sexta-feira, 7 de junho de 2013

BARROSO: STF PODE REVER ANISTIA !

“Essa é uma questão política. Quem tem posição deve tomar”, disse o novo ministro
                           Conversa Afiada
 Saiu no G1(Globo.com):

‘EM TESE’, DIZ NOVO MINISTRO, SUPREMO PODE REVER LEI DA ANISTIA


Mariana Oliveira Do G1, em Brasília

O ministro recém-nomeado para o Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, afirmou nesta sexta-feira (7) que, com uma nova composição, “em tese” há possibilidade de o tribunal rever a Lei de Anistia .

Em 2010, por sete votos a dois, o STF confirmou a validade da lei que estabeleceu a abrangência da anistia para casos de tortura e crimes comuns cometidos por agentes do Estado e por civis durante a ditadura militar (1964-1985). Depois disso, entraram no tribunal quatro novos ministros (Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e agora Luís Roberto Barroso). No total, o Supremo tem 11 ministros.

Perguntado se o entendimento do tribunal em 2010 poderia ser revisto agora, ele respondeu: “
Em tese, sim. Tenho conforto de falar sobre isso porque o [Cesare] Battisti [ex-ativista italiano acusado em seu país] não foi anistiado. A Itália não teve mesmo opção. Na vida, você pode ter lições de justiça ou lições de paz. Essa é uma questão política. Quem tem posição deve tomar”, disse o novo ministro, para quem caberia ao Congresso essa decisão.

Barroso, cuja nomeação foi publicada na manhã desta sexta no “Diário Oficial da União”, conversou à tarde com jornalistas. Ele informou que tomará posse no próximo dia 26.
IPCA e inflação de alimentos desaceleram
Portal Title                                   João Sicsú
                    

A inflação, medida pela variação do IPCA, mostrou desaceleração no mês de maio. A inflação de maio foi de 0,31%, a de abril tinha sido 0,57%. Nos últimos meses, a inflação estava sendo pressionada pela alta dos preços dos alimentos. De forma consecutiva, a inflação dos alimentos superava a alta dos demais preços da economia. Em maio, a inflação de alimentos desacelerou em virtude da chegada de safras agrícolas recordes aos mercados. Contribuiu também para a queda a desoneração da cesta básica realizada em abril. Em maio, a alta dos preços dos alimentos foi de 0,31%, inferior a inflação medida pelo IPCA.

Para o mês de junho outro fator deve pressionar a inflação: é o reajuste dos transportes urbanos em grandes cidades brasileiras. Portanto, somente para o segundo semestre é esperado uma desaceleração consistente. É provável que a inflação do ano fique entre 5,5 e 6%.

O Banco Central e o governo estão atentos para manter a inflação sob controle. O Banco Central aumentou a taxa de juros básica da economia de 7,25 para 8% ao ano. Com esta política monetária o Banco Central deve estar tentando atuar sobre as expectativas inflacionárias – já que é sabido que juros mais elevados não podem, por exemplo, conter o preço do tomate ou as tarifas de ônibus.

Globo enfia inflação onde

não havia inflação


                                              
do comentarista Bonifa
Com a notícia de que a Standard&Poor’s rebaixou a perspectiva de crescimento do Brasil, a Globo ficou tão eufórica que deu sua contribuição criminosa a uma versão própria da notícia.
Nenhuma agência de notícias falou em inflação, ao dar a notícia. Absolutamente nenhuma.
Quase todas falaram em três fatores: baixo crescimento, fundamentos fiscais fracos, e falta de credibilidade na política econômica, considerada ambígua e confusa.
Ninguém falou de inflação. Mas a Globo destacou no seu Bom Dia que as causas foram o baixo crescimento, falta de credibilidade e a inflação.
Para coincidir com as bandeiras oposicionistas levadas ao público por Aécio Neves e pelo Agripino Maia.
A Reuters, inclusive, veiculou a opinião do analista André Perfeito, segundo o qual a causa do rebaixamento não se deve a nenhum fator interno, mas sim à perspectiva do impacto que terá sobre o Brasil a futura e iminente decisão dos Estados Unidos de reduzir seus estímulos monetários.
A Globo meteu a inflação onde não cabia, por sua própria conta e risco. Mais uma prova de seu ativismo político oposicionista, exercido de modo covarde e mentiroso.

A Standard & Poor’s endossa a mídia(do PiG), que retribui                                              

     

Finalmente, uma agência de risco internacional atende aos clamores da mídia brasileira e endossa a ‘percepção’ de um país em ‘espiral descendente’. 

Não importam as flutuações estatísticas; avalia-se com indiferença o vigor do mercado doméstico; desdenha-se do denso feixe de obras de infraestrutura e logística social em marcha na economia. 

É só mais uma evidência do governo gastador e intervencionista.

A inflação em baixa, o investimento em alta, que deixaram zonzos os analistas da linearidade ortodoxa nas últimas horas, nada mereceu o destaque atribuído ao carimbo negativo com o qual a Standard & Poor’s revisou a ‘perspectiva da nota de longo prazo’ atribuída ao país. 

Atenção para o detalhe: ‘perspectiva da nota de longo prazo’. 

É o velho truque da profecia autorrealizável, que os tambores locais engrossam em repiques sôfregos e escaladas gulosas, numa espécie de ‘agora vai’. 

A manchete de 'O Globo', desta 5ª feira, em letras garrafais, no alto da página, saboreava o acepipe. Idem a do 'Estadão'. 

Mas a fita métrica da credibilidade é crível? 

Que grau de confiança desfruta a própria Standard & Poor's, aqui tratada como um Moisés a rugir seu 11º mandamento: 'o Brasil fracassará'? 

Ignora-se a folha corrida da fonte.

A causa comum tudo justifica.

A saber: joelhar o Brasil outra vez no altar dos mercados internacionais; interditar a formação do discernimento da sociedade sobre os problemas reais vividos pela transição do desenvolvimento brasileiro.

A convergência ortodoxa une sob a grife interesses da mesma cepa.

É forçoso iluminar o DNA dessa endogamia. 

Com a palavra, o economista Paul Krugman que , em agosto de 2011, atribuiu peso e medida à venerável instituição do mercado que acabara de rebaixar, também, a nota dos EUA . 

Trechos do artigo de Krugman , ‘Credibilidade, cara-de-pau e   
                          dívida’: 

“Para compreender todo o furor envolvendo a decisão da Standard & Poor’s, a agência de classificação de crédito, de rebaixar a nota dos títulos da dívida americana, é preciso ter em mente duas ideias aparentemente (mas não de fato) contraditórias.

A primeira é que os Estados Unidos não são mais o país estável e confiável de antes.

A segunda é que a própria S&P goza de credibilidade ainda menor; é o último lugar de onde alguém deveria esperar avaliações sobre as perspectivas do país.

Comecemos com a falta de credibilidade da S&P.

Se há uma expressão que descreve a decisão da agência de classificação de crédito de rebaixar a nota dos EUA, esta é a cara de pau – definida pelo exemplo do jovem que mata os pais e então implora por clemência alegando ser um órfão.

Afinal, o imenso déficit orçamentário dos EUA é em grande parte resultado de um declínio econômico que se seguiu à crise financeira de 2008.

E a S&P, juntamente com as demais agências de classificação de crédito, desempenhou papel importantíssimo na precipitação dessa crise, concedendo notas AAA a ativos lastreados em hipotecas que desde então se transformaram em lixo tóxico.

Mas as avaliações incompetentes não pararam por aí. Num episódio agora famoso, a S&P concedeu ao Lehman Brothers, cujo colapso deu início a um pânico global, uma nota A até o mês da sua quebra.

E qual foi a reação da agência depois que esta empresa foi à falência? Ora, a S&P publicou um relatório negando ter feito qualquer coisa de errado.

E são estas as pessoas que agora dão sua eminente opinião sobre a credibilidade dos Estados Unidos?

Espere só, a coisa não para por aí. Antes de rebaixar a nota da dívida americana, a S&P enviou ao Tesouro dos EUA um rascunho do seu comunicado à imprensa.

Os funcionários americanos logo repararam num erro de US$ 2 trilhões nos cálculos, algo que qualquer especialista em orçamento teria calculado corretamente.

Depois de certo debate, a S&P reconheceu o erro e rebaixou a nota mesmo assim.

Num ponto mais amplo, as agências de classificação de crédito nunca nos deram motivo para levar a sério suas opiniões sobre a solvência nacional. É verdade que, em geral, os países que declararam moratória tiveram suas notas rebaixadas antes da consumação desse fato.

Mas, nesses casos, as agências de classificação apenas seguiram os mercados, que já tinham se voltado contra esses devedores problemáticos. E, nos raros casos em que as agências rebaixaram a nota de países que ainda tinham a confiança dos investidores – como os EUA hoje -, elas se mostraram equivocadas.

Devemos lembrar do caso do Japão, que teve a nota de sua dívida rebaixada pela S&P em 2002. Ora, nove anos mais tarde, o Japão ainda consegue obter empréstimos com facilidade e a juros baixos.

Na verdade, na sexta-feira, os juros sobre as obrigações japonesas com prazo de 10 anos eram de apenas 1%.

Assim, não há motivo para levar a sério o rebaixamento da nota da dívida americana na sexta feira. Estamos falando das últimas pessoas de quem deveríamos aceitar conselhos”.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Fora do ar
O blog estará 'fora do ar' em sua rotina diária a partir desta terça-feira, 28, até a terça-feira, 4 de junho, salvo se uma notícia de relevo exigir uma inserção 'extra'.   Abrs. AMgóes.

               MINISTRO DE EDUARDO 

               ROMPE E APÓIA DILMA

Fernando Bezerra, excelente Ministro da Integração, é (ou era) da “cota” de Eduardo Campos
                                                          Conversa Afiada
 Saiu no Globo:

‘Estamos investindo no Nordeste e o trabalho da presidente Dilma merece ser continuado’, disse Fernando Bezerra na capital de Alagoas

MACEIÓ – Apesar da movimentação do governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, para concorrer à Presidência da República, o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra (PSB), afirmou que o partido só vai decidir no próximo ano sobre a disputa presidencial.


De acordo com ele, há correntes no PSB que defendem o apoio a reeleição de Dilma Rousseff, no próximo ano.

— Todos os dois (Dilma e Eduardo) são excelentes quadros da política brasileira. Agora, todos nós estamos aprofundando essa discussão dentro do PSB, no sentido de a gente trabalhar pela manutenção da aliança. É legítimo que o presidente do PSB se movimente, inclusive para fortalecer o partido. O PSB vem com duas grandes vitórias nas eleições estaduais, nas eleições municipais e é natural que o partido queira liderar um projeto político próprio. Mas, existem correntes dentro do PSB e me integro nesta corrente, que defendem a manutenção da aliança com a presidente Dilma — disse. — Estamos investindo no Nordeste e o trabalho da presidente Dilma merece ser continuado — completou.
(…)Clique aqui para ler “Quem cerca Eduardo” e, de Mauricio Dias, Eduardo e Aécio lutam pelo mesmo (exíguo) espaço”.

aqui para ler a notável carta que Eduardo 'Campriles' escreveu ao povo brasileiro

Descanse em paz, Roberto Civita

Eduardo Guimarães                                     Blog da Cidadania
 Morreu Roberto Civita. Morreu de câncer, ainda que a mídia demo-tucana não diga. E não diz porque não pode, ou porque dizer envolve uma lição de vida que a deprecia. A lição? Ora, não comemore o sofrimento de seus inimigos porque a fragilidade humana nos une a todos.
Minha hora chegará, como chegou para Civita. Porém, estou tranquilo.
Enquanto ele esteve doente eu jamais fiz o que ele fez com Lula através de seus blogueiros e colunistas amestrados, que ironizaram a doença do ex-presidente e deram curso a uma onda de frases hediondas que comemoravam seu câncer, hoje tido como curado.
Reinaldo Azevedo, um dos autômatos de Civita, foi particularmente cruel ao mandar o ex-presidente se tratar no SUS por ter elogiado o sistema durante seu governo. Quantos outros políticos elogiaram as próprias obras na saúde pública e jamais foram alvo dessa ironia?
O ex-tucano Mario Covas, por exemplo, elogiou a própria obra na saúde pública quando era governador de São Paulo e nem por isso a Veja e assemelhados o mandaram se tratar no SUS paulista. E muito menos o PT, que se solidarizou com ele.
Todos aqueles que não perdoaram Lula nem quando estava tão fragilizado, ainda que eu não acredite nisso deveriam refletir sobre a morte recente daquele que pagava o tal Azevedo para fazer coisas como aquelas – digo “pagava” porque, agora, não paga mais nada, ao menos nesta vida.
Não se comemora a doença ou a morte de semelhantes. Falar mal de Civita por sua obra à frente de seu império editorial, neste momento, não é a minha praia. Este é um momento de dor para os seus familiares.
Contudo, falar sobre como ele tratou o sofrimento de seus inimigos políticos faz todo sentido – e, como se sabe, o que faziam e continuam fazendo seus hoje ex-empregados era e é produto de sua visão de mundo, enquanto estava nele.
Mas a morte do ex-barão da imprensa tem um sentido mais amplo. Civita foi um homem tido como muito poderoso, do alto de seus bilhões de dólares e de seu império descomunal. Contudo, não queiram ver como todo esse poder se tornou nada, ao fim.
Não é bonito ver um ser humano agonizar, mas é necessário. Só assim nos damos conta do que somos, ou do que não somos. E o que nenhum de nós jamais será é “poderoso”, pois Poderoso só é Deus, para quem acredita Nele como eu.
E, para quem não acredita em Deus ou deuses, ninguém é poderoso.
Somos todos seres frágeis como uma flor ou um fio de cabelo. Falíveis, débeis, assustados com a nossa própria debilidade humana e com a nossa ínfima pequenez diante do desconhecido, ainda que alguns de nós queiram passar uma ideia diferente.
Lamento, porém, a morte de Civita. Tinha muitas críticas a lhe fazer e, agora, não tenho mais simplesmente porque ele deixou de existir. Posso criticar a obra, mas não o autor. Ele está fora do alcance de mortais como eu ou você que me lê.
Descanse em paz, portanto, Roberto Civita.