sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Mais de 80 organizações pedem a suspensão do leilão do pré-sal         


Originariamente  no BRASIL DE FATO        reproduzido pelo VIOMUNDO                                                         
   
Organizações brasileiras entregam carta à Dilma pedindo suspensão do leilão do pré-sal
Na Última sexta-feira (20), foi protocolada no Palácio do Planalto uma carta à presidenta Dilma, assinada por mais de 80 organizações nacionais, em que  pedem a suspensão do leilão das reservas do pré-sal, previsto para o próximo dia 21 de outubro.
As organizações que subscrevem a carta tem consciência da intenção das empresas transnacionais de se apoderarem das reservas do pré-sal. “A entrega para essas empresas fere o princípio da soberania popular e nacional sobre a nossa mais importante riqueza natural que é o petróleo”, afirmam.
Para elas, o leilão representará um erro estratégico e significará a privatização de parte importante do petróleo brasileiro.
Com estimativa de 12 bilhões de barris de óleo de qualidade comprovada em uma das áreas mais estratégicas já descobertas pela Petrobras, o campo de Libra está situado na Bacia de Santos.
Ainda na carta, as organizações denunciam a espionagem dos Estados Unidos, com o claro interesse de posicionar as empresas estadunidenses em melhores condições para abocanhar as reservas do pré-sal.
A decisão pelo envio da carta à presidenta Dilma foi tomada durante a Plenária Nacional sobre o Petróleo, realizada na semana passada (13), em São Paulo. Além da carta, o conjunto das organizações definiu uma agenda de mobilizações para barrar a entrega do campo de Libra às transnacionais e solicita uma audiência para serem ouvidos pela Presidenta da República.
Leia a carta abaixo.

Brasil, 20 de setembro de 2013
Excelentíssima Senhora
Dilma Vana Rousseff
Presidenta da República Federativa do Brasil
Palácio do Planalto- Brasília, DF.

Senhora Presidenta,
1. Nós, entidades representativas, centrais sindicais, associações, movimentos sociais, militantes partidários e cidadãos, imbuído da vontade de defender os interesses da soberania da nação brasileira e de nosso povo, sobre os nossos recursos naturais, em especial o petróleo, nos dirigimos a V. Exa., para pedir que SUSPENDA o leilão das reservas do PRÉ-SAL, previsto para o próximo dia 21 de outubro de 2013.
2. Louvamos a iniciativa do então Presidente Lula, que no momento da confirmação da existência das reservas do Pré-sal, retirou 41 blocos do nono leilão, que iria ocorrer naquela ocasião.
Ao fazê-lo, sabemos, o presidente contrariou fortes interesses, pois as empresas petrolíferas transnacionais, já prevendo a existência de grandes reservas na região, tinham a intenção de fechar contratos de 30 anos de duração. Seriam atos jurídicos perfeitos, em condições benéficas para elas e prejudiciais para a sociedade brasileira. A decisão do presidente Lula preservou os interesses nacionais, naquele momento.
3. Posteriormente, foi elaborado um novo marco regulatório para o setor do petróleo, no qual Vossa Excelência jogou importante papel ainda como Ministra. Consideramos que o novo modelo é muito melhor sob a ótica do benefício social que o modelo das concessões adotado e praticado no governo FHC.
4. Estamos convencidos, por outro lado, que o caso do campo de Libra é particular e que o mesmo não pode ser leiloado mesmo através desse modelo de partilha adotado para as áreas do Pré-Sal.
A área de exploração de Libra não é um bloco, no qual a empresa petrolífera irá procurar petróleo. Libra é um reservatório totalmente conhecido, delimitado e estimado em seu potencial de reservas em barris, faltando apenas cubar o petróleo existente com maior precisão. Como já foi dado a público, o campo de Libra possui no mínimo, dez bilhões de barris, uma das maiores descobertas mundiais dos últimos 20 anos.
5. O desafio colocado diante de um volume tão grande de petróleo conhecido é o de como maximizar esse benefício para toda sociedade brasileira. Os legisladores que, junto com membros do Executivo federal, produziram a lei 12.351 de 2010, deram uma brilhante demonstração de lucidez ao redigirem o artigo 12 desta lei. Através deste artigo, a União pode entregar um campo, sem passar por licitação, diretamente para a Petrobras, a qual assinaria um contrato de partilha com a União, com o percentual do “óleo-lucro” a ser remetido para o Fundo Social obtido por definição do governo.
6. Pleiteamos que, no caso das reservas de Libra, o percentual seja bem alto, para beneficiar ao máximo a sociedade. Mas, lembramos isso só pode ser feito se a Petrobras for a empresa contratada pela União.
7. Não basta definir parâmetros no edital e no contrato para maximizar as remessas das empresas “ganhadoras” para o Tesouro e o Fundo Social. Não houve qualquer explicação da ANP, nem de argumentação nem no Edital, que justifique esse leilão do ponto de vista dos interesses do povo.
Ao contrário, a Resolução n. 5 do CNPE que decide sobre o leilão de Libra é um libelo de prepotência e autoritarismo.
Qual a razão para que nem o MME, o CNPE, a ANP ou a EPE, nenhum destes órgãos ter dado acesso ao público de documentos explicando a perspectiva de descobertas, quanto será destinado para o abastecimento brasileiro e quanto deverá ser exportado?
8. Essas dúvidas não foram esclarecidas em audiências públicas que competia à ANP proporcionar para que a sociedade se manifestasse.
Assim, mesmo entre técnicos e especialistas, ninguém pode ter noção de qual a base de cálculo para chegar-se a um preço mínimo previsto de arrecadação de R$ 15 bilhões e qual o percentual de óleo lucro a ser remetido para o Fundo Social.
A ANP evitou receber opiniões mesmo dos setores sociais como sindicatos, associações e universidades, vinculados ao tema da energia e do petróleo. De nossa parte propomos que o Ministério das Minas e Energia organize uma consulta aos técnicos e entidades brasileiras que permita a confrontação de informações no tocante à legislação e ao destino do petróleo do Pré-sal.
9. Todos nós temos consciência da intenção das empresas transnacionais de apoderarem-se das reservas do Pré-sal. A entrega para essas empresas fere o principio da soberania popular e nacional sobre a nossa mais importante riqueza natural que é o petróleo.
10. Os recentes episódios de espionagem patrocinada pelo governo dos Estados Unidos da América no Brasil, que receberam uma posição altaneira e de exigência de explicações por parte de vosso governo, Presidente Dilma, se deram não apenas sobre a vossa pessoa e governo, mas inclusive, como é público e notório, sobre a Petrobras, com o claro interesse de posicionar as empresas estadunidenses em melhores condições para abocanhar as reservas do Pré -sal, numa clara afronta já soberania da nação e num total desrespeito às prerrogativas exclusivas do Estado e governo brasileiros neste terreno.
11. Presidente Dilma, a senhora mesmo afirmou sua disposição de “ouvir as vozes das ruas”.
O povo brasileiro, que há 60 anos protagonizou a campanha “o petróleo é nosso”, que resultou na construção da Petrobras, não pediu e não aceita a entrega de nosso petróleo para as transnacionais que querem pilhar esse recurso vital para o desenvolvimento socioeconômico em benefício da grande maioria do nosso povo.
Afirmamos, de nossa parte, que não descansaremos na luta em defesa do petróleo brasileiro e do Pré-sal nas mãos e em benefício de nosso povo. Se qualquer dúvida houver sobre a opinião popular, a senhora, com presidente da República Federativa do Brasil, tem o poder de convocar um plebiscito para que o povo decida quem deve explorar as riquezas do Pré-sal e qual deve ser o seu destino.
São essas as razões que nos levaram a redigir esta carta à Vossa Exa. reivindicando fortemente que a senhora SUSPENDA A REALIZAÇÃO DO LEILÃO DO PETRÓLEO DO CAMPO DE LIBRA, previsto para o próximo dia 21 de outubro.
Presidenta ouça as mensagens das organizações. Nossa proposta é que a exploração do campo de Libra seja entregue unicamente à PETROBRAS, como permite o artigo 12 da lei 12.351.
Estamos prontos para contribuir com nossas reflexões, experiências, criatividade e capacidade. Queremos ser ouvidos, para evitar que o poder econômico seja ouvido em primeiro lugar.
Ficaríamos honrados de ser recebido em audiência pela Vossa pessoa, presidenta Dilma Rousseff, para discutirmos diretamente as razões que nos levam a esse posicionamento, certos de que é uma solução conforme com os interesses da soberania nacional e do povo brasileiro.
Atenciosamente,
1) Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB)
2) Articulação dos Empregados Rurais do Estado de Minas Gerais (ADERE)
3) Assembleia Popular
4) Assembleia Popular – Osasco
5) Assembleia Popular – Paraíba
6) Associação Brasileira de ONG’s (ABONG)
7) Associação Brasileira dos Estudantes de Engenharia Florestal (ABEEF)
8) Associação Comunitária de Construção das Mulheres de Itaquera IV
9) Associação dos Engenheiros da Petrobrás (AEPET)
10) Associação Nacional de Pós Graduandos (ANPG)
11) Central de Movimentos Populares (CMP)
12) Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB)
13) Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB)
14) Central Única dos Trabalhadores (CUT)
15) Clube de Engenharia do Brasil
16) Coletivo Nacional de Juventude Negra – ENEGRECER
17) Coletivo Quilombo
18) Comissão Pastoral da Terra (CPT)
19) Confederação das Mulheres do Brasil (CMB)
20) Confederação Nacional das Associações de Moradores (CONAM)
21) Conselho Indigenista Missionário (CIMI )
22) Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB)
23) Consulta Popular
24) Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS– PR)
25) Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS)
26) Coordenação Nacional de Articulação das Entidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ)
27) Coordenação Nacional de Entidades Negras (CONEN)
28) Entidade Nacional de Estudantes de Biologia (ENEBIO)
29) Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil (FEAB)
30) Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas do Estado de São Paulo (FTIUESP)
31) Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (FISENGE)
32) Federação Nacional dos Urbanitários (FNU)
33) Federação Única dos Petroleiros (FUP)
34) Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES)
35) Frente de Lutas de Juiz de Fora
36) Grito dos Excluídos
37) Jubileu Sul
38) Juventude Revolução
39) Levante Popular da Juventude
40) Marcha Mundial das Mulheres
41) Movimento Camponês Popular (MCP)
42) Movimento de Combate a Corrupção Eleitoral (MCCE)
43) Movimento de Mulheres Camponesas (MMC)
44) Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB)
45) Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA)
46) Movimento dos Pescadores e Pescadoras (MPP)
47) Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD)
48) Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Campo (MTC)
49) Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST)
50) Movimento Nacional pela Soberania Popular frente a Mineração(MAM)
51) Movimento Reforma Já
52) Pastoral da Juventude Rural (PJR)
53) Pastoral Da Moradia
54) Pastoral Do Migrante
55) Pastoral Fé e Política de Jundiaí
56) Pastoral Fé e Política de Salto – SP
57) Pastoral Fé e Política de Várzea Paulista – SP
58) Plataforma dos Movimentos Sociais pela Reforma Política
59) Plataforma Operária e Camponesa para Energia
60) Rede Ecumênica da Juventude (REJU)
61) Rede Fale
62) Rede Nacional de Advogados Populares (RENAP -CE)
63) Sindicato dos Advogados de São Paulo (SASP – SP)
64) Sindicato dos Energéticos do Estado de São Paulo (SINERGIA –SP)
65) Sindicato dos Engenheiros (SENGE – PR)
66) Sindicato dos Petroleiros da Indústria do Petróleo de Pernambuco e Paraíba.
67) Sindicato dos Petroleiros de Duque de Caxias (Sindipetro Caxias)
68) Sindicato dos Petroleiros de Minas Gerais (Sindipetro MG)
69) Sindicato dos Petroleiros do Ceará e Piauí
70) Sindicato dos Petroleiros do Espirito Santo (Sindipetro ES)
71) Sindicato dos Petroleiros do Estado do Rio de Janeiro (SINDIPETRO RJ)
72) Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro NF)
73) Sindicato dos Petroleiros do Rio Grande (Sindipetro/RG)
74) Sindicato dos Petroleiros do Rio Grande do Norte (SINDIPETRO RN)
75) Sindicato dos Petroleiros do Rio Grande do Sul (SINDIPETRO RS)
76) Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Belo Horizonte (SINDIBEL –          MG)
77) Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Curitiba (SISMUC – PR)
78) Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente ( SINTAEMA –       SP)
79) Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Petroquímicas do Estado do               Paraná.
80) Sindicato Unificado dos Petroleiros da Bahia (SINDIPETRO BA)
81) Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo (SINDIPETRO – SP)
82) Sindicato Unificado dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina (SINDIPETRO         PRSC)
83) Sindicatos dos Eletricitários de Minas Gerais (SINDIELETRO/MG)
84) Sindicatos dos Eletricitários de Santa Catarina (SINERGIA/SC)
85) Sindicatos dos Eletricitários do Distrito Federal (STIU/DF)
86) União de Negros pela Igualdade (UNEGRO)
87) União Nacional dos Estudantes (UNE)
88) Via Campesina – Brasil

Conheça melhor quem a Economist representa(*)


                                                                VIOMUNDO                                                                      

publicado em 27 de setembro de 2013
              
           Encontre e Cumprimente a Elite Poderosa
           O Núcleo Financeiro da Classe Capitalista Transnacional

Peter Phillips e Brady Osborne, no Counterpunch

Os arranjos institucionais dentro do sistema de administração de dinheiro do sistema de capital global buscam, incessantemente, formas de alcançar o maior retorno nos investimentos, e as condições estruturais para manipulações – legais ou não – estão sempre abertas (escândalo da Libor).
Essas instituições se tornaram “grandes demais para falir”, sua abrangência e interconexões pressionam os reguladores do governo a evitarem investigações criminais, que dirá processos na Justiça.
O resultado é uma classe de pessoas semi-protegidas com grandes volumes de dinheiro cada vez maiores, buscando crescimento e retorno ilimitados, com pouca preocupação com as consequências que suas buscas econômicas têm sobre outras pessoas, sociedades, culturas e meio ambiente.
Cento e trinta e seis desses 161 membros do núcleo (84%) [de gerenciadores do capital] são homens. Oitenta e oito por cento são brancos de ascendência europeia (apenas 19 são não-brancos).
Cinquenta e dois por cento têm ensino superior – incluindo 37 MBAs, 14 JDs, 21 PhDs e 12 MA/MS.
Quase todos cursaram faculdades particulares, quase metade foram para as mesmas 10 universidades: Harvard (25), Oxford (11), Stanford (8), Cambridge (8), Universidade de Chicago (8), Universidade de Cologne (6), Columbia (5), Cornell (4), Wharton School da Universidade da Pensilvânia (3) e California-Berkeley (3).
Quarenta e nove são ou foram CEOs, oito são ou foram CFOs, seis trabalharam no Morgan Stanley, seis na Goldman Sachs, quatro na Lehman Brothers, quatro no Swiss Re, sete no Barclays, quatro na Salomon Brothers e quatro na Merrill Lynch.
Pessoas de vinte e dois países formam o cerne financeiro da Classe Corporativa Transnacional.
Setenta e três (45%) são dos Estados Unidos, 27 (16%) da Grã-Bretanha, 14 da França, 12 da Alemanha, 11 da Suíça, quatro de Cingapura, três da Áustria, da Bélgica e da Índia cada um; dois da Austrália e da África do Sul cada, e um de cada um dos seguintes países: Brasil, Vietnã, Hong Kong/China, Qatar, Holanda, Zâmbia, Taiwan, Kuwait, México e Colômbia.
Eles vivem quase todos nas grandes cidades do mundo ou perto delas: Nova York, Chicago, Londres, Paris e Munique.
Membros desse núcleo financeiro participam ativamente de grupos de política global ou de governos.
Cinco das 13 corporações têm diretores como consultores ou ex-funcionários do Fundo Monetário Internacional.
Seis das 13 firmas têm diretores que trabalharam ou prestaram serviços de consultoria ao Banco Mundial.
Cinco das 13 empresas são sócias corporativas do Council on Foreign Relations nos Estados Unidos.
Sete das empresas enviaram 19 diretores ao Fórum Econômico Mundial em fevereiro de 2013.
Sete dos diretores trabalharam ou trabalham no conselho do Federal Reserve, regionalmente ou nacionalmente, nos Estados Unidos.
Seis do núcleo financeiro prestam serviços para o Business Roundtable nos Estados Unidos.
Vários diretores tiveram experiência direta com ministérios de finanças de países da União Europeia e do G20.
Quase todos os 161 indivíduos trabalham em alguma posição de consultoria para organizações reguladoras, ministérios de finanças, universidades e instituições de planejamento e política nacionais ou internacionais.
Estima-se que a riqueza total do mundo chegue a quase US$ 200 trilhões, sendo que as elites dos Estados Unidos e da Europa têm aproximadamente 63% deste total, enquanto a metade mais pobre da população global tem somado, menos de 2% da riqueza do planeta.
Segundo o Bando Mundial, 1,29 bilhão de pessoas estão vivendo em pobreza extrema, com menos de US$ 1,25 por dia, e 1,2 bilhão mais vivem com menos de US$ 2,00 por dia.
Trinta e cinco mil pessoas, a maioria crianças, morrem todo dia de má nutrição. Enquanto milhões sofrem, a elite financeira transnacional procura retorno nos trilhões de dólares investidos na especulação com o aumento dos custos da comida, das commodities, da terra e outros itens primários de sustentação da vida para o propósito primário de auferir ganhos.
Eles fazem isso em cooperação uns com os outros em um sistema global de poder e controle das corporações transnacionais e como tais constituem o cerne da classe capitalista corporativa internacional.
Os governos do ocidente e as instituições de políticas internacionais servem aos interesses deste núcleo financeiro da Classe Corporativa Transnacional.
Guerras são deflagradas para proteger seus interesses. Tratados internacionais e acordos políticos são arranjados para promover seu sucesso.
Elites poderosas trabalham para promover a livre circulação de capital global para investimentos em qualquer lugar que ofereça possibilidade de retorno.
Identificar as pessoas que tem todo esse poder e influência é parte importante dos movimentos democráticos que buscam defender o cidadão comum para que todos os humanos possam dividir e prosperar.
A lista completa, e detalhada, está online no Censored 2014 da Seven Stories Press.
Peter Pillips é professor de sociologia da Universidade Estadual de Sonoma e presidente da Media Freedom Foundation/Project Censored.

(*) A chamada de capa é do Viomundo; tradução de Heloisa Villela
O brasileiro citado trabalha na Capital Group Companies Inc.:

Só os brasileiros levam a sério a Economist

Nem o aplauso ajudou e nem a crítica vai prejudicar
Nem o aplauso ajudou e nem a crítica vai prejudicar
Uma das primeiras coisas que aprendi ao chegar a Londres, em 2009, é que ninguém dá a menor bola para a Economist. A revista, idolatrada no Brasil, é simplesmente ignorada em sua terra.
Ninguém fala nela. Você não encontra no metrô ou no ônibus gente a lendo. Jornalistas de primeira linha não trabalham nela – mas na BBC, no Guardian, no Times, ou mesmo em tabloides como o Sun. A Economist, de certa forma, é hoje uma invenção brasileira.
Rio comigo mesmo quando vejo, como agora, a repercussão intensa de alguma reportagem da Economist sobre o Brasil.
É uma prova de imensa caipirice nacional. Lembro uma vez em que fui a Rio Claro, no interior de São Paulo, quando dirigia a Exame. Fui nota na coluna social do principal jornal da cidade, e fui tratado como um Platão. Só para minha mãe, ou talvez nem para ela, eu fazia jus a tanta deferência.
É mais ou menos o que os brasileiros fazem com a Economist, e com outros títulos como o Financial Times.
A Economist não consegue resolver seus próprios problemas, nem os da sua Inglaterra, e mesmo assim tem a pretensão de resolver os problemas da humanidade.
É professoral, como os editoriais do Estadão também são, só que não existem entre os britânicos alunos dispostos a levá-la a sério.
A revista vai minguando, e minguando, e minguando na Era Digital, para a qual não encontrou resposta, talvez por estar demasiadamente entretida em salvar o mundo. Mas, no apogeu da desimportância, não perde a pose.
O Brasil terá chegado à maturidade quando reagir às lições da Economist — e do FT, ou de quem for – da seguinte maneira: ignorando-as.

CNI/Ibope:Dilma começa a se recuperar e aprovação sobe a 54%                                          

UOL - O melhor conteúdo    Edgard Matsuki,    
                        de Brasília - 27/09/2013 12h20
  •                                                                                           Roberto Stuckert Filho - 25.set.2013/PresidênciaA presidente Dilma Rousseff participa de coletiva de imprensa em Nova York (EUA) nesta semana
    A presidente Dilma Rousseff participa de coletiva de imprensa em Nova York (EUA) nesta semana
    Depois de cair 26 pontos percentuais em julho, período posterior às manifestações que tomaram as ruas pelo Brasil, o índice de aprovação pessoal à presidente Dilma Rousseff subiu nove pontos percentuais. É o que aponta a pesquisa da CNI (Confederação Nacional da Indústria) em parceria com o Ibope, divulgada na manhã desta sexta-feira (27). O levantamento aponta que 54% da população aprova e 40% desaprova Dilma, além de 6% que não sabe. 
Em relação ao governo, em julho, 31% dos entrevistados o consideravam bom ou ótimo, 37% achavam que o governo era regular e 13% achavam a administração federal ruim ou péssima. À época, 1% dos entrevistados não souberam ou não responderam à pesquisa.
Esse quesito também obteve melhora em setembro. De acordo com a pesquisa, 37% consideram o governo ótimo; 39% regular; 22% ruim ou péssimo; e 1% dos entrevistados não souberam ou não responderam à pesquisa.
A margem de erro é dois pontos percentuais para mais ou para menos. A CNI/Ibope ouviu 2.002 pessoas em 142 municípios entre os dias 14 e 17 de setembro.
Esta é a segunda pesquisa de setembro que aponta recuperação de popularidade no governo. No início do mês, uma pesquisa promovida pela CNT (Confederação Nacional dos Transportes) junto ao instituto MDA apontou que a aprovação de Dilma subiu de 49,3% para 58% entre julho e setembro.
Ontem, pesquisa também do Ibope encomendada pelo jornal "O Estado de S. Paulo" apontou que a presidente Dilma tem 38% das intenções de voto na corrida presidencial. 
Em relação à aprovação pessoal da presidente, 52% dos entrevistados diziam confiar em Dilma. Do total, 43% afirmam não confiar em Dilma e 5% não responderam. Em julho, 45% confiavam e 50% não confiavam em Dilma.
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Os ricos e sua crença de que

 merecem privilégios              

PAUL KRUGMAN (*)                                                                                   
(Do AMgóes - O caderno 'World' do NYT é o mesmo que recentemente passou a publicar a opinião     
do ex- presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a inserção dos 'excluídos' na economia planetária)  

Robert Benmosche, presidente-executivo da American International Group (AIG), disse algo idiota um dia desses. E isso deveria nos alegrar, porque seus comentários ajudam a colocar em destaque um custo importante, mas raramente discutido, da desigualdade extrema - a saber, a ascensão de um grupo pequeno, mas poderoso, do que só podemos definir como sociopatas.

Se você não se lembra, a AIG é uma gigantesca seguradora que desempenhou papel crucial na criação da crise econômica mundial, explorando lacunas na regulamentação financeira para vender grande volume de garantias de dívida que não tinha intenção de honrar. Cinco anos atrás, as autoridades norte-americanas, temendo que o colapso da AIG pudesse desestabilizar todo o sistema financeiro, intervieram por meio de um gigantesco resgate. Mas até mesmo as autoridades financeiras se sentiram incomodadas com o ocorrido --por exemplo, Ben Bernanke, o chairman do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), depôs mais tarde alegando que nenhum outro episódio da crise o havia zangado tanto.

E as coisas ficaram ainda piores. Por algum tempo, a AIG viveu sob os cuidados do governo federal, que controlava a maioria de suas ações, mas ainda assim a companhia continuou pagando grandes bonificações aos seus executivos. Compreensivelmente, houve grande indignação pública.

E eis o que Benmosche fez em entrevista ao "Wall Street Journal": ele comparou a indignação quanto às bonificações aos linchamentos de negros no sul dos Estados Unidos --os linchamentos reais, envolvendo homicídio--, e declarou que a reação quanto às bonificações "era tão errada e tão ruim" quanto eles.

Você talvez considere incrível que alguém, nem mesmo que por apenas um instante, considere essa comparação apropriada. Mas a realidade é que já houve diversas histórias do mesmo tipo. Em 2010, por exemplo, tivemos um rompante comparável de Stephen Schwarzman, presidente do conselho do Blackstone Group, uma das maiores companhias mundiais de capital privado. Falando sobre propostas para eliminar uma lacuna nas leis tributárias que permite a executivos de empresas como a Blackstone pagar apenas 15% de imposto sobre boa parte de sua renda, Schwarzman declarou: "É uma guerra; é como quando Adolf Hitler invadiu a Polônia em 1939".

E você sabe que declarações públicas como essas não surgem do nada. Os Mestres do Universo certamente dizem coisas assim uns aos outros o tempo todo, e recebem confirmação e aprovação, de seus pares. Mas ocasionalmente eles se esquecem de que não deveriam dizer essas coisas quando a ralé pode ouvir.

Percebam, igualmente, o que os dois homens estavam defendendo: seus privilégios. Schwarzman estava indignado com a ideia de que pudesse ser obrigado a pagar impostos como uma pessoa comum; Benmosche na prática estava declarando que a AIG tinha direito a resgate público e que seus executivos não precisavam se submeter a qualquer sacrifício, em retorno.

Isso é importante. Às vezes os ricos falam como se fossem personagens do romance "Atlas Shrugged", exigindo da sociedade apenas que os aproveitadores os deixem em paz. Mas eles na realidade estão se pronunciando a favor, e não contra, a redistribuição --redistribuição do dinheiro dos 99% para pessoas como eles. Não se trata de libertarismo, mas de uma demanda por tratamento especial. Não estamos falando de Ayn Rand, mas do ancien régime.

Às vezes, de fato, os membros do 0,01% são explícitos quanto aos privilégios a que acreditam ter direito. Foi de certa maneira refrescante que Charles Munger, o bilionário vice-presidente do conselho da Berkshire Hathaway, tenha declarado que precisamos "agradecer a Deus" pelo resgate a Wall Street, mas que os norte-americanos comuns que sofrem dificuldades financeiras deveriam "aguentar o tranco e se virar". Incidentalmente, em outra entrevista --conduzida em sua casa de veraneio em Dubrovnik, Croácia--, Benmosche declarou que a idade de aposentadoria deveria subir para os 70 ou até mesmo 80 anos.

A realidade é que, no geral, os ricos vêm conseguindo tudo que desejam. Wall Street foi resgatada, e os trabalhadores comuns e mutuários do financiamento habitacional não foram. Nossa dita recuperação não fez muito pelos trabalhadores comuns, mas as rendas no topo da pirâmide dispararam, com quase todos os ganhos entre 2009 e 2012 beneficiando o 1% mais rico e um terço deles cabendo ao 0,01% --ou seja, às pessoas com renda anual superior a US$ 10 milhões.

Por que a raiva, então? Por que as lamúrias? E tenha em mente que as alegações de que os ricos são perseguidos não vêm apenas de alguns falastrões. Elas têm ocupado espaço nas páginas de opinião e foram, de fato, tema central na campanha presidencial de Mitt Romney no ano passado.

Bem, tenho uma teoria. Quando você tem todo aquele dinheiro, o que poderia tentar comprar ao ganhar ainda mais? Você já tem múltiplas casas, criados, jatinhos. O que deseja, agora, é adulação: quer que o mundo se curve ao seu sucesso. E assim a ideia de que alguém na mídia, no Congresso ou até na Casa Branca faça críticas a pessoas como você o deixa muito zangado.

É uma grande mesquinharia, claro. Mas dinheiro traz poder e, graças à crescente desigualdade, essas pessoas mesquinhas têm muito dinheiro. Por isso, suas lamúrias, sua raiva por não receberem deferência universal, podem ter consequências políticas reais. Temam a ira do 0,01%!

Tradução de PAULO MIGLIACCI
paul krugman
Paul Krugman é prêmio Nobel de Economia (2008), colunista do jornal "The New York Times" e professor na Universidade Princeton (EUA). Um dos mais renomados economistas da atualidade, é autor ou editor de 20 livros e tem mais de 200 artigos científicos publicados.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Joaquim Barbosa e o preconceito involuntário                                           

Eduardo Guimarães                                  BLOG DA CIDADANIA                                       
 Há muito quero escrever sobre isso, mas vinha adiando porque não quero posar de juiz da moral alheia – até porque, muitas vezes ninguém precisa fazer nada contra algo que está errado porque, de tão errado, atrai reações óbvias e previsíveis. E consequências.
Preocupa-me, porém, uma coisa: já escrevi sobre esse problema outras vezes. Em 25 de agosto do ano passado, escrevi a crônica “A ‘redenção’ de Joaquim Barbosa”, na qual previ o que sobreviria com alguém que sempre foi rejeitado pelas elites, mas que se tornara útil.
Eis o trecho final do post:
“(…) Joaquim Barbosa é um vencedor. Sua trajetória, antes empanada por acusações de cunho racial na mídia, não encontra mais óbices. A postura que adotou no julgamento do mensalão quebrou as resistências que a cor de sua pele sempre lhe gerou entre uma elite que agora o idolatra e defende, ao menos enquanto lhe for útil.
No post, discorri sobre a linda trajetória de vida de Barbosa. Impressiona a tenacidade de alguém que teve uma origem tão desvantajosa – nasceu pobre e com cor da pele que, neste país, historicamente é alvejada pelo preconceito – e, assim mesmo, chegou a tão alto cargo da República.
Barbosa é culto, inteligente, superou barreiras inimagináveis e, graças a Lula, teve sua trajetória épica compensada. Acredito que, se não fosse Lula, não lhe reconheceriam os méritos.
Antes combatido pela mídia, com seu desempenho no julgamento do mensalão tornou-se um instrumento poderosíssimo de combate político, mesmo que não queira – e eu acho que, no mínimo, aceita ser instrumentalizado.
A mídia se aproveita, pois, de um fato doloroso sobre o nosso país. O preconceito é tão maior do que pensamos, por aqui, que todos somos ameaçados por ele – se não como seu alvo, de o usarmos sem que percebamos.
Quero, pois, oferecer a minha opinião sobre as críticas que Barbosa recebe – muitas das quais, compartilho.
A cor da pele dele jamais deve ser lembrada. Nem diretamente, nem por alusões. Mas não só.
É preciso verificar, ao criticá-lo por suas posições políticas e ideológicas e por sua personalidade, digamos, mercurial, se não se está incorrendo em uma crítica – e críticas podem ser feitas por representações literárias e imagéticas – que pode dar curso a interpretações racistas.
Há um sem-número de estereótipos que os opressores dos afrodescendentes usam há séculos – e até hoje. Alguns são mais perigosos do que parecem. Assim, nada, absolutamente nada que lembre a cor da pele de Barbosa deve ser usado em uma crítica a ele.
Muitos têm repreensões de cunho político e comportamental a fazer a vários ministros do STF – só para ficarmos no foco da questão. Por que não fazemos críticas a um Marco Aurélio Mello, a um Ricardo Lewandowski ou a um Luiz Fux – todos sempre muito criticados por seus adversários políticos ou ideológicos – que lembrem a cor de suas peles?
Não vou dar exemplo algum do que pode ser considerado racismo ao criticar Joaquim Barbosa. Só penso que, se fosse feito algo assim por um adversário de posições políticas, talvez eu não fosse tão generoso quanto seria com alguém que estivesse mais próximo de mim.
E não adianta quem diverge de mim, política ou ideologicamente – ou que, simplesmente, não vai com a minha cara –, acusar-me de hipócrita. Duvido de que se você tiver um amigo ou companheiro de luta envolvido em uma conduta que possa ser interpretada como racismo investirá contra ele com o mesmo ímpeto com que investiria se fosse um adversário.
Que ninguém que diverge ou que não gosta de mim ouse ser tão hipócrita. Mas, como não posso controlar a hipocrisia alheia, o jeito será ignorar, se alguém for tão cara-de-pau.
O que me resta dizer é que o preconceito se entranhou tanto entre os brasileiros que até os alvos de preconceito fogem de assumir a característica física ou comportamental que os distingue de forma injusta e dolorosa.
Quantos homossexuais deixam de assumir a própria homossexualidade por medo da reação preconceituosa da sociedade? Quantas pessoas mestiças não rejeitam que um documento de identidade as descreva como “pardas” e se autodeclaram “brancas”?
Se os próprios alvos do preconceito acabam colaborando para ele – de uma forma, é preciso dizer, absolutamente compreensível –, que dizer de quem nunca sofreu preconceito pela cor da pele, pela orientação sexual, pela crença religiosa etc.?
Alguém que não sabe o que é ser alvo de racismo talvez tenha dificuldade de entender como alguém que tem uma característica alvo de preconceito se sente quando tal característica é lembrada de forma pejorativa ou mesmo “de brincadeira”.
Nessa questão do racismo, a receita para não incorrer nele, voluntária ou involuntariamente, é nunca, jamais, em tempo algum criticar alguém de alguma mínima forma que lembre a cor de sua pele ou qualquer traço físico. Há que pensar muito ao criticar um alvo de preconceito.
O fato é um só: não importa o que alguém, amigo ou inimigo, tem por fora, na pele, nos traços físicos. Para criticá-lo, o que vale são as suas condutas, o que tem por dentro, na mente, na alma e no coração. É simples assim.

DILMA PODE GANHAR

NO PRIMEIRO TURNO 

'Bláblárina' desaba, 'Padim Pade Cerra' e Aécio são do mesmo tamanho e Eduardo...( quem ?)
Paulo Henrique Amorim               CONVERSA AFIADA                                                   
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Conversa Afiada não leva o 'Globope' a sério.

E só trata da matéria para se divertir com os que levam ele e o Datafalha a sério.

Por isso, contemplem a Bláblárina em direção ao precipício e Cerra e Aécio à irrelevância.

Saiu no Estadão, em estado comatoso:


IBOPE: MARINA CAI, DILMA CRESCE E ABRE 22 PONTOS
Presidente aumenta vantagem sobre a segunda colocada na corrida eleitoral na comparação com pesquisa de julho, que apontava diferença de 8 pontos

Pesquisa nacional Ibope em parceria com o Estadão mostra que Dilma Rousseff (PT) abriu 22 pontos sobre a segunda colocada, Marina Silva (sem partido), na corrida presidencial. Em julho, a diferença era de 8 pontos. Desde então, a presidente cresceu em ambos os cenários de primeiro turno estimulados pelo Ibope, enquanto Marina perdeu seis pontos, se distanciando de Dilma e ficando mais ameaçada pelos outros candidatos.
(...)
Nos dois cenários, Dilma tem intenção de voto superior à soma de seus três adversários: 37% contra 32% (cenário Serra) e 38% contra 31% (cenário Aécio). Isso indica chance de vitória no primeiro turno. Mas convém lembrar que praticamente 1 em cada 3 eleitores não tem candidato e ainda falta um ano para a eleição.