quinta-feira, 24 de outubro de 2013
Ibope: Dilma amplia vantagem contra Marina, Aécio, Campos ou Serra
Mesmo com Marina ou Serra na disputa, candidatos que mais pontuaram em 2010, presidenta teria chance de se reeleger no primeiro turno
publicado 24/10/2013 19:02 
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ROBERTO STUCKERT FILHO/PLANALTO
São Paulo – A presidenta Dilma Rousseff alcançou nesta quinta-feira (24) seu melhor desempenho em pesquisas de intenção de voto desde as manifestações de junho. Segundo o Ibope, em levantamento feito para um jornal e uma emissora de TV, a petista teria chances de se reeleger ainda no primeiro turno, se a eleição fosse hoje, levando-se em conta qualquer das possibilidades de candidaturas adversárias: Aécio Neves ou José Serra (PSDB), Marina Silva ou Eduardo Campos (PSB).
Dilma tem entre 39% e 41% das intenções de voto, mais do que a soma dos adversários, em três dos quatro cenários simulados pelo instituto. Em apenas um, com Serra e Marina na disputa, a petista supera a soma dos demais adversários mas dentro de uma situação de empate técnico (39% a 37%).
Dilma chega a 41% contra Aécio e Eduardo Campos. O tucano atinge 14%, e o governador de Pernambuco, 10%. Com Marina no lugar de Campos, o PSB vai a 21%, mas Dilma oscila pouco, dentro da margem de erro, de 41% para 39%. Idem Aécio, de 14% para 13%.
Com Dilma (40%), José Serra (18%) e Campos (10%), a dianteira da petista sobre os dois vai a 12 pontos porcentuais.
Em um eventual segundo turno, Dilma venceria todos. Contra Marina, por 42% a 29%. Com Campos, 45% a 18% . Venceria também Aécio por 47% a 19%, e Serra, por 44% a 23%.
O Ibope ouviu 2.002 pessoas em 143 municípios, entre 17 e 21 de outubro. A margem de erro é de mais ou menos dois pontos.
Ibope desengana Aécio e Campos
Fernando Brito 


24 de outubro de 2013 | 19:17
Acabou a lenda.
A pesquisa Ibope, divulgada agora há pouco é o início do fim da candidatura Aécio Neves. E a morte neonatal da candidatura Eduardo Campos.
A movimentação de Serra, registrada hoje até mesmo pela Folha (confira aqui), não é gratuita.
Aécio desmilinguiu-se. Retornou, e olhe lá, à sua condição de líder regional.
É a crua marcha da realidade se impondo sobre o marketing.
Não importa quantas versões ou fantasias costure: Serra é a candidatura mais densa e musculosa do capital financeiro.
Marina vai retornando à sua condição de faits-divers, destinada, além do que puder arrebanhar com o eleitorado evangélico, a alimentar o “purismo” descomprometido de uma classe média que pensa a política como um jogo de etiqueta, e não como a luta cruenta de vida ou morte dos povos pela sua libertação.
A eleição de 2014 vai ser parecida com a de 2010, provavelmente até mesmo nos candidatos que a ela se apresentarão. E, reparem, também será idêntica nas explorações, baixarias, uso da fé religiosa, golpes e armações.
E assim será porque o que está em jogo é o mesmo que estava sobre o tabuleiro há quase quatro anos atrás: a manutenção do nosso país num caminho de afirmação de sua natureza, de sua soberania, de sua identidade e de um futuro à altura daquele de uma nação de dimensões continentais como esta pode aspirar.
Aguardemos que se divulguem os números da prometida pesquisa sobre a relação entre os votos dos candidatos e seus “padrinhos” políticos: Dilma com Lula, FHC com Serra e Marina com Campos, embora neste caso como já disse a relação não seja madrinha, mas de madrasta.
Marina: pela benção da mídia, o culto
ao blasfemo “Deus-Mercado”
Fernando Brito 


24 de outubro de 2013
Nesta minha maratona hospitalar – que, felizmente, está terminando, e bem – não tive tempo de comentar a entrevista de Marina Silva ao Roda Viva, da qual assisti trechos, apenas.
Socorro-me, entretanto, do ótimo amigo Altamiro Borges que publicou, ontem, em seu blog, um ótimo artigo sobre a entrevista.
Vou deixar de lado a questão religiosa – por tudo, e em tudo algo, estranho à vida pública num Estado laico – e frisar o acerto de Borges ao destacar a conversão de Marina às ideias velhas, aquelas que sempre governaram este país.
Tornar-se adorador das leis do mercado, que destroem natureza e seres humanos como nunca e relegam ao cativeiro da pobreza milhões de seres humanos é que, até para um ateu como eu, ofende a qualquer Deus humano.
Converter-se ao culto dos dogmas do neoliberalismo – ótima expressão de Lula naentrevista ao jornal português Expresso – é legitimar as regras que mantêm o Brasil no atraso e seu povo na pobreza.
Podemos até não evitar que estas regras ainda se imponham, até certo ponto, em nome da estabilidade das instituições democráticas. Mas jamais nos curvarmos a elas e ainda menos louvá-las. Isso, sim, seria blasfêmia.
Marina Silva bajula a mídia amiga
Altamiro Borges - eno 'Blog do Miro'
Marina Silva é só amores com os donos da mídia. Ela é tratada com todo o carinho pelos jornalões, revistonas e emissoras de tevê. Quase todo dia é destaque na velha imprensa. Isto talvez explique a defesa apaixonada que a ex-verde fez da atuação da mídia no país durante o programa Roda Viva, exibido pela TV Cultura nesta segunda-feira (21). “Não acho que deva ter controle porque uma das coisas que ajuda a própria democracia é a liberdade de expressão. Acho que a imprensa dá grande contribuição para várias questões, como na minha área [meio ambiente]”, afirmou a provável vice de Eduardo Campos na campanha presidencial de 2014.
Neste clima de amores, os barões da mídia tendem a reforçar ainda mais o coro para que ela dispute a sucessão pelo PSB – deixando na reserva o governador de Pernambuco. Mas não é só no debate sobre a regulação democrática da mídia – que ela maliciosamente chama de “controle” – que a ex-ministra tem agradado os empresários do setor. A cada dia que passa, Marina Silva explicita a sua completa cedência às teses neoliberais e sua fundamentalista adoração ao “deus-mercado”. No programa Roda Vida, ela voltou a criticar o governo Dilma por ter abrandado o chamado tripé macroeconômico – dos juros elevados, austeridade fiscal e libertinagem cambial.
Mas o conservadorismo da ex-verde não se manifesta apenas na economia. Como ironiza José Carlos Ruy, no sítio Vermelho, no programa da TV Cultura “houve também o lado folclórico, quando ela tratou de homossexualismo, casamento gay, pesquisas com células-tronco, criacionismo… Ela reconheceu que as pessoas devem ter tratamento igual, mas ‘quando se fala em casamento, evoco o sacramento’. Nesta condição, ela não aceita o casamento gay, embora o admita como direito civil. A pérola veio quando falou sobre criacionismo. Não sou criacionista, disse. E declarou acreditar que Deus criou todas as coisas, inclusive a grande contribuição dada por Darwin”.
Para José Carlos Ruy, estudioso da história, “Marina Silva é a recente versão do que há de mais tradicional e conservador na política da classe dominante brasileira. A história tem exemplos desse tipo de ‘novo’; Jânio Quadros, há mais de cinquenta anos, surgiu como uma espécie de alternativa aos partidos e aos políticos; ele bateu de frente com o Congresso Nacional e renunciou melancolicamente sete meses depois de assumir a Presidência da República. Era em tudo parecido com Marina Silva. Na política, rejeitava os partidos e acusava o Congresso Nacional de chantageá-lo (Marina repetiu esse argumento no programa Jô Soares, dia 15, dizendo que Dilma é chantageada pelo Congresso!). Na economia, defendia o mesmo velho e fracassado programa conservador: contenção nos gastos públicos, pagamento de juros, enxugamento da máquina do Estado”.
“No ocaso da ditadura militar, outra versão ‘jovem’, ‘apolítica’ e economicamente conservadora surgiu na figura de Fernando Collor. Durou pouco”, lembra José Carlos Ruy. Isto também ajuda a explicar as juras de amor entre Marina Silva e os barões da mídia. Nos dois casos citados, os tais representantes do “novo” tiveram o apoio da chamada grande imprensa nas suas campanhas presidenciais contra candidatos mais à esquerda. Marina Silva bajula a mídia; e a mídia sabe, sempre, a quem bajular!
Bomba ! 'CERRA' CALCULA AS PORCENTAGENS EM LIBRA
Como você verá no vídeo abaixo, o badalado economista tucano inovou na resposta, depois de se enrolar no cálculo: "Dá mais ou menos..."
CONVERSA AFIADA
CONVERSA AFIADA

ACESSE o 'link' do Conversa Afiada,abaixo, e CLIQUE na imagem para assistir ao desempenho do eterno presidenciável do PSDB (EM TEMPO: O vídeo abaixo foi produzido na campanha presidencial de 2010).
Eduardo Campos é acometido de amnésia súbita
Em sua crítica ao programa Mais Médicos, o pré-candidato se esqueceu justamente do Nordeste e do estado que governa, Pernambuco.


Na crítica que fez ao programa “Mais Médicos”, Eduardo Campos, que é presidente do PSB, pré-candidato à presidência da República e, nas horas vagas, governador do Estado de Pernambuco, afirmou com todas as letras:
"Se o Brasil hoje importa médicos, é porque ontem não viu a necessidade de organizar um planejamento estratégico na formação de recursos humanos para assistir os brasileiros do Sertão, Pantanal, da Amazônia e das fronteiras com o Uruguai".
E emendou: “Nós precisamos reconhecer publicamente que o Brasil falhou”.
As declarações foram dadas durante o 51.º Congresso Brasileiro de Educação Médica (em Olinda, no dia 20). O governador ombreou-se com o presidente da Associação Brasileira de Educação Médica, que chamou a Medida Provisória que instituiu o programa de "decisão autoritária".
Curiosamente, essa foi uma das poucas declarações dadas pelo governador sobre o programa, até agora. A repercussão foi estupenda. Embora não tenha dito o nome “Dilma” e nem mesmo pronunciado a expressão “Governo Federal”, as manchetes de muitos jornais e telejornais deram uma forcinha e o ajudaram a completar a frase.
Caso o pré-candidato tenha tido dificuldades para balbuciar o nome da presidenta ou de juntar as palavras “governo” e “federal”, o problema pode ser ainda mais grave para alguém que almeja chegar lá.
Para Campos, o problema maior da falta de médicos está nas regiões do Sertão, Pantanal, da Amazônia e das fronteiras com o Uruguai. Esqueceu-se ele, simplesmente, que a maior carência está na periferia das grandes cidades. Um detalhe que afeta pelo menos 20 capitais e 151 cidades em regiões metropolitanas, onde se concentra a maior parte da população brasileira.
Conforme dados do Ministério da Saúde, só na primeira fase do programa, foram enviados 64 profissionais a Pernambuco, sendo 26 brasileiros e 38 estrangeiros. O atendimento realizado por esse grupo alcançou mais de 220 mil pessoas no estado. Isso ainda durante o período em que boa parte dos profissionais estrangeiros aguardava, para iniciar os trabalhos, a emissão do registro profissional pelos conselhos regionais de medicina.
Do total de médicos da primeira fase, 40% foram alocados no Nordeste. Em Pernambuco, 31 municípios aderiram ao programa, solicitando profissionais. Cerca de 15% de todos os médicos encaminhados ao Nordeste estão em Pernambuco. Um número bem maior começa a chegar agora, com a sanção da lei "autoritária" que permite ao próprio Ministério conceder o registro.
Uma pergunta óbvia foi esquecida de ser feita ao pré-candidato e governador: faltou planejamento a Pernambuco, também?
Como se sabe, pela nossa Constituição, o Sistema Único de Saúde reserva aos governos estaduais competências essenciais no planejamento, na coordenação e na gestão do SUS. A crítica de Eduardo Campos até agora não foi entendida como deveria ser: a autocrítica de um governador a quem cabe uma parcela fundamental de responsabilidade nesse assunto tantas vezes esquecido, chamado saúde pública.
Vamos torcer para que as instalações, os equipamentos e as condições de trabalho dos hospitais, que são a cara do planejamento da saúde de cada estado, estejam em dia na vitrine de Eduardo Campos, e que ele se lembre de expô-las, a título de exemplo.
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