deu uma série de dados atualizados, sempre perguntando ao final “Quantos países têm indicadores como esses?”, “Em que outro país do mundo isso aconteceu?”, “Que outra economia teve um desempenho como o nosso?”.
Segundo Lula, nossas reservas atuais correspondem a 18 meses de exportações, a dívida líquida foi reduzida e a dívida bruta estabilizada, a inflação está dentro das metas. “Qual foi o país que ergueu praticamente do zero uma indústria naval que hoje já emprega 80 mil pessoas?”, “Que outra economia emergente tem uma matriz tão limpa e diversificada?”, “Dos emergentes, quem conseguiu levar energia para 30 milhões de casas?”, “O fluxo da balança comercial era de US$ 107 bilhões em 2007, hoje, é de US$ 482 bilhões. E se não fosse a crise estaria na casa de US$ 600 bilhões”, “O superávit primário médio é de R$ 3,58 bilhões. Nenhum país do mundo produziu isso”.
O ex-presidente ainda sabe vender muito bem o Brasil. Ao final da apresentação de quase uma hora, o público presente o aplaudiu de pé. 

Dilma anuncia mais 100 mil bolsas na segunda etapa do Ciência sem Fronteiras

                                  
Presidenta Dilma posa em selfie com estudantes do programa Ciência sem Fronteiras. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.
Presidenta Dilma posa para selfie com bolsistas do Ciência sem Fronteiras no anúncio da segunda etapa do programa. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.
O programa Ciência sem Fronteiras do governo federal oferecerá 100 mil novas bolsas de estudo na segunda fase, lançada nesta quarta-feira (25) pela presidenta Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto. Ela reiterou objetivo do programa, focado em formar estudantes de vários níveis de graduação, pós-graduação e pesquisadores no exterior em escala compatível com os desafio do país.
Este é um programa feito para garantir ao Brasil condições de gerar aqui inovação, de gerar aqui o interesse pelas ciências e pela aplicação da tecnologia em todas as áreas. Na indústria, na agricultura e, sobretudo, para viabilizar também a pesquisa em ciências básicas. Com isso estamos abrindo as nossas fronteiras. Estamos abrindo horizontes dos nossos jovens. Por isso, nós definimos a nova fase do Ciência sem Fronteiras”, explicou.
Dilma lembrou que o Ciência sem Fronteiras concedeu, até este momento, 83,2 mil bolsas no exterior, e destacou que com as chamadas programadas para setembro, o governo atingirá a meta de 101 mil bolsas de estudo. Para efeito de comparação, a presidenta disse que, antes da criação do programa, eram apenas cinco mil bolsistas fora do Brasil.
Números do programa

As 83,2 mil bolsas concedidas pelo Ciência sem Fronteiras foram para estudantes de 1,1 mil municípios. Desse total, 76,1 bolsas do governo federal, e 7,1 mil vindos da iniciativa privada, fato que rendeu agradecimentos da presidenta Dilma as empresas parceiras no programa – 44,2% desses bolsistas são mulheres, 31,4% são negros e 85,9% são jovens.

Dos 43 países de destino dos estudantes, os Estados Unidos lideram o ranking de número de bolsas (26,3 mil), seguidos pelo Reino Unido (9,5 mil), Canadá (7 mil), França (6,4 mil) e Alemanha (5,9 mil). Conforme ressaltou a presidenta no lançamento da segunda fase, o Ciência sem Fronteiras tem 18 áreas prioritárias, dentre as quais se destacam: engenharias e demais áreas tecnológicas (36,4 mil bolsas); biologia, ciências biomédicas e da saúde (14,5 mil); e da indústria criativa (6,6 mil).