terça-feira, 11 de junho de 2013

Pesquisa CNT/MDA diz que Dilma se elegeria no primeiro turno                   



             
BRASÍLIA – A pesquisa CNT/MDA divulgada nesta terça-feira, 11, mostrou que a presidente Dilma Rousseff seria eleita no primeiro turno se as eleições fossem hoje. Nos dois cenários, a presidente apareceu com mais de 50% das intenções de voto.
No primeiro deles, Dilma aparece com 52,8% das intenções de voto, seguida do senador Aécio Neves (PSDB), com 17%; da ex-ministra Marina Silva, com 12,5%; e do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), com 3,7%.No segundo, com o socialista fora do páreo, Dilma tem 54,2% das intenções de voto; o Aécio, 18%; e Marina, com 13,3%.
A pesquisa também avaliou os índices de popularidade do governo e pessoal de Dilma. A presidente é aprovada por 73,7% da população, e seu governo, por 54,2%. Na última pesquisa divulgada em do ano passado, ela teve aprovação pessoal de 75,7% e aprovação de seu governo foi de 56,6%. A queda ocorreu está na margem de erro, de 2,2 pontos porcentuais, para mais ou para menos.
Inflação. A queda nos índices de popularidade de Dilma é estimulada pelo retorno da inflação, o que, segundo a pesquisa, abre a chances de haver segundo turno na sucessão presidencial de 2014. De acordo com o levantamento, 73,1% dos entrevistados ainda não têm um candidato favorito para presidente e só 17,4% disseram já ter um nome escolhido. Brancos e nulos somaram 2% e 7,5% disseram não saber ou não responderam.
“Já começa a aproximar de um segundo turno. É um fato que a presidente Dilma deve avaliar no seu conjunto”, disse o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNT), senador Clésio Andrade (PMDB-MG).”Inevitavelmente a inflação é o que mais pesa (para a queda de Dilma)”, avaliou.
Entre os outros fatores que contribuíram para a redução da aprovação do governo estão o processo de desinvestimento, a dificuldade do governo em fazer obras públicas, os problemas de infraestrutura (e por consequência a pressão sobre a balança comercial) e a subida do dólar que, num futuro próximo, vai atingir a classe média nas viagens ao exterior, previu Andrade. “Há uma piora significativa também nas áreas de saúde, educação e segurança”, acrescentou.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

MCMV ENTREGOU 1,2 MILHÃO DE CASAS.
PAC2 DESEMPACA O BRASIL !

Empréstimos imobiliários da Caixa cresceram 40% nos cinco primeiros meses. Que horror-2 !
                                    Conversa Afiada                                               
 Saiu no Valor, o PiG (*) cheiroso, ou “corneta” do mercado, tanto faz:
BRASÍLIA  -  O balanço da segunda fase do Programa de Aceleração do crescimento informou nesta segunda-feira que foram entregues 1,2 milhão de moradias até abril deste ano dentro do programa Minha Casa, Minha Vida. De acordo com o balanço, mais de 1,5 milhão de unidades residenciais já foram contratadas dentro do PAC 2. Até 2014, o governo prevê mais 2,4 milhões de moradias contratadas.  (Rafael Bitencourt | Valor Econômico)

Clique aqui para ir à TV Afiada e assistir ao balanço do PAC2.

Leia também (que horror-2 !): 

CAIXA ECONÔMICA EMPRESTOU R$ 51 BILHÕES EM CRÉDITO IMOBILIÁRIO ATÉ MAIO.


SÃO PAULO – A Caixa Econômica Federal afirmou, nesta sexta-feira (7), que o volume de contratações de crédito imobiliário nos primeiros cinco meses deste ano registrou crescimento de 39,7%, na comparação com o mesmo período do ano passado. Com isso, o volume de empréstimos imobiliários chegou a R$ 51,2 bilhões.

Até o dia 31 de maio deste ano, o banco assinou mais de 572 mil contratados, o que correspondente a aplicação média diária de R$ 502 milhões e 5.600 contratos por dia.

Tipo de imóveis
Desse total, R$ 31 bilhões foram destinados à aquisição de imóveis prontos (novos ou usados) e R$ 20,2 bilhões ao financiamento para produção de empreendimentos habitacionais.

A participação dos imóveis novos foi de 65%, sendo o Programa Minha Casa Minha Vida o principal responsável pelo crescimento da participação dos imóveis novos, no volume total de aplicações em financiamentos habitacionais realizados pelo banco

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

E se Joaquim Barbosa fosse     

candidato a presidente?                                               

Parece que a mosca azul tem rondado a instância suprema do Judiciário país. É sintomático o fato de a figura de seu atual presidente ser cogitado como candidato à Presidência.
   Antonio Lassance - cientista político - em seu blog

 http://joaquimbarbosapresidente.com.br/wp-content/themes/joaquim-barbosa-presidente/images/header-joaquim-barbosa-presidente.jpg
Um rumor de toga
Primeiro, surgiu uma cogitação no reino da boataria. Depois, passou a perambular uma torcida pelas redes sociais. Finalmente, a ideia de uma candidatura de Joaquim Barbosa à Presidência da República em 2014 se espalhou por alguns veículos de imprensa.

O assunto até chegou a ser ventilado fora do país. Em uma entrevista à agência Bloomberg, especializada em mercado financeiro, o já presidente do STF foi apresentado ao público estrangeiro como alguém comparável a Barack Obama. A repórter Ellis Cose começou a entrevista logo fazendo a pergunta, direta e reta, sobre a  possibilidade de ele concorrer à Presidência da República. Barbosa respondeu:

"Eu nunca me vi sendo presidente do Brasil. Em primeiro lugar, não sou político. Nunca fui e penso que sou uma pessoa improvável para esse tipo de atividade por causa da minha franqueza. Nunca lidei nem tenho conexões com partidos".

Mesmo assim, alguns entusiastas, por conta própria, criaram umapágina  especialmente para fazer a apologia do suposto-futuro-jamais-candidato e para colocar sua campanha na rua, aliás, fora do prazo determinado pela lei eleitoral. Na página já se pode baixar o adesivo, conhecer sua biografia e acompanhar notícias na imprensa que falam da aventada candidatura.

Mas, e o partido?

Finalmente, apareceu o que faltava: um partido, ou quase. O Partido Militar, que ainda não existe, tem apenas metade das fichas de filiação necessárias para ser homologado e lançar-se às eleições de 2014. Mas não se fez de rogado e já anunciou um convite a Joaquim Barbosapara ser candidato. O convite certamente se tornou a principal peça publicitária de um partido em busca de uma razão de ser.

Pouca gente sabe, mas o Brasil já teve dois presidentes que passaram pelo STF. O primeiro foi Epitácio Pessoa, de 1918 a 1922. O segundo foi José Linhares, que assumiu o cargo interinamente, por dois meses, no lugar de Getúlio Vargas, quando deposto em 1945.

No campo das possibilidades, uma aventura presidencial de Joaquim Barbosa teria várias dificuldades. Para concorrer à presidência, é fundamental ter o apoio de um partido nacional, de preferência, médio ou grande, e de uma coligação que ofereça uma razoável cobertura nos estados. Partidos e coligações maiores proporcionam mais tempo de rádio e TV, mais comitês eleitorais e mais propaganda de rua, que contam muito até em campanha para vereador, que dirá para presidente.

Enfim, das duas, uma: ou Barbosa teria que ser “adotado” por um partido médio ou grande, desses que acabou de chamar de “partidos de mentirinha”, ou teria que inventar um partido de verdade do dia para a noite, algo difícil de escapar da pecha de oportunismo.

O problema é que os partidos grandes e médios, quase todos, já têm lá seus candidatos. Salvo algumas exceções, como, por exemplo, o DEM, ex-partido de Demóstenes Torres e José Roberto Arruda, ou o PTB de Roberto Jefferson. Qualquer que seja o partido, a vida pregressa de seus líderes e correligionários imediatamente se colaria em Barbosa. “Diga-me com quem tu andas”, perguntariam os eleitores.

E se Barbosa formasse chapa com Marina Silva?

Se optasse por um partido maior, Barbosa ficaria muito mal na foto. Se saísse por um partido pequeno, sumiria da foto. Inventar um novo partido em menos de seis meses é algo fora de questão. A única possibilidade viável, até para evitar uma concorrência na mesma raia, seria uma dobradinha Barbosa- Marina Silva, ou vice-versa. Aí teríamos uma candidatura espetaculosa, cheia de apelos midiáticos.

O primeiro grande problema é que nem Barbosa nem Marina têm cara de estarem pleiteando a vice de quem quer que seja. O segundo problema é que a Rede é, por excelência, um partido de mentirinha. É um partido que tem vergonha de usar a palavra “partido” para se definir, mas que defende com unhas e dentes o interesse de não apenas ser reconhecido como um partido, mas de ter as regalias a eles reservadas de modo a poder usar os recursos do fundo partidário e ter acesso ao horário eleitoral, que é pago com dinheiro público, antes mesmo de ter recebido um único voto.

A ideologia desse partido tem nome. Chama-se Marina Silva. Seus seguidores são os “marineiros”, um culto à personalidade pra ninguém botar defeito. É o partido da Marina, pela Marina e para a Marina.

O que faria Joaquim Barbosa em um partido dessa natureza, depois de ter reclamado dos que buscam “o poder pelo poder”?

Quem financiaria Joaquim Barbosa?

Outro aspecto a se perguntar é quem iria financiar a campanha de Barbosa. Seguindo estritamente as regras eleitorais fiscalizadas pelo TSE, qualquer um poderia fazê-lo. Pela Rede, estariam excluídas as empresas de armas, bebidas alcoólicas, cigarros e agrotóxicos, mas foram providencialmente preservados os bancos e as empreiteiras, que são os maiores doadores de campanha.

Mas, imaginemos uma campanha heroica, financiada por recursos individuais. O fato de os recursos serem individuais não diz se eles são grandes ou pequenos. Doações individuais não necessariamente são mais limpas do que as provenientes de empresas – depende da pessoa e da empresa. Uma campanha voluntariosa normalmente é eivada de informalidades. Muita coisa é feita na cara e na coragem, de modo até criativo, mas às vezes difícil de ser “contabilizado”.

Por mais quixotesco que seja o candidato, ele se torna protagonista ou coadjuvante do sistema político que se propõe a atacar. Ser candidato significa aceitar as regras do jogo, sendo conivente com as mazelas que aponta, ou conformar-se à condição de anticandidato.

Quanto tempo duraria um governo Joaquim Barbosa?
Tão ou mais importante do que imaginar se Barbosa pode ou não ser candidato, ou se teria chances de ser eleito, é considerar que tipo de governo ele faria. Qual seria seu programa? Qual seria sua agenda prioritária de desenvolvimento do país? Quem seriam seus líderes na Câmara e no Senado? E seus partidos aliados? De que  maneira ele trataria os demais Poderes? Como trataria o próprio Judiciário? E os governadores de estado? E os prefeitos? E a imprensa? O que ele de fato conseguiria fazer? Quanto tempo duraria um governo Joaquim Barbosa sem que se corresse o risco de paralisia decisória?

Por que caminhos iria levar sua pregação contra os partidos, contra as maiorias congressuais e contra a dominância do Executivo sobre a agenda do país, requisitos para que um governo governe? Que tipo de regime seria esse em que um presidente deve supostamente se comportar como uma majestade que reina, mas não governa?
Que poder é esse?

O Judiciário não é um poder representativo, tampouco é um poder democrático. Seus integrantes devem ser, todos eles, pessoas democráticas, e suas decisões servem a proteger o Estado democrático de Direito. No entanto, o Judiciário é - e é feito para ser - um poder meritocrático, em que pese seus membros serem indicados, como se sabe, por regras sujeitas a injunções políticas e a interesses de toda sorte.

Mas parece que a mosca azul tem rondado a instância suprema do Judiciário país. É sintomático o fato de a figura de seu atual presidente ser cogitado como candidato à Presidência. Não que ele não possa. Pode e deve. Para tal temos partidos, eleições e debate democrático.

Seria positivo termos mais gente do Judiciário como candidata. Isso poderia contribuir para para trazer outras questões relevantes à baila, de forma qualificada. Contudo, termos magistrados se comportando quase como pré-candidatos é algo que compromete o papel do Judiciário brasileiro. Mesmo em um campeonato com muitos jogadores pernas de pau e desleais, com jogos cheios de lances faltosos, ninguém imagina que a melhor solução para o problema seja o juiz começar a chutar a bola e a reclamar do nível dos times.

De 1988 a 2012, o número de ações que deram entrada no Poder Judiciário subiu de 350 mil para 26 milhões (dados do Anuário da Justiça, 2013). Fosse um Poder mais transparente e mais eficiente para lidar com o problema da impunidade, diante dessa avalanche de processos sob sua responsabilidade, já daria uma grande contribuição à República.

Sonegação no país alcança a marca de R$ 415 bilhões no ano

Jornal Correio do Brasil - Notícias Online

                                O país deixa de arrecadar R$ 415 bilhões por ano em tributos sonegados
Para chegar ao índice de sonegação, o estudo do Sinprofaz selecionou 13 tributos que correspondem ao 87,4% do total da arrecadação tributária no Brasil (IR, IPI, IOF, INSS, COFINS, CSLL, FGTS, ICMS, ISS, dentre outros).
Como aponta o estudo, a arrecadação brasileira poderia ser 23% maior, caso não houvesse evasão tributária. “Isso significa que, se não houvesse sonegação de impostos, o peso da carga tributária poderia ser reduzido em até 20% e ainda sim manter o mesmo nível de arrecadação”, destaca o presidente do Sinprofaz, Allan Titonelli Nunes. Para comparação, com o valor sonegado nos primeiros cinco meses do ano, seria possível incluir mais de 16 milhões de pessoas no programa Bolsa-Família do governo federal ou construir mais de 120 quilômetros de estradas asfaltadas.
O Sonegômetro começou sua contagem no dia 1º de janeiro deste ano e até a data de seu lançamento terá atingido os R$ 170 bilhões. Além do lançamento oficial, a Sinprofaz está fazendo circular, em Brasília, um painel móvel com o placar da sonegação fiscal, para atrair a atenção da população para a questão, que é muito importante, e de forma inusitada.
De acordo com o estudo, a arrecadação brasileira poderia ser 23% maior caso fosse possível eliminar a evasão tributária. “Isso significa que, se não houvesse sonegação de impostos, o peso da carga tributária poderia ser reduzido em até 20% e ainda sim manter o mesmo nível de arrecadação”, destaca o presidente do Sinprofaz, Allan Titonelli Nunes. Para efeito de comparação, com o valor sonegado nos primeiros cinco meses do ano, seria possível construir mais de 120 km de estradas asfaltadas.
Para o presidente da Sinprofaz, “quando mais pessoas contribuem, temos uma maior disponibilidade de caixa para execução de políticas públicas”, diz ele, “ao mesmo tempo é necessário que se cobre mais eficiência do Estado na utilização dessas verbas”, conclui.
Para acompanhar a evolução da sonegação, acesse www.sonegometro.com.
A greve dos jornalistas na Argentina

                                       

Blog do Miro                                                                                 Altamiro Borges

Quase que diariamente, a mídia brasileira tem produzido editoriais e matérias contra a presidenta Cristina Kirchner, reproduzindo os raivosos ataques da imprensa argentina. Na sexta-feira passada (7), porém, ela deixou escapar uma notícia importante, por motivos óbvios. Os jornalistas argentinos realizaram uma greve de 24 horas para protestar contra os péssimos salários e a intransigência dos barões da mídia do país vizinho. “Salta, salta, salta, todos os patrões são a mesma bosta”, gritaram os grevistas durante um protesto em Buenos Aires. Os alvos principais dos manifestantes foram os jornais Clarín e La Nación, os dois principais veículos oposicionistas da Argentina.

Segundo relato do sítio Opera Mundi, a categoria reivindica 35% de aumento real do salário – enquanto os patrões oferecem 24% em três parcelas – e o estabelecimento do valor de mil pesos (cerca de R$ 400) pelo trabalho freelancer. “Mesmo com a paralisação, os maiores periódicos do país circularam normalmente neste sábado. A exceção foi o jornal Página/12, em que houve diminuição no número de páginas e os textos não foram assinados”. A última vez que os jornalistas realizaram uma greve na Argentina foi em 1986. Neste sentido, a paralisação de sexta-feira foi histórica. Os barões da mídia local sonegaram a informação à população – assim como seus amiguinhos do Brasil.
É grave a crise na mídia. E a única solução que adotam são as demissões
blog do zé                     José Dirceu

Na Folha de S.Paulo no fim de semana (ontem, domingo, 9), a ombusdman Suzana Singer criticou seu jornal por ter eliminado mais cadernos (agora, o Equilíbrio) ou tê-los encaixado em editorias que sobreviveram e demitido dezenas de jornalistas. Mas ela reconhece que também os grupos Estado e Abril (este iniciou as degolas na 6ª feira pp.), mais o jornal Valor Econômico, seguem o mesmo caminho. O Valor, por sinal, é uma sociedade dos grupos Folha e Globo.

É a crise e a tentativa de conciliar a mídia impressa com o avanço da internet gratuita. Suzana lembra que este caminho do enxugamento foi seguido lá fora, por jornais norte-americanos. Assim, embora fale en passant sobre Abril, Valor e mídia lá fora, ela termina fazendo uma radiografia da crise que vive a imprensa. A Secretaria de Redação da Folha justifica a Suzana as demissões com o fato de a receita publicitária estar crescendo menos que a inflação.

Na verdade, em toda a imprensa escrita - além do fracasso da maioria das publicações da Abril -, o arrocho no Estadão, Valor, Folha, emissoras de TV e rádios indica que o problema é estrutural e que não há saídas fáceis. Por enquanto nossos jornalões/mídia em geral estão seguindo a receita burra de cortar despesas, despedir, diminuir o tamanho dos jornais e o espaço das notícias, tratando os leitores com pouco respeito, comprometidos com seus próprios interesses e linhas editoriais.

Mídia continua dependente de benesses do Estado


Na prática, continuam dependentes de recursos diretos ou indiretos do Estado, ainda que digam o contrário. Mas vivem dependentes de isenções, compras governamentais de livros didáticos, privilégios, obrigatoriedade da publicidade legal dos balanços e avisos das empresas e nadam de braçada na desregulamentação do mercado, o que permite a formação de cartéis na área e dumping na publicidade, na distribuição, nos bônus de volume.

Sobrevivem graças ao papel importado barato, com desvios para o comércio em geral, e por fim com a publicidade pública e das estatais. Como no passado, quando viviam pendurados em empréstimos bancários e favores políticos para empresas coligadas, vantagens e mais vantagens na concessão de canais de rádio e TV, e por aí vai...

A questão de fundo, que são as novas mídias e a convergência, a chegada do capital estrangeiro, as mudanças para o mundo digital, a generalização da TV paga, o começo do fim hegemonia da TV como veiculo dominante, e a avassaladora generalização do uso da internet gratuita, nada disso interessa à mídia. À nossa, à tupiniquim em particular.

Fazem de tudo para manter o poder político e os monopólios

O que conta para ela é manter o poder político que o monopólio e o controle da informação lhes assegura - ou lhes assegurava no passado. Dai os barões da mídia não aceitarem a regulação nem para salvá-los das mudanças tecnológicas e do capital estrangeiro. A exceção nesse quadro, a regulação da TV a cabo, só comprova que a regulação pode e deve existir para a TV e o rádio e que os barões, na verdade, ainda resistem ao inevitável, à regulação do mercado de comunicação, para salvá-los do inevitável: a chegada do futuro.

No mais é concordar com a ombudsman da folha, Suzana Singer, quando ela, de forma quase melancólica, constata ser difícil de dar certo o caminho do enxugamento e das demissóes para estruturar um jornal menor (ainda que mais sofisticado) para fazer frente às informações gratuitas oferecidas pela internet.

Ao falar dessa travessia para uma nova fase do jornalismo impresso Suzana Singer conclui: "aos que acreditam que o jornalismo de qualidade faz bem à democracia, resta torcer para que a travessia dê certo". Vamos todos torcer.
Bons ventos
Aos indicadores positivos da indústria somou-se o Plano Agrícola e Pecuário, que terá 136 bilhões de reais para financiar inclusive a infraestrutura

Carta Capital                                                                           Delfim Netto

                                  Arquivo / ABr
                                  
                               Plano Agrícola e Pecuário terá 136 milhões de reais para financiamentos

O IBGE divulgou esta semana um conjunto de informações sobre o comportamento da produção industrial brasileira no primeiro quadrimestre com dados que indicam uma expansão em 17 dos 27 setores habitualmente pesquisados. O índice acumulado nesses quatro meses de 2013 revelou um crescimento de 1,6%, em relação ao período similar de 2012.

O destaque fica para o crescimento de 1,8% da atividade industrial no mês de abril (em relação a março), com um perfil generalizado de expansão em todas as categorias dos ramos observados. Na série sem ajuste sazonal, a indústria cresceu 8,4% em abril de 2013, em confronto com o mês de 2012.

A esses indicadores positivos, que prometem uma retomada firme da atividade industrial, somou-se o lançamento do Plano Agrícola e Pecuário, para dar suporte à produção do campo com um aumento importante de recursos para a etapa 2013-2014. São 136 bilhões de ­reais, um crescimento de 18% em ­relação ao ano passado.

É o segundo plano de safra do atual governo. A presidenta Dilma Rousseff fez questão de dar solenidade ao lançamento para reafirmar a garantia de que o setor agropecuário continuará a receber apoio financeiro com recursos ampliados para investimento, comercialização e custeio. Pelos resultados da safra agrícola deste ano e da expansão de praticamente todos os ramos da produção animal, os incentivos de crédito e o suporte governamental funcionaram. E há motivos para confiar que continuem a ajudar o setor que mais contribuiu para o desenvolvimento.

No período de expansão econômica modesta dos últimos dois anos, especialmente do setor industrial, a produção da agricultura e da pecuária brasileira manteve-se em alta: o PIB agropecuário cresceu excepcionais 17%, na comparação do primeiro trimestre deste ano com o homólogo do ano passado, conforme ressaltou a presidenta ao discursar na solenidade da segunda-feira 3 no Palácio do Planalto. Em relação ao último trimestre de 2012, continuou com crescimento de 5,7%.

Dilma Rousseff chamou atenção para duas áreas de atividades que merecerão tratamento preferencial na execução do programa:

1. A armazenagem de grãos, com a dotação de recursos da ordem de 25 bilhões de reais para financiar as empresas privadas e os produtores dispostos a construir silos e armazéns por conta própria ou em Parcerias Público-Privadas, nos próximos cinco anos, dos quais 5 bilhões já disponíveis durante a atual safra.

A deficiência de espaços adequados para estocar grãos de oferta pública, sobretudo nas propriedades agrícolas, tornou-se um dos problemas mais dramáticos para o escoamento das safras, o que aumentou os custos logísticos e impôs altos prejuízos aos agentes de toda a cadeia produtiva, e, finalmente, aos consumidores.
Acresce o fato de o financiamento da estocagem tornar-se impraticável diante do nível dos juros de mercado entre nós. A presidenta frisou, na ocasião, que o plano de armazenagem é um compromisso assumido em 2012. “Garantir os estoques é crucial para o nosso País. O governo tem todas as condições de oferecer crédito para a realização dos projetos de armazenagem a juros de 3,5% ao ano e prazos de 15 anos para pagar”, afirmou.

2. O outro fato importante foi a descoberta da Extensão Rural, na verdade, a “recriação” de uma atividade que nunca deveria ter sido abandonada pelos sucessivos governos, União e estados, com algumas exceções. O Ministério da Agricultura anunciou a inclusão, no Plano Agrícola, de um serviço nacional para prover assistência técnica e extensão rural que atuará nos moldes da Embrapa e que, segundo a presidenta Dilma, juntamente com ela será responsável por “transformar o Brasil em um dos países de economia mais competitiva e no maior produtor de alimentos do mundo”.

É cedo para festejar, mas não há dúvida de que se trata de iniciativa de grande alcance que, se for implementada com inteligência, poderá realizar o trabalho das antigas Emater estaduais, ajudando a colocar o conhecimento das modernas práticas agrícolas ao alcance dos produtores rurais, especialmente os pequenos e médios. É fato que são eles os responsáveis pela produção de uma boa parte dos alimentos que o povo brasileiro consome.