terça-feira, 3 de dezembro de 2013

PIB cresce 2,2% no 3º trimestre sobre 2012; em 12 meses, alta é de 2,3%

Mas a economia recuou 0,5% do segundo para o terceiro trimestre de 2013, pior índice desde 2009. Resultado de 2012 foi revisado pelo IBGE de 0,9% para 1%
 03/12/2013 09:04, 09:59  
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SINDMETAL
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Atividade industrial e crescimento da massa salarial, entre os fatores que contribuíram para o resultado do PIB
São Paulo – O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 2,2% no terceiro trimestre em relação a igual período de 2012, informou na manhã de hoje (3) o IBGE. O resultado ficou um pouco abaixo de previsão feita ontem pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, que falou em 2,5%. Em relação ao segundo trimestre deste ano, houve recuo de 0,5%, o pior resultado desde 2009. Nos três primeiros trimestres de 2013, a soma das riquezas do país aumentou 2,4%, também sobre igual período de 2012. Em quatro trimestres acumulados, a alta é de 2,3%. Em valores correntes, o PIB soma R$ 1,213 trilhão.
Na comparação com o terceiro trimestre de 2012, a indústria cresceu 1,9% (1,9% na indústria de transformação, 0,7% na extrativa e 2,4% na construção civil), a agropecuária recuou 1% e os serviços tiveram alta de 2,2%. A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), indicador de investimento em máquinas, equipamentos e na construção, aumentou 7,3%, segundo o IBGE "pela expansão da produção interna de bens de capital". Foi o terceiro resultado positivo seguido após quatro quedas em 2012.
O consumo das famílias, que somou R$ 764,9 bilhões, cresceu 2,3% também na comparação com o terceiro trimestre do ano passado. Foi a 40ª variação positiva consecutiva. "Um dos fatores que contribuíram para este resultado foi o comportamento da massa salarial real, que teve elevação de 2,1% no terceiro trimestre de 2013", informa o IBGE. "Além disso, houve um aumento, em termos nominais, do saldo de operações de crédito do sistema financeiro com recursos livres para as pessoas físicas de 8,1% no terceiro trimestre de 2013." O consumo da administração pública (R$ 253,4 bilhões) também registrou alta de 2,3%.
Já do segundo para o terceiro trimestre deste ano, o principal fator para a queda de 0,5% foi o comportamento da agropecuária, que recuou 3,5%. Indústria e serviços ficaram praticamente estáveis, com variações de 0,1% nos dois casos (a indústria de transformação caiu 0,4%). A FBCF, depois de três altas, recuou 2,2%, enquanto o consumo das famílias aumentou 1% e o da administração pública, 1,2%. Tanto exportações (-1,4%) quanto importações (-0,1%) tiveram resultados negativos.
No período de janeiro a setembro (2,4%), o PIB teve alta de 8,1% na agropecuária, 2,1% nos serviços e 1,2% na indústria. No acumulado em quatro trimestres (2,3%), esses mesmos grupos subiram 5,1%, 2,3% e 0,9%, respectivamente. Também em quatro trimestres, o resultado mostra avanço contínuo: 0,9% no terceiro trimestre de 2012, 1% no quarto trimestre, 1,3% no primeiro trimestre deste ano, 2% no segundo e 2,3% neste terceiro.
A taxa de investimento no terceiro trimestre correspondeu a 19,1% do PIB, acima de igual período de 2012 (18,7%). Na mesma base de comparação, a taxa de poupança foi de 15,3% para 15%.
O IBGE também revisou o resultado do PIB de 2012, mas a mudança foi mínima: de 0,9% para 1%. Na semana passada, em entrevista, a presidenta Dilma Rousseff chegou em falar em possível alta de 1,5%.

O que separa o jornalista ingênuo do preguiçoso                                            ter, 03/12/2013 - 11:06                                                        

do Observatório da Imprensa

LEITURAS DO ‘ESTADÃO’: O que separa o jornalista ingênuo do preguiçoso


Por Julio Ottoboni 
O centenário Estado de S.Paulo deu uma barriga imensa. Publicada na quarta-feira (20/11) na editoria de “Economia & Negócios”, um dos espaços mais nobres do jornal, a matéria sob o título “‘Segredo para o sucesso é ambição e muito trabalho’, diz executivo” foi um festival de erros que devem ter facilitado em muito a vida de qualquer mal intencionado que conseguiu colocar a cara e o nome num dos baluartes da tida “grande imprensa”. Praticamente nada na reportagem era verídico, pelo visto somente o nome do indiano-brasileiro espertalhão. Endereços falsos, empresas inexistentes, negócios que só existem no universo imaginário (ver, neste Observatório, “Barriga em jornalismo também é ‘business’”).
O velho jornal acusou o golpe e buscou, enfim, apurar a história do indiano que está mais para o personagem do filme “Aventuras de Pi” que para o executivo cobiçado por todas as grandes corporações. Curvou-se, mas buscou uma saída digna. Refez a reportagem com alguns critérios até então não adotados, como apurar se eram ou não verdadeiras as informações. Um preceito básico no jornalismo em qualquer parte do mundo, pois o contrário seria ficção ou literatura.
Sob o título “Executivo retratado em reportagem é desmentido”, na edição de quarta-feira (27/11) o jornalão mordeu, mas não com o mesmo abocanho de tempos atrás. Mesmo veladamente, a prática do pecado capital da preguiça parece ter sido reconhecida e o vestuto Estadão acabou assumindo a protuberância abdominal jornalística e foi apurar, pelo menos, parte dos fatos – num mea culpa cada vez menos visto na imprensa. Ponto positivo, alguns quilos a menos na barriga. Diz a matéria:
“Após a publicação da reportagem, no caderno ‘Fóruns Estadão Brasil Competitivo’, na última quinta-feira, porém, o Estado recebeu um e-mail com denúncias relativas à empresa e constatou uma série de inconsistências nas informações fornecidas pelo executivo”.
O que mostra que fonte sempre trata de seus interesses pessoais na abordagem de um assunto e que esses podem estar longe da verdade. Por isso, se apura. Não tem jeito: cerca-se o porco mesmo que este seja ensebado.
“Área nobre”
Descobriu-se então que o site da Nilla Business, até então uma empresa muito bem sucedida e sediada em Londres, gerenciadora de R$ 1 bilhão em ativos, com rede de restaurantes, uma linha aérea, 30 escolas de inglês, e que buscava oportunidades de negócios no Brasil, mantinha como endereço de sua sede um acanhado local no bairro da Lapa, em São Paulo. Lá se encontra uma simples empresa de jardinagem.
Entretanto, os endereços constantes como sendo de escritórios executivos em Londres, na Índia e em São José dos Campos, locais que também teriam sedes do complexo empresarial, foram deixados de lado – numa lógica um tanto tangencial à gravidade do caso, pois todos outros endereços também eram falsos ou só serviram de fachada. Bastaria uma breve pesquisa no Google para descobrir grandes, para não dizer imensas, incongruências informativas.
Mas o que intriga é a existência legal da Nilla Business. O jornal ainda deve essa explicação. Como se publica algo sobre uma empresa que ora é sediada em Londres, mas em seu site surgem endereços em São Paulo e no interior do estado, que dias depois das primeiras denúncias foi retirado do ar, numa clara demonstração de que o Taj Mahal construído especialmente para a reportagem era feito de cartas e ruiu no primeiro sopro? Ou melhor, espirro, pois nada ali cheirava bem.
A chancela do Estadão ao falsário foi amenizada, mas o tempo apaga muita coisa e uma notícia mal apurada ou deturpada, principalmente no jornalismo impresso, ganha condição documental. A reação do jornal deveria vir para estraçalhar, muito próximo aos estragos feitos pela dentição de um mastim napolitano, mas preferiu-se a arcada dentária de um minipoodle. Mesmo o passado do executivo, que teria conseguido trabalhar em diversas grandes empresas com cargos de direção mesmo tendo 42 anos, deveria ser alvo de averiguação. Quem mente por pouco também mente por muito. É uma questão de índole.
Tanto que, como no poema “Quadrilha”, de Carlos Drummond de Andrade, o fundador da Embraer e ex-ministro Ozires Silva, que não tinha entrado na história, acabou por surgir no site da Nilla Business como consultor e ficou furioso ao tomar conhecimento do caso, prometendo tomar providências legais contra a inclusão de seu nome no imbróglio.
O indicativo de que o travesseiro de penas foi rasgado ao vento veio no questionamento da reportagem ao próprio personagem da matéria:
“Sobre o fato de uma empresa que pretende atender grandes clientes corporativos estar sediada dentro de uma empresa de paisagismo, Bhaskar [Yelisetty Udaya Bhaskar] justifica que essa empresa ‘pertence ao grupo Nilla’. Diz também que a companhia em breve vai alugar uma sede própria, em uma área nobre de escritórios da capital”.
Então logo voltará a ser notícia, em algum desavisado veículo de comunicação, por ingenuidade ou preguiça. Ou, quem sabe, em páginas policiais.

Globonews e professor Sami Dana, da FGV: o uso do ambiente leigo para o exercício da inveja acadêmica                                                       

Por Marco Antonio Leonel Caetano(*)
Sou professor, com doutoramento em Engenharia Aeronáutica pelo ITA-São José dos Campos, e tenho minhas pesquisas pautadas no modelamento de vários fenômenos da natureza. Já trabalhei e publiquei em revistas internacionais especializadas na área aeroespacial, em medicina com modelos de tratamentos contra o HIV, com modelos da dengue, com modelos sobre aquecimento global e, nos últimos 15 anos, com modelo para estudo de crash financeiro. Esse estudo de 15 anos sobre como acontecem os crashes partiu de um modelo do professor Didier Sornette que, com suas pesquisas, publicou o livro Why Stock Markets Crash.
A seriedade do estudo de Sornette lhe valeu grandes referências, sendo coordenador de um centro para estudo de crises no ETH-Zurich, o mesmo instituto de Einstein. Sornette também já foi diretor da Sociedade Suíça de Finanças. O modelo de Sornette se norteia na utilização e adaptação de modelos para previsão de terremotos, tentando enxergar um crash financeiro como um terremoto. Mas o equacionamento do professor Sornette tem alguns problemas técnicos do ponto de vista matemático.
Com base nesse estudo eu, juntamente com o professor doutor Takashi Yoneyama, do ITA, adaptamos o estudo de Sornette e enxergamos que, ao invés de usar um modelo próprio de terremoto, poderíamos usar espectro de frequências para tentar visualizar como era o comportamento do mercado durante uma crise. Funciona como um celular à procura de uma antena para seu sinal. Quanto mais próximo da fonte, mais o alerta vai ficando forte, sempre com valores oscilando entre zero e um.
Publicamos esse estudo diversas vezes pela Elsevier, na revista internacional Physica-A, com inúmeros testes estatísticos solicitados pelos revisores. Não se publica um artigo científico sem que os pares de revisores estejam satisfeitos em suas exigências, principalmente estatísticas. O artigo original e seminal de nosso estudo foi o seguinte:

Muitas publicações se seguiram em outras revistas e congressos internacionais, até elaborarmos um índice que pudesse computar entre zero e um, um alerta que leigos no assunto pudessem entender. O segundo artigo foi esse:

E foi desse artigo que nasceu o IMA – Índice de Mudanças Abruptas, para fazer alertas de fortescrashes e de possíveis bons momentos de compras para os investidores.
Previsões sobre o mercado
Em 2007, quando a economia estava bastante favorável aos negócios, começamos a alertar, através de entrevistas, sobre uma possível virada forte no mercado usando o IMA. Em dezembro de 2007, o Valor Econômico publicou com destaque nosso alerta no “EU & Investimentos”, numa excelente matéria sobre o IMA, assinada pela jornalista Adriana Cotias.
Em fevereiro de 2008, o jornal publicou outro alerta, indicando que a crise estava se aproximando, quando ninguém ainda cogitava de falências como as do Leman & Brothers nos EUA. Já se comentavam as hipotecas, mas ninguém falava em datas ou quando isso ocorreria.
Desde então, em 2009, em 2010 e em 2011, tanto o Valor quanto outros jornais, começaram a nos entrevistar sobre as mudanças no mercado. Foi então que decidimos criar um site, o “Mudanças Abruptas“.
O site Mudanças Abruptas
O site “Mudanças Abruptas” tem o intuito de divulgar ciência, educação, exercícios, trabalhos de alunos e ex-alunos e colunas com professores. Não somente o mercado é abordado, mas tudo que está relacionado com matemática e computação é abordado no site. Todos os materiais são próprios e não existe cópia de outros sites, pois todos os estudos e programas foram desenvolvidos por mim, que sou professor de computação há quase 25 anos.
Sempre preocupado em fazer as pessoas acreditarem em ciência, disponibilizo links para livros, sites interessantes, planilhas de outros estudantes e estudos de outros professores para motivar o uso da computação e matemática.
A partir deste ano, começamos a cobrar pelo acesso de assinantes ao IMA, com intervalo de 15 minutos ao sinal da Bovespa. Além do Ibovespa, o assinante tem acesso ao IMA relacionado a outras 10 ações. A cada 15 minutos alertas são emitidos (ou não, dependendo do mercado) sobrecrashes ou oportunidades de investimentos. Essa é a única área cobrada, pois diversos fundos de investimentos usam o IMA para fazer lucro grande com o dinheiro dos clientes.
O livro
Com citações em artigos pelo mundo afora, chineses começaram a replicar e reproduzir meu trabalho para a bolsa de valores Hang Seng. Decidi então escrever um livro, dividido em cinco partes, para que o leitor leigo no mercado fosse crescendo no interesse à medida que lia os capítulos.
A parte 1 conta as crises desde a “crise das tulipas” na Holanda, de 1907, a crise de 1929 e assim por diante até o flash crash de 2010. Depois, na segunda parte, mostro onde os modelos atuais falham. Na parte 3, como usar estatística no mercado. Na parte 4, como a matemática e novos algoritmos de computação poderiam ser melhores utilizados. E, por fim, como funciona meu método e como é o IMA onde acerta e onde erra.
O livro foi lançado pela editora Érica-Saraiva com o nome Mudanças Abruptas no Mercado Financeiro e pode ser conferido aqui. O livro é acadêmico, científico e de mercado, visto que dados reais são apresentados nos exemplos em todos os capítulos. A revisão do livro foi feita por quatro reconhecidos revisores que eu e a editora selecionamos, com PhD no exterior nas áreas de Engenharia, Economia, Finanças e Física. Depois de suas correções e crivo, publicamos o texto.
O problema com a Globo News
Nossa assessora de imprensa distribuiu em seus links uma pauta para quem tivesse interesse em saber detalhes de como o IMA funciona no mercado. A Globo News manteve contato, com interesse na matéria, a ser apresentada no programa Conta Corrente, com o âncora Dony de Nuccio e o professor Samy Dana, da FGV. A matéria levou duas horas de filmagens e praticamente uma aula particular com a repórter Carla Lopes, que não era muito íntima na área de mercados. Ela compilou tudo em três minutos e conseguiu, por fim, fazer uma boa matéria, incluindo assinante do site, algumas palavras comigo explicando o procedimento e algumas imagens.
Então, os outros três minutos, o âncora e o professor da FGV desfizeram da matéria logo de início, com sorrisos de deboche. Ilustraram contra exemplos, todos errados, a respeito de dados passados, destratando o que eu tinha dito na matéria. Fizeram analogia com gato jogando bolinhas aleatórias e que tinha mais chance de acertar do que os investidores. Fizeram analogias sobre o polvo da Copa do Mundo de futebol. O professor da FGV disse que ninguém venderia ou compraria algo tão bom se esse algo não fosse bom de verdade. Não disse explicitamente sobre o IMA, mas somos todos bem adultos para perceber esse jargão do mercado. Sim, no mercado, quando os analistas querem desfazer o trabalho dos outros fazem duas perguntas: 1- Quanto você já ganhou?; 2- Se é tão bom, por que está vendendo?
Esse tipo de hipocrisia é clássico de analista de mercado. Quem é da área conhece essa abordagem. E foi isso que Samy fez e que, para quem não é do mercado parece não dizer nada, mas para quem é, é um deboche autêntico. Eu sou do mercado e da ciência, por isso entendi o recado dele.
Mas para terminar, não contente em desfazer todo meu trabalho e do professor doutor Takashi Yoneyama, o professor Samy da FGV ainda termina dizendo: “É uma anedota, ... é aindaanedótico...”
Contatos não respondidos
Escrevi para o professor Samy Dana perguntando por que, antes de falar mal, não tinha lido algo sobre mim, sobre meu trabalho e do professor Takashi Yoneyama nos últimos 15 anos. Perguntei a ele por que desfazer de um trabalho que ele não conhecia e que ele não tinha chance de entender? A matemática existente lá no meu método é pesada e baseada em teoremas.
A resposta foi: silêncio.
Escrevi para o editor do programa Conta Corrente, com os mesmos argumentos, com as mesmas questões levantadas. Resposta: silêncio.
Percebi nas redes sociais que o editor é recém-formado e logo concluí que nunca ele teria coragem de confrontar o professor Samy para desfazer a covardia que fizeram sobre a matéria.
Escrevi para um ex-integrante do antigo programa Conta Corrente, o comentarista George Vidor. Uma pessoa muito gentil que transferiu meu e-mail para um editor da Globo News. Resposta: silêncio.
Por último, escrevi para o editor-chefe da Globo News, João Carvalho Neto, que respondeu que estava aberto a reclamações. Quando escrevi sobre os problemas na matéria a resposta foi: silêncio.
Insisti uma semana depois, se ele tinha recebido e o que ele tinha a respeito do ocorrido. A resposta foi essa:
Em suas próprias palavras, o editor diz: “Não podemos responder pelos comentários ... de nossos comentaristas, que são independentes...”
Questões ao Observatório da Imprensa
Eu não solicitei a reportagem, não pedi a entrevista. Lançamos a ideia e eles se interessaram pelo assunto. Se não quisessem, não precisavam vir, perder meu tempo fazendo uma matéria que para eles seria “anedota”. Não preciso disso em minha carreira.
Seriam os revisores da Elsevier anedóticos? Eles publicariam algo que não tivesse um fundo de verdade? A editora Érica-Saraiva, reconhecida por suas produções no meio acadêmico, publicaria algo “anedótico”? Ou será que MEC, CNPq e Fapesp, dos quais sou assessor ad hoc, seriam “anedóticos” ao solicitar meus serviços de revisão de projetos? E os 5 mil alunos que já passaram por meu quadro negro? Eles assistiram a aulas de alguém que gosta de anedota?
(1) Por que a Globo News fez a matéria, se aparentemente o editor selecionou pontos “alvos” para o âncora e comentarista criticarem de forma “vulgar”? A gravação tinha muitas explicações, simulações do computador que expliquei para a repórter, mas tudo foi para o lixo.
(2) Está correto sobre a independência do comentarista. Mas até onde vai a liberdade sobre atingir pessoas que não podem rebater em “tempo real”?
(3) Como um programa não tem responsabilidades, se o comentarista não é um convidado, e sim, um colaborador semanal? Se o programa foi gravado por toda equipe, incluindo o editor, dentro das quatro paredes da emissora, quem tem responsabilidades? Qual é o limite?
(4) Por que não dar o direito de resposta imediato, ou então, chamar para um bate-papo junto com o comentarista, logo depois da matéria ter ido ao ar? É justo os personagens da reportagem ficarem de fora do debate ao vivo?
(5) Por que se eximir das responsabilidades de atingir quem não consegue nem mesmo contato?
(6) Não seria mais honesto a emissora ter um canal aberto ao público para trocar informações de como andam as reclamações? Por exemplo, para qualquer comentário no Conta Corrente é necessário preencher um cadastro e enviar uma mensagem – que não se sabe para quem ou para onde, que decide ou se vai para a lixeira ou não. Já escrevi algumas vezes sem resposta.
Posso estar errado em meu entendimento e pronto para aceitar a recusa de qualquer comentário a respeito deste caso. Mas na minha índole e formação acadêmica, bem como pai e filho que sempre viveu dentro dos direitos e da ética do respeito para com os outros, creio que o âncora, o comentarista, os editores e o canal Globo News como um todo passaram dos limites do profissionalismo.
***
(*) Marco Antonio Leonel Caetano é professor de Engenharia Aeronáutica do ITA (São José dos Campos, SP

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Imprensa engasgada em números

Luciano Martins Costa                         
A pesquisa Datafolha sobre intenção de voto para a Presidência da República, publicada pela Folha de S.Paulo no domingo (1/12), produz conclusões controversas e induz à constatação de que há uma relação entre o clima de pessimismo induzido pela imprensa e tais levantamentos de opinião. Resumidamente, o que o instituto constatou foi que a presidente Dilma Rousseff continua a recuperar sua popularidade, cujo crescimento foi interrompido após as manifestações do mês de junho. Paralelamente, afirma-se que a oposição não sabe aproveitar um suposto descontentamento geral da população.
Os dados da consulta aos eleitores (ver aqui) mostram a chefe do governo ampliando a vantagem sobre todos os candidatos lançados, mantendo a trajetória ascendente já verificada na versão anterior da pesquisa, realizada no dia 11 de outubro.
Em qualquer um dos nove cenários observados, contra o senador Aécio Neves, do PSDB, contra Marina Silva ou Eduardo Campos, possíveis candidatos do PSB, ou mesmo caso o ex-governador tucano José Serra seja lançado, a vitória seria da atual presidente. O mesmo acontece nas combinações em que se supõe uma candidatura do atual presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa.
No entanto, reportagem publicada na edição de segunda-feira (2/12) pelo Estado de S.Paulo revela que 16 dos 32 partidos rejeitariam filiar o presidente do STF para lançá-lo candidato ao governo em 2014. Segundo o jornal paulista, Joaquim Barbosa só seria bem recebido nos partidos de menor expressão, justamente aqueles que o ministro chama de “partidos de mentirinha”.
A possibilidade de a eleição presidencial ser resolvida já no primeiro turno, em favor de Dilma Rousseff, aparece em todos os cenários pesquisados pelo Datafolha, exceto no caso de Marina Silva ser apresentada como cabeça de chapa na aliança com Eduardo Campos. Ainda assim, essa é uma hipótese a ser mais bem analisada, em função do contexto em que foram feitas as consultas, ou seja, considerando-se os efeitos da prisão de ex-dirigentes do Partido dos Trabalhadores condenados na Ação Penal 470.
O “pessimismo” da imprensa
Pesquisas de intenção de voto representam pacotes de especulações bem embaladas, e costumam servir mais aos marqueteiros de campanha do que ao eleitorado. No caso desse levantamento feito pelo Datafolha nos dias 28 e 29/11, é interessante observar a análise feita pelos diretores do instituto e ponderar suas convicções com a observação da própria imprensa.
Dizem os analistas que a presidente Dilma Rousseff termina o ano de 2013 com a popularidade em alta graças à “ineficiência da oposição”, que não teria sabido explorar um “desejo de mudança” identificado no eleitorado. Os responsáveis pela pesquisa também afirmam que a oposição não produz a estratégia adequada para se valer de um suposto “maior pessimismo quanto ao desemprego e à inflação, em patamares próximos aos verificados no início de junho, antes dos protestos”.
Para começo de conversa, é preciso questionar essa afirmação: no início de junho os números conhecidos da inflação eram os de abril, que se mantiveram em torno de 6,5% até o fim de maio. Em outubro passado, a inflação era de pouco mais do que 5,8%, e nA segunda-feira os analistas reduzem a expectativa inflacionária para 2013.
Além disso, não há cenário pessimista quanto ao desemprego, ao contrário: considerados os aspectos demográficos, com grande número de famílias que preferem ver seus jovens buscando maior escolaridade, há especialistas afirmando que o Brasil vive em situação de pleno emprego há pelo menos dois anos. A própria imprensa tem registrado que o financiamento da educação cresce entre os itens de consumo das famílias (ver aqui), priorizando-se o estudo em vez do emprego.
Ora, quais seriam, então, os sinais de “um maior pessimismo quanto ao desemprego e à inflação” detectados pelos diretores do Datafolha, que os estrategistas da oposição supostamente deveriam explorar?
Na segunda-feira (2/12), os sites especializados e alguns informativos da chamada mídia tradicional informam que os economistas do mercado “baixaram novamente” as expectativas para a inflação deste ano, ao mesmo tempo em que ajustaram para cima as previsão de crescimento da economia brasileira, de acordo com o relatório de mercado do Banco Central (ver aqui reportagem do G1, do grupo Globo).
A conclusão é a seguinte: a imprensa inventa uma crise que não existe, e o Datafolha lamenta que a oposição não tenha aproveitado o noticiário para ganhar eleitores
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Fora dos trilhos da legalidade

O novo juiz de execução, nomeado por Joaquim Barbosa, aplicou de forma arbitrária uma "mordaça" em José Genoino
Wálter Maierovitch                          Carta Capital

                              STF
Como se sabe, o Supremo Tribunal Federal, em sessão plenária, decidiu ser possível a execução da parte do acórdão (sentença) transitada em julgado do chamado processo do “mensalão”. Pela Constituição, compete ao próprio STF, nos processos da sua competência originária, promover a execução dos títulos condenatórios, observada a vetusta fórmula do nulla executio sine titolo.

Depois do trânsito em julgado, só restará a revisão criminal, cujo cabimento é limitadíssimo. No STF, o relator do processo de conhecimento originário é o competente para presidir o processo de execução. Com efeito, o ministro Joaquim Barbosa é o “juiz natural” (constitucional) competente para presidir a execução do “mensalão”. Mais ainda, a lei processual faculta-lhe delegar apenas os atos relativos à expiação da pena. Nunca os incidentes processuais voltados para a alteração do título executório.

A execução começou e se mantém até o momento fora dos trilhos da legitimidade e da legalidade, isso quanto àqueles que começaram a cumprir as penas em regime semiaberto, caso, por exemplo, de José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares. O início da execução e com recolhimento a regime fechado aos condenados em semiaberto foi objeto de análise neste espaço na última edição.

Vamos então ao último lance. Barbosa, numa manobra de cabo de esquadra paraguaia, pressionou para afastar o juiz titular da Vara das Execuções do Distrito Federal. A troca, por ato do presidente do Tribunal Distrital e por pressão do ministro, representou uma burla à Constituição. Uma manobra voltada para afastar um magistrado portador da garantia constitucional, estabelecida no interesse público, da inamovibilidade: o titular da vara, de fato, foi removido da execução.

A propósito, antes da arbitrária troca e pelo que se infere da leitura do noticiário, Barbosa imaginou poder delegar, sem convocar, a execução a magistrado da sua livre escolha. Assim, o presidente do STF enviou a carta de guia das penas, instrumento necessário, além do acórdão, para se abrir o processo de execução, para o juiz substituto da Vara, que gozava férias. Este, depois do protesto do titular a avisar ser sua a jurisdição, encaminhou-lhe a tal guia de recolhimento para a execução. 

Depois de desavenças com Barbosa, o juiz titular restou afastado e o substituto passou a responder pela delegação. Pior, de pronto encheu-se de autoritarismo e colocou em segundo plano a nossa lei maior. Isso ocorreu ao colocar, por despacho, uma “mordaça” em Genoino, ou melhor, ao proibi-lo de conceder entrevistas. O preso condenado não perde o direito constitucional de se expressar, criticar e falar a jornalistas. Além da garantia constitucional, a Lei de Execução Penal diz, com todas as letras, garantirem-se ao condenado os direitos não atingidos pela sentença ou pela lei.

E o STF, garantidor da Constituição, não retirou, nem poderia, o direito de Genoino de e se quiser conceder entrevistas. Em apertada síntese, o deputado acabou “amordaçado” por ato de um juiz imposto inconstitucionalmente por pressão de Barbosa. Por outro lado, nada de estranho existe no fato de o condenado Dirceu poder trabalhar externa e provisoriamente. A Lei de Execução Penal, de 1984, nunca foi implementada de modo a ser plenamente cumprida. Nem os estados nem a União possuem, em números suficientes, vagas em colônias agrícolas, industriais ou similares, para a custódia e o trabalho interno do sentenciado. Dessa forma, e por ter o preso direito ao trabalho e ao resgate de um dia da pena por três de labuta, admite a jurisprudência, ao preso em regime semiaberto, a provisória saída para trabalho externo em estabelecimento privado. Essa saída temporária, sem vigilância direta, não impede o monitoramento eletrônico (art. 122, parágrafo único da Lei de Execução Penal).

Em meio a perplexidades e abusos, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, preferiu esboçar providências apenas depois da localização do foragido Henrique Pizzolato. Esquece, no particular, duas consagradas regras: Pecunia olet (o dinheiro tem cheiro e pode ser seguido) e dormientibus non sucurrit jus (o direito não socorre aqueles que dormem). Ninguém consegue, é evidente, ficar fora de um país se não contar com reservas financeiras para se manter. Por meio de cooperação internacional, tornam-se possíveis as identificações de contas bancárias e movimentações. A acomodação de Cardozo, que quando deputado foi ativo em voar para a Itália em defesa de Daniel Dantas, gera a suspeita de temer as ameaças de Pizzolato: abrir os arquivos eletrônicos em seu poder.

A oposição que virou pó

Os banqueiros e a velha mídia seguem com poder, mas estão sendo derrotados em uma pretensão: a de que são os grandes formadores de opinião do país.

Antonio Lassance (*)                                                          

Arquivo

A pesquisa mais recente do Instituto Datafolha foi uma ducha de água fria para os partidos de oposição e um sapo grande e gordo que a velha mídia oligopolista teve que engolir.

Só Dilma cresceu. Todos os demais postulantes ao cargo de presidente em 2014 caíram. A chance de vitória de Dilma em primeiro turno elevou-se. O quadro menos negativo para o tripé oposicionista (por enquanto, PSDB, PSB e PSOL – ainda é incerto se o PSC de Marcos Feliciano lançará candidato) depende de duas candidaturas para lá de improváveis: José Serra, pelo PSDB, e Marina Silva, pelo PSB. Mesmo assim, os nomes de Serra e Marina estão com viés de baixa, em intenções de voto, e de alta, em rejeição.

Aquela imprensa “isenta” (isenta de pagar impostos) alvejou a pesquisa anterior, feita pelo Ibope. Tanto que o telejornal que é expoente desse jornalismo “isento” a noticiou pela metade, sonegando os dados que indicavam vitória de Dilma em primeiro turno. Segundo seus mais tradicionais articulistas e comentaristas, Dilma estava empacada. Diziam que a pesquisa não trazia muita novidade e os resultados nem mesmo deveriam ser levados em conta, pois não tinham sofrido o impacto da prisão dos petistas condenados pela AP 470 (o processo do mensalão).

Pois bem, sob o pesado bombardeio das notícias sobre a prisão de petistas, do terrorismo fiscal e do clima de que tudo vai de mal a pior, Dilma cresceu 5 pontos em intenções de votos, comparativamente à pesquisa anterior do Datafolha.

A torcida midiática que acalenta o sonho de Joaquim Barbosa candidato em 2014 também recebeu uma má notícia. Barbosa, que por ser juiz tem o privilégio de decidir sobre uma eventual candidatura até abril do ano que vem, não provocaria 2.º turno. Apenas levaria Aécio e Campos a amargarem, respectivamente, um melancólico 3.º e 4.º lugares na corrida presidencial.

A candidatura do PSDB tem dificuldades de decolar. Carrega um fardo pesadíssimo nas costas, que interessa a apenas 1% da população: o discurso da estabilidade econômica às custas de arrocho fiscal, que continua sendo seu principal foco. Aécio se associa com orgulho às heranças do governo FHC, o que funciona como uma bola de ferro em seu calcanhar. Qual a única proposta de política social feita por esse candidato, até o momento? Manter o Bolsa Família. O resto é “vamos conversar”.

Depois de uma década fora da Presidência da República, o minimalismo liberal dos tucanos atrofiou por completo sua parte do cérebro que deveria pensar a sociedade como algo mais que um simples subproduto da economia de um país. O treinamento na Casa das Garças, templo do pensamento liberal que reúne os sacerdotes do Plano Real e banqueiros, é um dos responsáveis por essa teimosia.

Sua catequese parte da premissa de que o Brasil tem que ser transformado em uma ave de pequeno porte, de preferência evitando qualquer confronto com a águia norte-americana. Já quiseram transformar o Brasil em uma Irlanda. Parece que mudaram de ideia depois do que ocorreu com a Irlanda. Voltaram a ressuscitar o Chile – quem sabe Michelle Bachelet os faça mudar de ideia. Agora estão badalando o México. Alguém se empolga com a ideia de transformar o Brasil em um México? Poucos. Um dos que se empolgam é a candidatura Campos-Marina Silva, que igualmente enveredou pelo caminho da Casa das Garças e conta com a assessoria expressiva de uma parte dos banqueiros e economistas que a frequentam.


Ainda falta um longo caminho para 2014, e boa parte do que se esconde no saco de maldades para as eleições ainda será posto para fora. É justamente esse o aspecto mais positivo da pesquisa Datafolha para a política brasileira. É o fato de que a oposição baseada não em um programa alternativo de políticas públicas, mas na simples execração e criminalização do partido de Dilma e Lula, tem colhido como resultado um tiro no pé.

Quando se fala em oposição, entenda-se bem, estamos nos referindo não apenas aos partidos, mas ao setor da imprensa que se comporta como o partido da ideologia do medo e do ódio -  medo e ódio aos partidos de esquerda, à participação do Estado na economia, às políticas de promoção social baseadas no princípio da solidariedade coletiva, e não da competição individual. Esta oposição, que tem na velha imprensa tradicional seu representante mais extremista, tem sido sistematicamente derrotada, eleição após eleição, desde Lula. Derrotada não necessariamente em seu projeto. Os banqueiros e a velha mídia continuam dando a linha da expectativa de muitos setores da economia e mesmo mandando em muitas áreas de governo. Mas estão sendo derrotados em sua pretensão mais especial: a de que são os “grandes” formadores de opinião do país. Tal pretensão arrogante e manipuladora tem sido reduzida a pó e forçada a aterrissar, junto com os pilotos de suas aeronaves partidárias, a cada pleito presidencial.


(*) Antonio Lassance é Doutor em Ciência Política pela Universidade de Brasília.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

A GLOBO TEM A PIOR AUDIÊNCIA DA VIDA

O Google vai Googlar a Globo...
 Paulo Henrique  Amorim  CONVERSA AFIADA 

 Saiu na Folha (*), que foi à direita da KKK, para herdar a xepa do Estadão:
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrada/141669-televisao-outro-canal.shtml

A Globo deve encerrar o ano com a pior audiência da faixa nobre de sua história.

De 1º de janeiro a 28 de novembro, a rede registrou na faixa noturna (das 18h à meia-noite) média de 23,4 pontos de audiência, ante 24,6 da mesma faixa em 2012. Cada ponto equivale a 62 mil domicílios na Grande São Paulo.

Com duas novelas em baixa, “Joia Rara” e “Além do Horizonte”, a emissora dificilmente irá se recuperar até o encerramento de 2013. Para completar, dezembro costuma ser um mês de péssimas audiências devido às férias e às festas de fim de ano.

A Record obteve um pequeno crescimento no horário nobre: foi de 7,7 pontos em 2012 para 8 pontos neste ano.




(…)
Navalha
N A V A L H A

O que sustenta a Globo é um tripé tão frágil quanto o do Dudu e da Bláblárina.
A primeira perna do tripé é o que os ingleses chamam de kick back, ou seja, suborno: o BV, que só serve para botar o Pizzolato em cana, mas não põe a Globo em cana.
A segunda perna do tripé é o Globope – um instituto de pesquisa geneticamente ligado à Globo, mas, que, breve, vai sofrer a concorrência de um respeitado instituto alemão – GfK – que, em Portugal, já mostrou que a Globo não fica à frente da Record.
E o terceiro tripé é que, por algum tempo, ainda, a Globo poderá oferecer o que os americanos chamam de “mass audience” – audiência em massa.
Nenhuma outra emissora ou meio pode atingir o numero de pessoas que a Globo atinge, especialmente em grandes eventos como a Copa do Mundo.
É por isso que, paradoxalmente, a Globo perde audiência, mas ganha market share e faturamento.
Mas, é uma festa com prazo de validade.
Breve, a audiência da Globo – em queda – não vale o que ela cobra – em alta.
E, mais do que isso, ela será engolida por seus próprios méritos.
O chamado “padrão Globo de qualidade”.
O faturamento não vai pagar os custos da “qualidade”.
E o business plan vai para o saco.
Mais rápido que se imagina.
Aqui, no post “aviso fúnebre , o Conversa Afiada mostrou estatísticas americanas que falam da queda rápida da mídia impressa e da queda do potencial de faturamento das tevês abertas.
Quem vai micar ?
A Globo, com custos muito acima dos custos de uma tevê americana.
Veja agora outro estudo americano sobre o tamanho do Google: o Google já é maior do que as revistas e os jornais americanos SOMADOS: Clique aqui.
O Google, no Brasil, já é o segundo maior faturamento de publicidade e uma gigantesca agência de publicidade.
Como diz o Conversa Afiada, o Google vai Googlar a Globo.
A audiência de meia-massa da Globo não cobrirá os custos dessas novelas que vão ao Tibete e gastam uma fortuna por 8′ no ar.
Clique aqui para ir ao vídeo – “Democracia sem povo não faz Ley de Medios”, em que o ansioso blogueiro trata dos frágeis pilares que ainda sustentam a Globo.
Qual é a saída da Globo ?
Derrubar o regime trabalhista e assumir a Receita Federal, o Banco do Brasil, o COAF, o BNDES – e a Polícia Federal – para não correr nenhum risco …
Simples assim.
É o que produzem diuturnamente seus infatigáveis colonistas (**).
Porque, como diz o Mino Carta, no Brasil os jornalistas são piores que os patrões.
Paulo Henrique Amorim
 (*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.
(**) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG que combateram na milícia para derrubar o presidente Lula e, depois, a presidenta Dilma. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.